Seja Bem-Vindo. Hoje é

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vivendo Pela Fé

As ocorrências da vida diária parecem provar que Deus não existe, ou, se existe, que Ele não se importa nem um pouco conosco, com os nossos afazeres, com as nossas atividades do dia a dia, com os nossos sofrimentos e angústias, com o nosso futuro, enfim, com o nosso destino.
No campo da oração podemos perceber mais nitidamente o que estou falando. De cem pedidos que fazemos, pelo menos um acreditamos ser atendido por Deus; quanto aos outros noventa e nove parece nem mesmo terem sido feitos. E mesmo a petição que para nós foi ouvida e atendida deixa margem para a dúvida: será mesmo que foi Deus que interveio ou foi fato normal da vida que aconteceria de qualquer forma?
Lembro-me de que tempos atrás oramos pela vida do filho do nosso pastor, que havia nascido prematuramente. Às presas ele foi levado à capital para receber tratamento especial e se livrar da morte. Depois de plenamente recuperado e fora de risco de vida endereçamos a Deus os nossos mais ricos agradecimentos pelo livramento.
Meditando sobre esse fato em particular não consigo evitar os seguintes questionamentos: (1) a recuperação da criança aconteceu em resposta direta às nossas orações? (2) E se não tivéssemos orado, sua saúde teria sido restabelecida como foi? (3) Seu livramento se deu em virtude da ação exclusiva da medicina, ou teve alguma intervenção de Deus por causa das orações? (4) E os outros tantos casos semelhantes em que pessoas enfermas receberam muitas orações mas acabaram morrendo, como as crianças que também estavam internadas no mesmo hospital? (5) E o que dizer das pessoas que não recebem oração nenhuma e nem mesmo creem em Deus mas que tem a saúde recuperada?
Como podemos obter prova cabal da ação direta de Deus em nossas vidas, levando em consideração esses questionamentos levantados na área da oração? Somos obrigados a admitir que são questões difíceis de responder, que nos levam mais a duvidar da existência ou ação de Deus que a acreditar Nele e na sua intervenção e providência.
Deus realmente existe? Se existe de fato, Ele se importa conosco? Ele se manifesta aos nossos sentidos? Quando, como, de que maneira podemos notar a ação divina de forma convincente e irrefutável? Afinal, que prova temos da existência ou intervenção de Deus se a experiência da vida parece mais mostrar o contrário?
Independentemente da crença ou descrença em Deus as coisas seguem seu curso normal no mundo, mais parecendo obra do acaso que resultado da ação de um Deus criador e mantenedor do Universo. Pessoas nascem, vivem e morrem, e assim continua num ciclo indefinido e interminável. A chuva vem e vai, o sol aparece e desaparece, há dia e noite, entra ano e sai ano, e nesse compasso as coisas vão acontecendo sem, contudo, mostrar de forma conclusiva provas da existência de um Deus que a tudo comanda e ordena. 
Às vezes nos flagramos perguntando se vale a pena continuar nossa caminha de fé acreditando em quem não vemos e cuja existência não podemos provar. Como gostaríamos de receber uma visitação sobrenatural de Deus que pusesse fim a todas as nossas dúvidas e indagações a respeito da existência! No entanto isso não acontece, ao menos da forma como esperamos.
Mas, se deixarmos de acreditar em Deus e na promessa de uma vida depois da morte vamos crer em quê? Será que o ser humano consegue viver sem crer em algo? O mundo é obra do acaso ou há um Arquiteto por trás de tudo? Qual o sentido da vida? Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos? São indagações que já nascem no coração do ser humano e o acompanham por toda a vida, mesmo nos mais céticos. Ninguém é capaz de responder satisfatoriamente essas questões, nem a religião nem a ciência. O que cremos a respeito delas é apenas crença, e nada mais. Mas mesmo assim ansiamos por provas concretas capazes de pôr um fim definitivo em nossas dúvidas e incertezas!
Apesar do desejo por provas elas não aparecem, e assim continuamos na jornada de fé como uma pessoa que caminha pelo deserto sem direção e quase morrendo de sede na busca de uma fonte de água para saciar-se. No entanto, mesmo diante da aridez e imensidão do deserto, ela recusa-se a desistir; mesmo não sabendo se vai encontrar uma fonte de água para saciar sua sede, ela continua a caminhar. E enquanto caminha, por ainda não ter encontrado água, bebe apenas da esperança de um dia poder encontrá-la. Bebe apenas da fé. Sobrevive somente pela fé.
A fé funciona mais ou menos assim. Nós, que acreditamos num Deus criador do universo, que acreditamos na obra salvadora de Jesus Cristo, que acreditamos no perdão dos nossos pecados, que acreditamos na volta de Jesus, que acreditamos numa vida eterna de alegria e felicidade, nós, que acreditamos em tudo isso, só assim acreditamos por meio da fé. Nós nunca vimos e tampouco temos provas irrefutáveis dessas bênçãos espirituais, mas pela fé acreditamos que elas existem e foram preparadas para  nós, e que um dia, não sabemos quando, iremos recebê-las.
A Bíblia diz: “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hebreus 11.1).
Não temos provas de nada, e às vezes somos apanhados até duvidando da existência e das promessas de Deus. Mas a fé é assim mesmo; um dia tem mais força, outro dia, menos força. O próprio Salvador Jesus disse que a semente que cai em terra boa produz frutos a 100, 60 e 30 por um.
Apesar de nossas fraquezas, o importante é nunca abandonar a fé, nunca deixar de confiar que existe um Deus criador e mantenedor do Universo, um Deus que acima de tudo ama o ser humano, que foi capaz de sacrificar seu próprio Filho para nos dar perdão e salvação eterna, um Deus que está sempre presente por meio do Espírito Santo que vive dentro de nós.
Mesmo diante das adversidades, mesmo diante das dúvidas, mesmo diante da falta de provas, a fé nos diz que não seremos confundidos, não seremos iludidos, porquanto as Escrituras dizem que “Todo aquele que nele crê não será confundido” (Romanos 10.11).
Um dia, não sabemos quando e como, veremos e teremos provas porque entraremos na presença eterna do nosso Deus e Pai. Lá, somente lá, todas as dúvidas e indagações serão dissipadas. E enquanto esse dia não chega, vivemos por meio da fé, que é tudo o que precisamos antes de chegar lá.
Assim cremos, confessamos e ensinamos.

