Seja Bem-Vindo. Hoje é

sábado, 31 de março de 2012

O Que é Fé?

A Bíblia fala que “fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hebreus 11.1, versão NTLH)
Mas o que é certeza?
E o que é prova?
Quais são essas coisas que não podemos ver?
Uma história contada por alguém ilustra muito bem como o cristão deve crer nas promessas de Deus.


No consultório localizado perto da residência do médico, um homem bastante doente falou, em desespero:
- Doutor, tenho medo de morrer! Diga-me, O QUE HÁ DO OUTRO LADO?
Calmamente o médico disse:
- Eu não sei!
- Você não sabe? E fala com essa tranqüilidade?, disse o paciente.
Nesse momento, ouviram um ruído de arranhões e ganidos do outro lado da porta fechada.
Quando o médico abriu a porta, um cachorro entrou e pulou sobre ele, alegremente.
Virando-se para o paciente, o médico disse:
- Notou o meu cachorro? Ele nunca esteve nesta sala; não sabia o que havia aqui, apenas sabia que seu dono estava aqui ... No entanto, quando a porta se abriu, ele entrou sem medo.
- Não sei quase nada do que há depois da vida. Mas sei de uma coisa: EU SEI QUE MEU SENHOR ESTÁ LÁ! E ISSO É O SUFICIENTE!

Assim acontece com quem crê em Jesus com Salvador pessoal.
Nunca estivemos lá do outro lado da vida. Não sabemos o que existe lá.
Mas igualmente ao cachorro, sabemos que o NOSSO DONO está lá do outro lado.
E quando a porta se abrir, podemos entrar sem medo.
Porque o próprio Salvador Jesus garante: “eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10.9).
E lá do outro lado, onde está o nosso dono, “nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos Séculos” (Apocalipse 22-3-5).


Glórias a Deus por meio do Salvador Jesus. Amém.

As Preocupações da Vida

A vida do ser humano aqui no mundo é um corre-corre que não acaba nunca.
Passamos a maior parte do tempo vivendo em função da nossa sobrevivência material. De manha à noite, todo dia, toda semana, o mês todo, o ano inteiro, a vida toda, vivemos em função dos nossos negócios e dos nossos empregos.
Essa necessidade de sobrevivência acaba ultrapassando seus limites e, por fim, somos dominados pela ganância de acumular riquezas. Quanto mais temos, mais queremos ter; e quanto mais bens conseguimos, mais eles assumem o controle de nossas vidas.
Com o passar do tempo, diante da correria pela sobrevivência, passamos a viver em função dos bens materiais em prejuízo do relacionamento com Deus e com as pessoas. O dinheiro então toma o lugar de Deus e das pessoas em nossas vidas, aos quais é reservada a sobra do nosso tempo.
O primeiro relacionamento a ser prejudicado por causa dessa correria é o relacionamento com Deus. Apesar de ser nosso Criador e Salvador Deus fica lá no fim da fila aguardando sua vez para conversar conosco.
O segundo relacionamento prejudicado é o relacionamento com a família. Marido e mulher, pais e filhos, passam a maior parte do tempo longe uns dos outros. A convivência entre os membros da família se torna superficial e sem vida. O amor e o afeto diminuem bastante.
E esse corre-corre pela sobrevivência material continua, continua, continua, até que de repente o fim da vida chega de forma inesperada. E quando essa hora chega, muitos descobrem, já tarde demais, que tudo aquilo que foi conquistado durante a vida com muito esforço e sofrimento de nada vale: empregos, negócios, dinheiro, carros, casas, propriedades, tudo fica, tudo se acaba.
As preocupações da vida não deveriam ser mais importantes que nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. As pessoas e Deus são mais importantes que as coisas; as coisas um dia acabam, mas Deus e as pessoas permanecem para sempre.
Mas hoje chegou a hora de rever a forma pela qual estamos vivendo aqui no mundo. A Bíblia fala que a vida do ser humano não se resume apenas em preocupações com a existência terrena. Nós não fomos criados para viver somente em função da nossa sobrevivência e dos nossos bens materiais. A Bíblia diz que temos uma vida eterna para ser vivida após a morte.
Jesus disse que “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12.15). Para pessoas que depositam sua esperança apenas na presente vida Deus diz: “louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12.20). E Jesus volta a dizer que “não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes” (Lucas 12.22-23). E o Filho de Deus continua nos advertindo com as seguintes palavras: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6.19-20).
Essa vida eterna da qual a Bíblia fala só é possível por causa da obra realizada por Cristo em nosso favor. Cristo sofreu o nosso sofrimento, Cristo morreu a nossa morte a fim de que nós possamos um dia ressuscitar como Cristo ressuscitou.
Com essa fé entranhada em nosso ser não deixemos a correria da vida nos desviar da cruz de Cristo, não deixemos a correria pela sobrevivência prejudicar o relacionamento com Deus e com as pessoas. Motivados pelo amor de Deus em Cristo Jesus devemos viver em função da vida eterna, porque "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1 Coríntios 15.19).
Essa esperança da eternidade com Deus deve governar a vida do cristão. Não deixe a preocupação da vida tirar essa esperança de você. Ame mais as pessoas, ame mais seus familiares, passe mais tempo com eles, desfrute mais dos relacionamentos com eles. E ame a Deus acima de todas as coisas.
Comece a fazer isso hoje mesmo; não espere para amanhã. A vida aqui no mundo é muito curta; quando menos esperamos, ela acaba.
Jesus Cristo, por meio de seu sacrifício na cruz do calvário, abriu o caminho de volta ao Céu. Esse futuro glorioso só é possível porque Deus nos amou com amor eterno. E a prova desse imenso amor Deus mostrou no sacrifício de seu Filho Jesus Cristo. Por causa do sacrifício de Jesus podemos e devemos crer no amanhã. Podemos e devemos crer que existe uma VIDA ETERNA preparada para nós.
Essa esperança deve governar nossa vida aqui no mundo, deve governar o nosso relacionamento com as pessoas, deve ser a razão da nossa existência aqui na Terra.
Não deixemos que as preocupações da vida roubem de nós a esperança da eternidade com Deus, “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Versão NTLH).
Em nome do Salvador Jesus, no poder do Espírito Santo, e na graça de Deus Pai, amém.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A Mulher Adúltera


