Seja Bem-Vindo. Hoje é

sexta-feira, 18 de abril de 2014

As Coisas Não São Boas Nem Más em Si Mesmas

Existem apenas duas coisas que são boas ou ruins em si mesmas.
Apenas duas pessoas são em si mesmas boas ou ruins, absolutamente.
DEUS é absolutamente bom em si mesmo, e nunca pode ser menos que bom nem um pouco mal.
O DIABO é absolutamente mal em si mesmo, sendo-lhe impossível ser menos mal ou um pouco bom.
Seus anjos são a mesma coisa, não podendo nunca ser nem um pouco diferente do que de fato são.
As demais coisas, fora essas, não são em si mesmas nem ruins nem boas.
O ser humano não é em si mesmo nem absolutamente bom nem absolutamente mal. Se fosse bom em absoluto, não se encontrava depravado e corrompido; se fosse mal em absoluto, não teria a mínima possibilidade de ser restaurado e trazido para o bem.
Fora Deus e o Diabo, e seus anjos, tudo o mais pode ser bom ou mal, dependendo da atitude do coração humano.
Uma faca pode ser boa ou má, dependendo de seu uso: pode ser usada para preparar alimento que sacia a fome, ao passo que também pode ser usada para tirar a vida do semelhante. É o coração que a tornará boa ou má.
As drogas podem ser boas ou más: em quantidade certa cura doenças e salva vidas; em quantia grande e usada desregradamente transforma-se numa maldição destruidora da vida. O coração do ser humano que decide.
O sexo é bom ou mal: Usado de forma correta se mostra um elo de intimidade santa entre duas pessoas que se amam; do contrário, sua função original é deturpada e tem o poder de transformar o semelhante em apenas um objeto de satisfação da lascívia. É o coração que o tornará bom ou mal.
A religião também não é boa nem má em si mesma: Bem utilizada, abre o caminho para o conhecimento de Deus e liberta; mal utilizada, fecha o caminho para o céu e escraviza.
A ciência nunca foi má nem boa na essência: O seu bom uso facilita a vida humana com o desenvolvimento tecnológico; seu mau uso produz um exército de excluídos e marginalizados.
O dinheiro é benção ou maldição: Usando-o com o coração bondoso ajuda nas mais variadas necessidades do homem; o coração mau, porém, por causa dele é capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Eu e você não somos bons nem maus em si mesmos: Dependendo das atitudes e escolhas podemos ser demônios ou anjos na vida do semelhante.
Por esse motivo é que não podemos rotular coisas e lugares de santos ou profanos, nem pessoas de puras e impuras. Quando assim o fazemos nos tornamos hipócritas e acabamos fracassando, visto que o coração é que fará com que as coisas e pessoas sejam boas ou más.
A Bíblia diz que “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1.15).
O Salvador Jesus fala que “o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhas, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.18-20).
Para tornarmo-nos maus não precisamos de Deus nem do Diabo; basta estimular a maldade do nosso coração corrompido pelo pecado.
Para nos tornar bons precisamos da ajuda do único Ser que é absoluta e essencialmente bom e capaz de nos ajudar: Deus. De outra forma não logramos êxito, visto que Ele é a única fonte da vida verdadeira, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).
O coração humano ...
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até o bem em mal.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até Deus em Diabo.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até a vida em morte.
Mas nunca consegue transformar a morte em vida, porque um coração contaminado pelo mal jamais pode produzir vida de si mesmo.
Por conseguinte, dependemos exclusivamente de Deus para ganharmos vida e transformarmos as coisas em nosso redor em algo bom.
Porque Deus, “estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).


Na graça de Deus, no poder do Espírito e no amor de Jesus.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um Hino para Deus


Tu perdoarás aquele pecado onde comecei,
o qual é meu pecado, embora já tenha sido cometido antes?
Tu perdoarás aqueles pecados que tornei a cometer
E ainda cometo, embora eu ainda os lamente?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
Pois eu tenho mais.

Tu perdoarás aquele pecado pelo qual induzi
Outros a pecar? E fiz de meu pecado a porta deles?
Tu perdoarás aquele pecado do qual me esquivei
Por um ano ou dois, mas acabei por nele chafurdar?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
Pois eu tenho mais.

Eu peco por temer que, quando tiver extraído minha última gota de vida, 
eu venha a perecer na praia;
Jura, pois, ti mesmo que em minha morte 
teu filho brilhará como brilha agora e brilhou outrora;

E tendo-o feito, tu o terás concluído,
Não temo mais.

Joh Donne.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Dízimo Ainda Está em Vigor?


Um dos assuntos polêmicos no meio religioso e que causa discussões acaloradas é sem dúvida o dízimo. Está ele em vigor ainda hoje? A igreja é obrigada a cobrar e os membros a pagar o dízimo? Se não for observado estará o homem roubando de Deus, merecendo, por conseguinte, repreensão ou castigo divino?

O que o Novo Testamento diz a respeito?
1. Não há mandamento no NT estabelecendo o dízimo.
2. O Salvador Jesus, a chave hermenêutica de TUDO, não o confirmou muito menos deixou ou apontou qualquer instituição ou pessoa com autorização para exigi-lo.
3. Jesus foi indiferente quanto ao dízimo dos escribas e fariseus que davam a décima parte até das coisas insignificantes, mas não deixou de adverti-los sobre o efeito alienante de uma prática religiosa destituída de justiça, misericórdia e fidelidade (Mateus 23.23).
4. A viúva pobre ofertou todo dinheiro de que dispunha, recebendo elogios do Mestre por não ofertar a sobra (Marcos 12.44).
5. Zaqueu sendo transformado pelo evangelho do Salvador resolveu dar a metade de seus bens aos pobres, não ao Templo ou às sinagogas (Lucas 19.8).
6. Os novos convertidos de Atos repartiam tudo o que tinham com os necessitados e os apóstolos que trabalhavam no serviço de evangelização (Atos 2.45; 4.32-37).
7. Os cristãos de Macedônia contribuíram para a causa do evangelho na medida de suas posses e até acima delas (2 Coríntios 8.2-4).
8. Em 2 Coríntios 9.7 o apóstolo Paulo aconselha que "cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" 
Portanto, no ministério do Salvador Jesus e dos apóstolos não encontramos confirmação do dízimo praticado no judaísmo.