Os mestres da Lei e fariseus levaram à presença de Jesus uma mulher surpreendida em adultério a fim de que fosse julgada.
A lei de Moisés determinava morte por apedrejamento para mulheres que fossem apanhadas cometendo esse tipo de pecado.
Se Jesus fosse favorável à mulher, poderiam acusá-lo de não levar a sério a lei de Moisés; se Ele se declarasse a favor da pena de morte, entraria em conflito com as autoridades romanas (a execução da pena de morte era tarefa exclusiva de Roma).
Diante dessa situação Jesus disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8.7).
Os mestres da Lei e fariseus acusados pela própria consciência retiraram-se um por um, ficando só Jesus e a mulher adúltera. Jesus então perguntou à mulher: “onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” (João 8.10-11).
Esse acontecimento divide os cristãos em dois grupos: o primeiro, dos quem-não-tiver-pecado-atire-a-primeira-pedra, e o segundo, dos vai-e-não-peques-mais.
O primeiro grupo geralmente é taxado de liberal; o segundo, de legalista.
Os primeiros dão ênfase no perdão e alegam que o julgamento cabe a Deus, o único a julgar com justiça; os segundos dizem que Deus perdoa, mas exige que não se cometa mais pecado.
Quem tem razão?
Para efeito de meditação, lanço as seguintes perguntas.
Primeira. Se aquela mulher na semana seguinte fosse apanhada em novo ato de adultério os mestres da Lei e fariseus a teriam levado novamente à presença de Jesus? Eles estariam habilitados?
Segunda. E você, estaria habilitado a conduzi-la de novo até Jesus para ser apedrejada?
Terceira. Jesus disse à mulher que fosse e não pecasse mais. Ele fala também a todos nós em relação aos nossos pecados, inclusive aqueles praticados no quarto secreto do coração: - Vão e não pequem mais. Você consegue cumprir a ordem de Jesus?
Quarta. E se a mulher adúltera fosse levada outra vez perante Jesus, seria ela novamente perdoada? Quantas vezes e que pecados Deus perdoa?
Quinta. E se Jesus entregasse a nós o julgamento, qual justiça aplicaríamos à mulher adúltera: a nossa própria ou a justiça de Cristo? A justiça da Lei ou a Justiça o Evangelho?
Sexta. E se fôssemos nós os conduzidos à presença de Cristo, como gostaríamos de ser tratados?
São Perguntas que precisam de respostas.
1 João 2.1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
João 3.17-18: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
Que sejamos tardios em julgar, e rápidos em perdoar.

Em nome de Jesus, o Salvador, amém.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Saudade da Vida Eterna

Às vezes bate no peito uma saudade da vida eterna ...
Instala-se na essência no nosso ser uma vontade enorme de viver eternamente, de ser feliz eternamente, de sentir prazer eternamente.
Um desejo intenso de que a vida nunca termine um dia, de que a comunhão com nossa família e amigos nunca acabe.
Uma vontade enorme de ficar eternamente desfrutando da presença das pessoas que amamos.
Uma vontade muito grande de permanecer sentindo-se bem naquelas reuniões agradáveis realizadas em momentos especiais.
Mas quando estamos vivendo um momento mais elevado de alegria logo vem à mente a triste certeza de que um dia tudo acaba.
A certeza de que as pessoas amadas um dia morrerão.
A certeza de que um dia envelhecerei e perderei as forças.
A certeza de que eu morrerei.
A certeza de que tudo na vida passa.
Como eu querida permanecer vivo eternamente para desfrutar a vida ao lado dos filhos, dos netos, dos pais, dos amigos ...
Mas não tem jeito, não. A morte enfim chega com uma força invencível e leva as pessoas que amamos, leva a nossa vida, leva a nossa alegria, leva os nossos sonhos e a vontade de viver eternamente feliz.
Instalado em nosso ser fica só a saudade, a saudade de um lugar onde as alegrias jamais acabam. Fica um pensamento lá no recôndito da nossa alma: “como seria bom se existisse um lugar assim, eterno, onde não houvesse mal nem morte, onde reinasse o amor e a alegria”.
Óh! Morte, porque você tem que existir? Por que você tem que acabar com os nossos sonhos? Porque você tem que tirar de nós as pessoas que amamos? Por que você tem que estar sempre presente em nossas vidas?
Háaa .... se você não existisse, morte! Mas por causa de você só nos resta saudade. Saudade de uma vida que não conhecemos, de uma eternidade que resiste em permanecer em nossa alma, apesar da morte.
De onde vem esse sentimento de eternidade que vive dentro de cada um de nós?
A Bíblia diz que Deus “pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim” (Eclesiastes 3.11).
A Escritura ensina que Deus fez o ser humano para viver eternamente. Isso explica o sentimento de eternidade dentro das pessoas, explica aquela saudade da vida eterna instalada lá no íntimo da alma.
Mas o pecado do Éden infligiu a pena de morte; morte espiritual, física e eterna.
Por causa da transgressão nos separamos de Deus e morremos fisicamente. Por causa da transgressão somos impedidos de viver a eternidade neste mundo gozando da melhor alegria e do melhor amor. Por causa do pecado a morte solapa todas as nossas esperanças.
Mas a notícia boa, a excelente notícia, é que Deus não deixou sua criação à deriva, abandonada a si mesma. Não!
Deus preparou um plano para retornarmos à VIDA ETERNA de bem aventurança com Ele. Deus preparou um meio de acabar com a morte. Deus preparou um caminho de volta a eternidade.
No evangelho de João, 3.16, sabemos desse plano maravilhoso: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Versão NTLH).
No mesmo livro de João, 11.25, o próprio Filho de Deus nos garante: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá”.
Ainda no evangelho de João, 6.40, Jesus diz: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.
Firmes nessas promessas podemos e devemos crer no amanhã. Crer que a morte não é o fim de tudo. Crer que ela é para o cristão apenas uma ponte que o leva àquela eternidade tão desejada pela alma humana. Crer que aquilo que aparentemente é a maior das derrotas na verdade constitui na maior das vitórias.
Lá não seremos atormentados pela separação da morte. Lá não sentiremos saudade da eternidade. Lá não teremos medo do futuro. Lá poderemos desfrutar eternamente da presença das pessoas que amamos. Lá poderemos viver em eterno relacionamento perfeito com o nosso Deus e com as pessoas.
Lá se cumprirá a promessa de 1 Coríntios 15.54, que diz: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte pela vitória”.
“Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21-5).
Lá, somente lá, “nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos Séculos” (Apocalipse 22-3-5).
Que promessas grandiosas e gloriosas essas!
E o próprio Deus nos garante: “Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Apocalipse 21-5).

Em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo, amém.

sábado, 24 de março de 2012

Os Dois Maiores Pecados

Jesus disse que os dois maiores mandamentos são o amor a Deus e o amor ao próximo.
Por assim dizer, também poderíamos escolher dois grandes pecados que o ser humano comete contra Deus.
Quais seriam esses dois grandes pecados?
Idolatria? Feitiçaria? Homicídio? Homossexualismo? Adultério? Avareza?
Quando se fala em pecado, geralmente esses são os que nos vem à mente. Estamos tão acostumados a uma lista taxativa deles...
No livro de Hebreus 11.6 está registrado que “sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor” (Versão NTLH).
Por esse versículo descobrimos o maior pecado: NÃO CRER.
Não crer em Deus é a maior desonra que o ser humano pode praticar contra Deus, porque despreza a salvação que Cristo realizou em seu favor na cruz do calvário.
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus.
Podemos fazer qualquer sacrifício, passar a vida toda fazendo o bem, até entregar nosso corpo para ser queimado na fogueira em favor de alguma causa nobre, mas se não crermos em Cristo como nosso único e suficiente salvador será tudo em vão. Tudo ficará aqui nesse mundo. A recompensa será recebida apenas na presente ordem.
Rejeitar a graça de Deus manifestada na obra de Cristo constitui uma afronta terrível a Deus. Quem despreza o presente da salvação na verdade está tratando Deus como um mentiroso, está dizendo que Ele não “estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2 Coríntios 5.19). Está dizendo que o sacrifício de Cristo não foi capaz de perdoar e reconciliar o pecador.
O segundo pecado, terrível também, é o orgulho. Esse foi o primeiro pecado cometido no Universo. Foi o pecado que derrubou Lúcifer e a terça parte dos anjos do Céu.
Em Ezequiel 28.15 está escrito: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”.
Isaías 14.12-14 registra: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
O orgulho espiritual transformou o coração dos líderes religiosos do tempo de Jesus em uma pedra dura e fria, num muro intransponível pelo qual a graça de Deus não pôde entrar.
O orgulho pode levar as pessoas a confiar mais em si mesmas do que na obra redentora de Cristo. O orgulho pode levar ao desprezo da graça salvadora de Deus. O orgulho pode levar ao inferno. O orgulho levou Lúcifer ao inferno.
Que a falta de fé e o orgulho não se instalem nos nossos corações, porque “o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma” (Hebreus 10.38), e “Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6).


Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus, amém.

Gaiolas de Prender Deus

É inevitável a institucionalização da igreja, sabemos muito bem disso.
Logo no seu início, quando o número de cristãos era pequeno, não havia tanta necessidade de organização institucional, mas quando ela começou a crescer e se expandir tornou-se necessário estabelecer uma forma de controle para o desenvolvimento da missão dada por Cristo e também a fim de proteger a sã doutrina de heresias.
Quando uma atividade humana cresce e se torna complexa, a organização institucional se mostra um mal necessário. Assim aconteceu com a igreja.
Pelo fato de a igreja organizada ser dirigida por pecadores nem sempre age de conformidade com os propósitos de Deus, uma vez que seres humanos corrompidos pelo pecado são sempre imperfeitos. Isso é compreensível.
A inevitabilidade da institucionalização da igreja é fato consumado, no entanto traz consigo alguns males que podem ter reflexos negativos na proclamação do evangelho de Cristo. Como isso pode acontecer?
Com o passar do tempo o processo de repetição provoca uma perda do real significado dos ritos religiosos praticados no âmbito da igreja. Tanto se repetem os mesmos atos organizados na mente do praticante que eles cristalizam-se de tal forma que se torna dificílimo aceitar ou praticar outros ritos de adoração. Para uma mente cristalizada assim é quase impossível manter comunhão e adorar a Deus por outra forma de rito, porque em sua mente os meios passaram a ter o mesmo ou até maior valor que o objeto de adoração (Deus).
Imagine se o adorador nasce, cresce e vive dentro de uma igreja praticando sempre os mesmos ritos. Todo dia, toda semana, todo mês, todo ano, a vida toda...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Oração da Semana


Domingo:

Amado Salvador Jesus, peço que estejas comigo em mais esta semana, pois sei que os obstáculos e as adversidades poderão ser maiores do que as forças que tenho. Ajuda-me a enfrentá-las, pois sei que com a tua ajuda nada será mais forte do que a segurança e a esperança que tu me dás. Em nome de Jesus. Amém.



Segunda-feira:

Querido Deus, quero pedir perdão pelos inúmeros erros e falhas. Sei que nada mereço e que o meu pecado me afasta de ti e das pessoas que amo. Perdão Senhor, fortalece a minha fé em ti e me conceda diariamente a oportunidade de andar pelo caminho do perdão que Jesus me deu. Amém.



Terça-feira:

Grandioso Deus peço que me ajudes a suportar as inúmeras tentações que o mundo, meus desejos e pensamentos me oferecem. Sei que com a tua ajuda serei forte e corajoso para rejeitá-los. Peço a tua benção para continuar servindo e vivendo nas maravilhas de ser perdoado e amado por ti. Por Jesus Cristo. Amém.



Quarta-feira:

Ó querido Salvador Jesus, quero agradecer por ter a oportunidade de meditar na sua Palavra de amor e esperança. Ajuda-me vivenciar os teus ensinamentos, para que quando a aflição e os dias difíceis quiserem me derrubar, eu possa estar bem amparado pelas tuas mãos de amor. Por Jesus Cristo. Amém.



Quinta-feira:

Amado Deus, ajuda-me a viver a alegria da tua vitória na cruz. Fortalece a minha fé em ti, para que a mensagem de perdão e vida deixados pelo seu Filho Jesus Cristo me dêem forças e compreensão para enfrentar e suportar derrotas e tristezas que este mundo me traz. Por Jesus, meu Salvador. Amém.



Sexta-feira:

Querido Salvador Jesus, peço perdão pelas vezes que não cuidei deste corpo que me deste. Ajuda-me a valorizar este ser tão especial que sou aos teus olhos. Dê-me condições de cuidar da minha saúde, para que eu possa continuar te servindo e servindo ao meu próximo. Por Jesus Cristo. Amém.