Como funcionava o dízimo no Antigo Testamento?
1. Fazia parte do culto do povo judeu, sendo exigência da antiga aliança. Era destinado exclusivamente para um povo específico.
2. A tribo de Levi não recebeu terra em Canaã, porque foi incumbida do trabalho do culto judaico. Por isso os dízimos em grande parte destinavam-se para o sustento do povo dessa tribo.
3. A décima parte de toda a produção dos israelitas destinava-se para o funcionamento da “Casa do Senhor” (Tabernáculo e, depois, o seu substituto, o Templo): a) sustento dos levitas e suas famílias; b) manutenção do Templo; c) ajuda aos necessitados.
4. O dízimo foi estabelecido por causa da “dureza do coração” humano. Não fosse assim, Deus não teria imposto taxa alguma para os israelitas; as ofertas seriam voluntárias e em quantidade mais que suficiente para o sustendo do culto judaico e tudo o que o envolvia.
5. Inexistia qualquer barganha com a oferta do dízimo. A promessa em Malaquias (3.6-12) fazia parte da antiga aliança e não dizia respeito a nenhuma troca ou compra de favores divinos. A questão era a obediência ao pacto estabelecido entre Deus e o povo judeu, não simplesmente a entrega da décima parte dos rendimentos em determinado lugar.
Portanto, o dízimo no AT fazia parte do pacto estabelecido entre Deus e um povo específico, chamado povo judeu ou israelita.

Como deve funcionar hoje?
1. No evangelho, que é o bom anúncio de salvação por graça, ninguém deve absolutamente nada a ninguém. Nem para Deus, nem para o diabo, nem para qualquer pessoa ou instituição religiosa.
2. Não há, como nunca houve nem haverá, barganha com Deus. A graça é de graça mesmo e Deus não é barganhista.
3. Quem frequenta alguma instituição séria e comprometida com o evangelho deve contribuir, visto que ela não sobrevive sem recursos. A contribuição há de ser significativa, livre, voluntária e de acordo com a possibilidade de cada um. A porcentagem fica por conta da quantidade de evangelho no coração.
4. Em conformidade com os ensinamentos de Cristo o ideal seria fazer para comer, vestir, morar e atender outras necessidades básicas, e a outra parte socorrer as necessidades do próximo. A porcentagem, então, se mostraria o assunto menos importante no processo: 5, 10, 20, 40, 50 por centro, ou mais.
No evangelho é dessa forma. Não é separar míseros 10% para uma instituição e empregar os outros 90 para saciar a lascívia consumista do ventre carnal.
Se levarmos a sério o espírito do evangelho de Cristo, somos obrigados a concordar que uma parte de dez sempre será sobra e acaba produzindo alienação. Se Deus barganhasse é certo que não estabeleceria uma porcentagem tão pequena, a não ser que fosse um Deus bem barato.

Para refletir:
Considerando a importância que o dízimo ganhou dentro da religião, principalmente no que diz respeito à ideia de barganha infundida na mente dos fieis pela sua prática, lanço algumas questões para reflexão.
1. Se o dízimo atrai as bênçãos de Deus, principalmente na área financeira, por que a quase totalidade da riqueza mundial está nas mãos de pessoas que não dizimam nem frequentam igreja ou qualquer instituição religiosa?
Mateus 5.45: A graça de Deus ”faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”
2. O dízimo pode tornar-se uma forma de alienação religiosa: Alguém pode ser um dizimista meticuloso das coisas mais insignificantes, mas negar os preceitos mais importantes da lei.
Mateus 23.23: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade” 
3. Qual instituição Jesus criou ou qual pessoa ficou por Ele autorizada a exigir qualquer tipo de “pedágio” para se relacionar com Deus?
Mateus 10.8: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí”
4. Por que existem tantos ministros pregando preceitos da antiga aliança, quando o NT diz tão claramente que devemos ser ministros da nova aliança e não nos submetermos novamente a novo jugo de escravidão?
2 Coríntios 3.6: Deus “nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”
Gálatas 5.1: “para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”
5. Por que há tanto interesse na prosperidade material supostamente advinda do dízimo se o Salvador e o NT advertem acerca do perigo das riquezas e apontam um reino que não é desse mundo?
1 Timóteo 6.6-10: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”
Mateus 19.23-24: “disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reio dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reio de Deus”
João 18.36: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo”
Mateus 6.19-20: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam”
Mateus 6.20: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus”

Considerações finais
Para quem de fato compreende o significado do evangelho de Cristo o dízimo é questão de somenos importância. Na nova aliança do evangelho não há discussão sobre décima parte de nada, mas, sim, a respeito da totalidade de tudo em prol do reino de Deus.
Em Cristo não deveríamos entregar apenas dez por cento para uma instituição, mas nos entregarmos por inteiro na causa do evangelho da vida eterna.
E para agirmos dessa forma a prescrição da lei não funciona; não funcionou no AT e nunca funcionará, porque no amor não há imposição.





Nele, amém.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Programa Renascer com Jesus


Hoje trouxe para vocês o link de acesso à Rádio Sociedade Espigão AM - 1570
Ouça o programa realizado toda semana na quinta-feira às 18 horas. 
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Você é nosso convidado mais que especial.