Sábado:

Amado Deus, agradeço por mais uma semana que chega ao seu final. Quero continuar vivendo o perdão e o amor que Jesus me concede. Fortalece a minha fé para que a tua Palavra me leve a compartilhar o perdão de Jesus com meus familiares e amigos em mais este sábado. Amém.



Fonte: Devocionário Cinco Minutos com Jesus. (2012)

domingo, 18 de março de 2012

Chuvas de Bênçãos

Chuvas de bênçãos teremos,
É a promessa de Deus.
Tempos benditos veremos
Chuvas de bênçãos dos céus.

Chuvas de bênçãos,
Chuvas de bênçãos dos céus;
Gotas somente nós temos.
Chuvas rogamos a Deus.

Chuvas de bênçãos teremos
Vida de paz e perdão.
Os pecadores indignos
Graça dos céus obterão.

Chuvas de bênçãos teremos,
Manda-nos já, ó Senhor.
Dá-nos agora o bom fruto
Desta palavra de amor.

Chuvas de bênçãos teremos,
Chuvas mandadas dos céus;
Bênçãos a todos os crentes,
Bênçãos de nosso bom Deus.


Não meu Querer


Não meu querer mas Teu Senhor
Quero viver prá Teu louvor
E haja o que houver Te ouvirei dizer
Este é o Caminho e paz terei
Débil sou eu não sei caminhar
Forte És meu Deus oh! vem me guiar
Toma em Tuas mãos minha mão Bom Pastor
Dá-me Teu gozo e vigor
Graça me dá té escutar lá no céu
Bem está servo bom e fiel

Graça me dá té escutar lá no céu
                                                Bem está servo bom e fiel.
Harry Bollback
Arranjo adap.e sequência mid: AFDahmen

Você é Salvo?

Faço uma pergunta crucial.
Você é um salvo? Se você morresse hoje e fosse levado à presença de Deus, por qual motivo acha que Deus o deixaria entrar no Céu?
Não estou perguntando se você pertence a determinada igreja ou religião.
Não estou perguntando se você é uma pessoa boa que só deseja o bem para os outros.
Não estou perguntando se você realiza obras de caridade e ajuda os necessitados.
Não estou perguntando se você observa mandamentos divinos ou de sua igreja.
Não estou perguntando se você acredita na existência de um Deus.
Não estou perguntando se você tem grande convicção acerca da sua filosofia de vida.
Não estou perguntando se você faz uso da Bíblia ou se foi batizado uma ou mais vezes.
Não estou perguntando se você é cristão ou ateu. Não.
Estou perguntando se você é salvo.
Você tem certeza de sua salvação?
Essa convicção lhe proporciona paz de espírito?
Meu amigo e minha amiga, se você não está seguro de sua salvação apresento o único caminho por meio do qual ela pode ser adquirida.
O caminho chama-se JESUS CRISTO. Não o Jesus fabricado pelas religiões e mentes humanas, mas o Jesus apresentado pela Escritura Sagrada.
O Salvador mesmo disse, em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Jesus Cristo é o único caminho porque ele fez o que ninguém mais conseguiria fazer: cumprir perfeitamente a Lei de Deus e pagar plenamente a dívida do pecado da humanidade. Dessa forma ele satisfez a santidade e justiça divinas. Somente o Filho de Deus foi capaz de realizar essa obra, ninguém mais. Nem mesmo um santo, se houvesse, ou mesmo um anjo era capaz de realizar tal obra.
Por isso Jesus é o único Caminho.
A Bíblia registra que “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória” (Colossenses 2.13-15, NTLH).
É por esse motivo que a pessoa que crê em Jesus como Salvador pessoal pode e deve confiar no perdão dos pecados, na reconciliação com Deus e na VIDA ETERNA. Podemos confiar porque dependeu de Cristo, o único capaz de abrir o caminho ao Pai, e não das nossas obras.
A salvação da alma não é um prêmio a ser conquistado por obras humanas, mas um presente a ser recebido pela fé, somente.
A Bíblia confirma o que estou dizendo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
A salvação oferecida por meio do sacrifício vicário de Cristo é o único remédio a oferecer paz de espírito. Os outros “caminhos” de salvação jamais podem oferecer essa paz, porque se baseiam na força das obras humanas.
Quem tenta conseguir a salvação por outros caminhos que não seja Cristo sabe exatamente o que estou falando. Por mais que se tente e quanto mais se faz o coração sempre mostra que nunca foi feito o suficiente. É semelhante a uma pessoa que tenta puxar uma pedra pesada fazendo uso de uma corda de borracha; quanto mais puxa mais distante se afasta dela, e ela não sai do lugar.
Mas a Bíblia diz que “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). Somente por meio da obra de Jesus podemos ser salvos e adquirir a certeza da vida eterna com Deus. Apenas Jesus concede paz de espírito quanto à certeza da eternidade.
Isso não sou eu que falo, é o próprio Salvador Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24).
Onde encontramos promessa mais gloriosa que essa?
Agora, para finalizar, pergunto novamente: Você é salvo?

Em nome de Jesus, o Salvador, amém.

sábado, 17 de março de 2012

Quem Sustenta Sua Igreja?


Meu amigo, minha amiga, venho à sua presença a fim de lançar uma pergunta para meditação.
Quem sustenta sua igreja? Perguntando de outra forma, sua denominação religiosa está firmada em que fundamento?
Certamente todos os cristãos responderiam que Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo sustentam sua denominação. Que a Bíblia é a única fonte de regra e fé de sua igreja. Afinal de contas, passamos a vida toda usando a Bíblia e falando de Deus, de Jesus e do Espírito. Como poderia ser diferente!?
Levanto então algumas questões interessantes a fim de saber se realmente a nossa fé se fundamenta exclusivamente na Palavra de Deus.
Se tirássemos das Igrejas Luteranas Martinho Lutero, o coral, o órgão, a batina do pastor, as velas, as liturgias particulares, a forma como o culto é realizado, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Se tirássemos da Igreja Católica o Papa, a Maria e todas as tradições, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Se tirássemos das Igrejas Calvinistas Calvino e a doutrina da predestinação, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Se tirássemos da Igreja Adventista do Sétimo Dia a Ellen G. White, o Sábado e suas doutrinas particulares, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Se tirássemos das Igrejas Pentecostais as manifestações de curas, milagres, profecias, línguas, e suas práticas de culto, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Se tirássemos das Igrejas Neopentecostais a teologia da prosperidade material e suas práticas religiosas, e deixássemos somente o evangelho de Cristo, quantas pessoas permaneceriam na igreja?
Nós ficaríamos em nossas igrejas sem tudo isso? Conseguiríamos sobreviver somente do evangelho de Cristo?
Agora pergunto de forma inversa: E se o evangelho fosse tirado das nossas igrejas, sentiríamos tanta falta dele como sentimos das nossas práticas religiosas baseadas em interpretações particulares e tendenciosas?
O que faria mais falta para nós, o evangelho ou a nossa igreja? Defendemos e pregamos mais o evangelho ou a nossa religião?
É lógico e evidente que nossas manifestações de culto exterior não são e nunca serão perfeitas, pois somos pecadores e vivemos num mundo de grande diversidade de culturas. Não sou simplista a ponto de afirmar a possibilidade de uma igreja perfeita.
Mas, mesmo sendo assim, por que nossa fé depende tanto dos nossos líderes, das nossas doutrinas, das nossas liturgias, das nossas teologias? Por que às vezes o evangelho parece ocupar um lugar secundário na nossa prática de vida cristã? O evangelho de Cristo não é o “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”? (Romanos 1.16).
Por que não raras vezes transformamos esse poder de Deus em poder de nossas igrejas? O que nos leva a pensar que detemos os direitos exclusivos de pregação do evangelho? Por que às vezes agimos como negociante, vendendo o evangelho em troca de nossas “moedas doutrinárias” criadas por nossas denominações?
Diante desses fatos e cientes do prejuízo que eles podem causar à pregação do verdadeiro evangelho, devemos permanecer firmes no único fundamento da igreja: Cristo Jesus, o envidado de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. (1Coríntios 3.11).
“visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O Justo viverá por fé”. (Romanos 1.17).

Em nome de Jesus, no poder do Espírito Santo e na graça de Deus, amém.

Quem Matou Jesus?

De início deve ficar bem claro que Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo exatamente para morrer, pois do contrário não resgataria a humanidade caída.
Quero nessa meditação discorrer não sobre a morte de Jesus em si, mas sim sobre as pessoas que o crucificaram, sobre os personagens que figuraram nos bastidores dessa história tão dramática.
Desde a infância sempre ouvi na igreja sobre a vida e obra de Jesus, suas curas e milagres, seus discursos de autoridade, sua morte e ressurreição. Algo que me chamava atenção era a forma como ele foi executado, o sofrimento pelo qual passou, a sua agonia nas últimas horas na cruz do calvário.
Eu simplesmente não me atentava acerca das pessoas que estavam por trás da morte do Senhor da Glória, as quais agiram com tanta falsidade e maldade no coração. Pensava: “Pessoas que fazem tal coisa devem ser as piores do mundo, os mais sanguinários, os mais cruéis”.
Achava que os assassinos de Jesus fossem os pagãos, os incrédulos, os terroristas, os guerrilheiros, os exércitos inimigos, as pessoas de má fama, os piores dos pecadores. No entanto, para a minha grande surpresa e frustração, descobri lendo no Novo Testamento que quem matou Jesus não foram os piores pecadores, os assassinos, as prostitutas, os adúlteros, os idólatras, os ladrões, os beberrões, os feiticeiros, os homossexuais. Não! Quem matou Jesus não foram pessoas fora da igreja!
Descobri que quem matou Jesus foi a própria igreja da época, os velhinhos de cabeça branca, pessoas que nasceram, viveram e morreram dentro da igreja, pessoas que liam diariamente a Bíblia, trabalhavam na igreja, cantavam hinos e adoravam na igreja, faziam parte da liderança da igreja, eram membros ativos da igreja, pessoas religiosas acima de qualquer suspeita. Eram pessoas que se diziam filhas de Deus!
Eram o seu povo escolhido que recebeu tantas bênçãos desde sua formação lá na casa de Abraão. Elas eram como nós, hoje.
Diante dessa descoberta comecei a me perguntar: Por que fizeram isso? Precisava exatamente ser eles, seu povo escolhido? E se eu estivesse lá, teria feito a mesma coisa? E se sua vinda tivesse sido reservada para nosso tempo, nós, como igreja, agiríamos da mesma forma?
Passagens bíblicas como as que seguem são chocantes. Leia, por favor.
“E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida” (Marcos 11.18a). “Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo” (Mateus 26.3). “Estando, pois o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?” (Mateus 27.16). “Responderam eles: Barrabás!” (Mateus 27.21). “Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos” (Mateus 27.22). “Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!” (Mateus 27.23).Isso tudo não foram os incrédulos que fizeram! Foi a própria igreja da época!
Deus esperava que seu próprio povo agisse tão cruelmente contra Jesus? E o Diabo, sabia que tinha parceiros tão especiais para auxiliar na execução de Jesus?
Nós cristãos hoje devemos dar graças a Deus por não termos nascido lá naquela época, pois teríamos agido da mesma forma que aqueles religiosos. Ou até pior!
A religião que Deus havia dado a eles foi transformada num fim em si mesmo, num sistema rígido que lutava a todo custo para se proteger e sobreviver. Quando isso acontece, até matar o próprio Salvador é bem vindo.
Tendo o privilégio de não ter nascido naquele tempo e nos servindo de exemplo aquela atitude desastrosa dos religiosos, não deixemos que a prática do nosso cristianismo mate Jesus em nossos corações.
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 2.3).
Em nome do Salvador Jesus, amém.

terça-feira, 13 de março de 2012

Nossa Única Esperança é Jesus

           Por que é tão difícil para as pessoas perceberem que o único caminho é Jesus, que a única esperança é Jesus??

Passamos a maior parte da nossa vida buscando satisfazer nossas próprias necessidades, procurando sempre o melhor para nós mesmos. E isto não é errado. Deus planejou o melhor para cada um de nós, ele criou um mundo perfeito para vivermos e desfrutarmos dele. Mas por causa da nossa rebelião nos tornamos o nosso próprio deus e corrompemos toda a criação perfeita de Deus.
Nossa satisfação pessoal não deve ser a razão da nossa existência, pois corremos o risco de tornar essa busca o nosso maior tesouro. Por causa disso as pessoas são tão facilmente enganadas quando surgem novos conceitos, novas idéias, novas seitas, novas ideologias que colocam o ser humano no centro das atenções prometendo-lhe um “mundo melhor”.
Dessa forma o Salvador Jesus é substituído por novas idéias que postulam uma vida eterna terrena cercada de todo tipo de bem estar, tanto material quanto espiritual. Jesus é então trocado por mediações transcendentais, culto a si próprio, bens materiais, prosperidade financeira, bons salários, saúde e todo tipo de “bênçãos” voltadas para satisfazer o ego humano aqui e agora.
No entanto, as pessoas não sabem que a paz e a felicidade verdadeiras só podem ser encontradas em Jesus Cristo. Que o nosso mundo só será restaurado definitivamente quando Jesus voltar em glória, conforme a Bíblia ensina.
Não estou dizendo que não devemos buscar bens para satisfazer as nossas necessidades, que não devemos desejar saúde boa e uma vida de alegrias.
O que estou dizendo é que muitas pessoas estão sendo enganadas por essas ideologias de momento que pregam a satisfação pessoal como objetivo último.
O que estou dizendo é que o povo corre o risco de perecer por falta de conhecimento de Deus.
Até as igrejas estão caindo nessa ideologia do culto à satisfação do ego, e o fazem em prejuízo à proclamação do evangelho da graça de Cristo. Aquele evangelho que perdoa o pecador, que restaura a alegria, que traz a paz, que anuncia a volta de Cristo, que dá de graça a vida eterna onde todas as coisas serão restauradas à perfeição.
Muitos estão trocando a alegria eterna por uma alegria momentânea, passageira. Por que não querem saber do que é eterno? Realmente o imediatismo reina alto neste mundo.
Não devemos confiar em idéias humanas que colocam a esperança somente neste mundo, pois se assim acontecer seremos os mais infelizes dos homens.
Meu amado irmão, que não seja você o enganado. Volte-se para Jesus, entregue a ele o seu coração. Não deixe que as coisas do mundo o afastem do alvo. Só Jesus pode te dar a paz que você procura. Só ele pode te dar esperança, porque ele é a única esperança para a humanidade caída em pecado.

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1 Coríntios 15.19).

Glórias a Deus.

Por Michele Abeldt Schumacker e Grimaldo Schumacker.

domingo, 11 de março de 2012

A Graça Salvadora de Deus

“Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus” (1 Coríntios 1.4).

GRAÇA salvadora é qualidade pessoal de Deus, que se manifesta em sua atitude para com o ser humano em suas promessas e dádivas. Não há participação humana. (Exemplo: podemos mostrar nosso amor ao próximo de várias maneiras, mas não podemos dar-lhe nosso amor).
A GRAÇA de Deus pela qual somos salvos é FAVOR: disposição graciosa, amorosa, aquela boa vontade de Deus para com o pecador de acordo com a qual ele perdoa os pecados aos que são dignos de morte eterna. É amor imerecido de Deus ao homem.
Não devemos pensar na GRAÇA de Deus separadamente da obra salvadora de Cristo. Deus salva somente por causa e por intermédio de Cristo.
Aqueles que confiam na graça de Deus, mas rejeitam o sacrifício substitutivo de Cristo, confiam em algo que não existe. A GRAÇA de Deus nos é dada apenas por meio de Cristo.
Por esse motivo é que o próprio Jesus reivindicou para si o título de Salvador, conforme vemos em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. É por isso que o escritor de Atos 4.12 registrou com muita propriedade: “E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.
A graça geral de Deus manifesta-se indistintamente a toda criação, quando a tudo sustenta e mantém pelo seu poder. A vida do ser humano, dos animais e das plantas, o ar que respiramos, a chuva que recebemos, a saúde e a boa disposição do corpo, o alimento para nutrição, são dádivas que provêm da graça geral de Deus que a tudo sustenta e mantém mediante seu infinito poder e soberania.
Já a graça salvadora de Deus é específica e chega ao ser humano apenas por intermédio do Salvador Jesus Cristo. Graça salvadora fora de Cristo não existe, é uma impossibilidade.
Qualquer salvação que ocorra, seja no ventre materno ou numa tribo ainda não visitada pela civilização, em qualquer tempo ou lugar, de quem quer que seja, somente é possível graças ao sacrifício de Cristo realizado na cruz do calvário. Sem Cristo não há salvação. Cristo é o cumprimento da promessa de Deus quanto ao caminho de volta ao Paraíso.
O pecador só é reconciliado por causa da GRAÇA salvadora de Deus. Essa graça divina manifestou-se na obra redentora de Cristo e está à disposição de todos, a qual é recebida pela fé.
Por essa razão podemos crer, confessar e anunciar com toda confiança que o caminho de volta à Vida Eterna com Deus está aberto.

Que a graça salvadora de Deus manifeste-se ricamente em nossas vidas, amém.

Religião x Evangelho

Evangelho é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16).
Religião é o poder do homem para a perdição de todo aquele que não crê.
O Evangelho atrai as pessoas a Cristo; a religião afasta as pessoas de Cristo.
O evangelho faz com que os pecadores se sintam bem à presença do cristão; a religião faz com que os pecadores se sintam mal à presença dos religiosos.
Evangelho tem o poder de produzir “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5.22-23), que são frutos do Espírito Santo.
Religião tem o poder de produzir medo, opressão, incerteza, ódio, ira, julgamento, condenação, exclusão, desamor etc, que são frutos produzidos por força humana.
Evangelho mostra o que Deus fez para a salvação do ser humano; religião ensina o que o homem deve fazer para sua salvação.
Evangelho significa boa nova, bom anúncio, boa mensagem, boa notícia. A notícia é boa mesmo, porque tem o poder de causar um resultado excelente na vida das pessoas.
Religião significa religação com o divino por meio de esforços humanos. Por esse motivo ela não pode causar um resultado excelente na vida dos indivíduos, visto que a tentativa humana de se reconciliar com Deus sempre resulta em fracasso.

Para meditar
Você conhece pessoas que antes de se tornarem religiosas eram pessoas legais, mas que depois da “conversão” se tornaram intoleráveis?
Quando estavam lá no mundo, encharcados pela lama do pecado, cometendo tudo quanto é tipo de iniqüidades, eram pessoas boas, amáveis, legais, amorosas, se relacionavam e ajudavam o próximo e faziam muitas coisas boas.
Mas no momento em que se converteram tornaram-se vazias de amor, sem alegria, sem paz, tornaram-se julgadoras, orgulhosas e arrogantes, cheias de justiça própria.
Quando estavam no mundo ainda conseguiam amar, mas ao entrarem numa igreja aquele pouco de amor que restava no coração foi apagado.
É isso o que a religião faz com as pessoas. Ela afasta, causa divisão, exclui, julga, cria um mundo à parte das pessoas.
Mas esse não é e nunca foi o espírito do evangelho. O evangelho de Deus produz aproximação, união, aceitação, perdão, comunhão e salvação. Só coisa boa.
A religião piora as pessoas porque se baseia em obras humanas imperfeitas, ao passo que o evangelho melhora os indivíduos porque se baseia na obra perfeita de Cristo.
A religião é uma prisão de consciências; o evangelho é o poder libertador de Deus.
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firme e não vos submetais, de novo, a julgo de escravidão” (Gálatas 5.1).
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).

Em nome do Senhor Jesus, amém.

sábado, 10 de março de 2012

Qual o sentido da Vida?

Qual o sentido da Vida?

Qual o sentido da Vida?

Qual o sentido da vida? Por que estamos aqui no mundo? De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? E depois da morte, há existência, há vida? Essas perguntas falam alto na mente de muitas pessoas e clamam por respostas.
O ser humano nasce cheio de energia, de vigor, de esperança e vontade de viver. Quando é criança maravilha-se com a descoberta do mundo. Tudo é novidade. Tudo é alegria. Não pensa nas responsabilidades do dia a dia, não se preocupa em trabalhar, não se estressa por causa das contas a pagar. Nessa idade, os problemas da vida não o incomodam.
Na juventude inicia-se um processo de amadurecimento. Percebe-se que o mundo não é um mar de rosas como o era na idade de criança. Nessa fase tem muitos sonhos.
Sonha em casar com a pessoa amada. Sonha em ter filhos. Sonha em arrumar um emprego, possuir uma casa, comprar um carro, ganhar dinheiro, obter conforto. Enfim, sonha em viver bem.
Ao atingir a idade de adulto, já amadurecido em dias, descobre com mais clareza como funcionam as coisas da vida. Depois de muita luta, muito trabalho, uns conseguem realizar seus sonhos; outros, não. Assim é a vida do ser humano.
Conforme a vida vai passando e a idade aumentando, com sonhos realizados ou não, o cansaço nos alcança e torna-se nosso companheiro inseparável. Os problemas de saúde vão aparecendo sem ser convidados. Uma dor aqui, outra dor ali, e assim vamos seguindo nosso caminho rumo à sepultura. É um caminho sem volta.
Os anos vão-se passando e chegamos a um momento da vida em que descobrimos que a velhice está do lado de fora, batendo na porta e pedindo para entrar. Nessa etapa percebemos que os problemas de saúde mais cedo ou mais tarde inevitavelmente consumirão nossa resistência física.
Nessa altura da caminhada terrena chegamos à conclusão de que o fim da vida aproxima-se de forma implacável. Não tem jeito, não, a morte não perdoa.
Mesmo sabendo dessa verdade, vivemos como se nunca fôssemos morrer. Temos sempre vontade de viver. Viver para ficar junto com os filhos, para curtir mais os netos, para ficar perto da família, para se relacionar com os amigos. Mas não tem jeito, o fim da vida enfim chega e acaba com todas essas pretensões.
Para trás deixamos filhos, deixamos netos, deixamos familiares e amigos. Com o fim da vida também morrem nossos sonhos. Todas as conquistas materiais que conseguimos no curso da vida ficam para trás. Nada nos acompanha, nada podemos levar. Para a sepultura só vai o corpo, uma muda de roupa, talvez algumas flores, e um caixão. Nada mais que isso.
Para trás deixamos lembranças na mente dos familiares e dos amigos, que ficam se perguntando: - Por que a morte existe? Por que ela tem que tirar de nós as pessoas que amamos? Por que existe um fim? Por que não vivemos eternamente, sem a existência da morte?
Cada dia que se completa é mais um passo para esse dia tão evitado e tão inevitável.
Diante dessa sina da vida, muitos se perguntam: - A vida é só isso: nascer, viver e morrer? E depois? De onde viemos? O que estamos fazendo aqui no mundo? Para onde vamos depois? Essas são perguntas que atormentam muitas pessoas.
Onde obtemos respostas para essas perguntas? Onde podemos encontrar esperança e consolo que nos dê coragem para enfrentarmos esse dia tão angustiante? Afinal de contas, onde encontrar resposta que dê sentido para a vida?
Resposta para todas essas perguntas nós encontramos na Bíblia. A Bíblia oferece sentido para a existência da vida humana. Nenhum outro livro, nenhuma outra revelação, nenhuma visão, nenhum profeta, nenhum ramo da ciência, nenhum outro meio oferece esperança e consolo como ali registrados.
Caminhamos de forma inflexível em direção à morte, mas para o cristão esse acontecimento não constitui o fim de tudo. Muito pelo contrário! A Bíblia fala que a morte é apenas o começo de tudo. É apenas o início de uma nova vida. É apenas o princípio da VIDA ETERNA com Deus.
A Escritura Sagrada diz, no livro de 1 Coríntios 2.9, que “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.
Jesus disse no Evangelho de João 5.24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
No Evangelho de João 11.25 está escrito: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”
Porque a Bíblia diz, o cristão pode e deve crer que a vida neste mundo não é uma trajetória para o fim, mas sim uma jornada para o início da VIDA VERDADEIRA.
Porque a Bíblia diz, podemos e devemos crer que a cada momento que passa aproximamos mais daquele grande e glorioso dia em que nos encontraremos com o Salvador Jesus.
Jesus Cristo diz de forma muito clara: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Por isso quem de fato crê nessa promessa não teme a morte, pois sabe que a VIDA ETERNA com Deus o está esperando.
E a partir daquele dia “já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22.5).
A Bíblia relata que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, perfeito, santo, sem pecado algum. Nessa condição conseguia agradar seu Criador, era amigo de Deus.
O homem foi criado para se relacionar com Deus e com o seu semelhante. Ele foi criado para viver eternamente. Deus não o criou para morrer.
Mas, por causa da desobediência de Adão e Eva tudo isso acabou. O ser humano tornou-se pecador e inimigo de Deus, perdeu a imagem e semelhança do seu Criador. Antes tinha confiança em Deus; depois do pecado passou a ter medo de Deus. Com o pecado entrando no mundo, sobreveio consigo a morte. Por causa do pecado é que morremos.
No entanto, apesar desse acontecimento altamente desastroso Deus não abandonou sua criação à sorte do destino. Mesmo merecendo a justa ira e o justo castigo divinos, Deus providenciou um livramento, um meio de salvação, uma maneira pela qual pudesse reconciliar a humanidade consigo.
Esse meio de reconciliação é a obra redentora de Cristo. Cristo foi enviado ao mundo para satisfazer a santidade e justiça divinas. Sobre ele foi descarregado os pecados de toda a humanidade, não ficando nem um fora. Cristo veio trazer perdão de todos os pecados e assim reconciliar o ser humano com Deus.
A Bíblia diz em Romanos 5.18 que “por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida”. Esse ato de justiça que beneficiou todos os homens constitui no sacrifício vicário de Cristo em favor da humanidade caída.
Não há outra forma de reconciliação com Deus a não ser por intermédio de Cristo. Nem religião, nem ciência, nem filosofias, nem igrejas, nem batismos, nem dízimos, nem obras, nada, absolutamente nada, pode substituir a obra vicária de Cristo. Sem a cruz de Cristo não há perdão e salvação. A graça salvadora de Deus foi manifestada em Cristo.
Por causa da obra de Cristo nossa vida tem sentido. O sentido de nossa existência é a fé em Cristo como Senhor e Salvador. A Bíblia ensina que sem Cristo não há verdadeira esperança, não há verdadeira vida. No Evangelho de João 14.6 Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
O Espírito Santo nos convida a confiar nas palavras do Salvador: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”
A SALVAÇÃO da alma e a VIDA ETERNA com Deus são oferecidas gratuitamente por intermédio da obra redentora de Cristo. É um presente imerecido (Efésios 2.8-9).
Se você, que está lendo esta mensagem, ainda não crê em Jesus, hoje, agora, é o momento oportuno de recebê-lo como salvador. Não rejeite tão grande salvação.
E se já crê em Jesus como Senhor e salvador continue crendo nele e não desvie sua fé para outro “salvador”, nem acrescente nada a ela.
Somente Jesus dá sentido à vida. Só Ele oferece esperança e consolo na hora da morte. Com Cristo a vida tem sentido e ganhamos coragem para enfrentar nosso último inimigo, que é a morte.
E quando Jesus voltar o nosso corpo mortal será ressuscitado e revestido de imortalidade, e jamais perderá essa qualidade. “Pois este corpo mortal precisa se vestir com o que é imortal; este corpo que vai morrer precisa se vestir com o que não pode morrer. Assim, quando este corpo mortal se vestir com o que é imortal, quando este corpo que morre se vestir com o que não pode morrer, então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: “A morte está destruída! A vitória é completa!”. “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” (1 Coríntios 15.53-55).
E assim viveremos eternamente a promessa bíblica registrada em 1 Coríntios 2.9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.

Em nome do Salvador Jesus, amém.

domingo, 4 de março de 2012

As roupas que uso

As roupas que uso

Max Lucado escreveu, e eu, simplifiquei:

Durante anos, possuí um elegante terno, com paletó, calça, e até um chapéu. Considerava-me muito bonito com esta roupa, e estava certo de que os outros eram da mesma opinião.
As calças ajustei com o tecido de minhas boas obras, fortemente costurada de trabalhos realizados e projetos completados. Alguns estudos aqui, alguns sermões ali. Muita gente elogiava minhas calças, e, confesso, eu tinha a tendência de puxá-las em público para que as pessoas pudessem notá-las.
O paletó era igualmente impressionante; tecido de minhas convicções. A cada dia, eu me vestia em profundo sentimento de fervor religioso. Minhas emoções eram absolutamente fortes. Tão fortes que, para dizer a verdade, muitas vezes eu era solicitado a exibir meu manto de zelo em público, a fim de inspirar a outros. Claro, eu consentia feliz.
Enquanto isso tinha também de expor meu chapéu – um quepe enfeitado de sabedoria, feito por minhas próprias mãos, tecido com fibras de opinião pessoal. Eu o usava orgulhosamente.
Certamente Deus está impressionado com minhas vestes, pensava eu com freqüência. Ocasionalmente, endireitava-me em sua presença para que ele pudesse elogiar meus trajes feitos sob medida. Ele nunca falava. Seu silêncio deve significar admiração, convenci a mim mesmo.
Mas então o meu guarda-roupa começou a deteriorar-se. O tecido de minhas calças começou a desfiar. Minha melhor obra, passou a desintegrar-se. O que eu fazia já não podia concluir, e o pouco que planejava já não me constituía motivo de orgulho.
Não há problema, pensei. Vou trabalhar duro.
Mas o trabalho duro era um problema. Havia um buraco em meu paletó de convicções. Minha determinação estava desgastada. Um vento frio golpeou-me o peito. Agarrei meu chapéu, e puxei-o firmemente para baixo. A aba rasgou-se em minhas mãos.
Após um período de poucos meses, meu guarda-roupa de justiça própria desfez-se completamente. De cavalheiro vestido sob medida, passei a mendigo esfarrapado. Receando pudesse Deus se irritar com os meus trapos, remendei-os melhor que pude e cobri meus erros. As roupas, porém, estavam muito gastas. E o vento era gelado. Desisti. Voltei para Deus. (O que mais podia fazer?).
Numa quinta-feira invernal, entrei em sua presença, buscando não aplausos, mas aconchego. Minha oração foi fraca.
- Sinto-me nu.
- Você está nu. E tem estado assim por um longo tempo.
O que ele fez a seguir, jamais esquecerei.
- Tenho algo para lhe dar – disse-me ele. E gentilmente removeu o restante dos fiapos, e apanhou um manto – um manto real, uma veste de sua própria bondade. Colocou-o em torno de meus ombros. Suas palavras soaram cheias de ternura: - Meu filho, agora você está vestido com Cristo. (Ver Gálatas 3.27).

Você vem usando um traje feito por si mesmo. Você tem confeccionado suas vestimentas, honrado suas obras religiosas, e... já notou um rasgo no tecido. Antes que você comece a remendar-se, gostaria de partilhar com você a graça de Deus através de Cristo.
Nas Garras da Graça. Max Lucado, 1996.

Por Michele.