Em Cristo, pela fé, amém.

domingo, 12 de maio de 2013

Todo Dia é Dia das Mães

Sempre no segundo domingo de maio comemoramos o dia das mães. As mães têm seu dia, os pais têm seu dia, os namorados têm seu dia, os índios têm seu dia, a Pátria tem seu dia, todo mundo deseja ter seu dia. Separamos um dia especial para todo mundo e para todos os acontecimentos que julgamos ser importantes.
Por causa desse costume e tradição se não observamos os dias tidos como especiais, se as pessoas homenageadas nessas datas não recebem a devida atenção, parece que alguma coisa está errada. Algumas pessoas ficam descontentes diante da falta de reconhecimento pelo seu dia, ao passo que aquelas que deveriam prestar a homenagem e não a prestam se sentem culpadas pela omissão.
Mas o fato é que ninguém é mais ou menos especial por causa de um dia, de uma comemoração, de um elogio. Na verdade todos nós temos um dia especial, e o nosso dia especial é todo dia. Todos nós diante de Deus somos importantes e desempenhamos uma função relevante na sociedade. Somos um corpo no qual cada membro, a todo dia e momento, tem sua importância e um objetivo a cumprir na vida, o qual nunca é alcançado sem a colaboração do próximo.
A Bíblia diz que Deus não faz acepção de dias e pessoas. Para Ele todos nós somos especiais, para Ele todos nós temos um dia especial, para Ele todos os nossos dias são especiais e valem a pena.
Por isso não devemos fazer nada na expectativa de receber reconhecimento das pessoas, por isso não devemos esperar recompensas para vivermos alegres e satisfeitos. O nosso reconhecimento e a nossa recompensa vêm de Deus. As coisas que fazemos devem ser realizadas para Deus, com amor, nunca esperando recompensas terrenas e humanas.
Nossa recompensa maior é sermos filhos e filhas de Deus, é sermos amados por Deus, é sermos perdoados por Deus, salvos por Deus. E isso é tudo.
Por isso, mães, vocês são importantes não por causa da condição de serem mães ou por terem um dia anotado no calendário da história, mas sim por serem filhas de Deus. E nessa condição de filhas de Deus todo dia é dia especial, e todo dia vocês são especiais e importantes para Deus.
Prova disso é a vinda do Filho de Deus ao mundo para perdoar e receber todas as pessoas, inclusive as mães.

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo" (Colossenses 3.23-24).

domingo, 21 de abril de 2013

As Duas Religiões Praticadas no Mundo


Religião significa toda ação humana objetivando aproximar-se da divindade pela prática de ritos, sacrifícios, comportamentos, preces, observâncias de normas morais e éticas, devoções etc.
São exemplos de religião: Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Hinduísmo, Islamismo, espiritismo etc. Cada religião em particular subdivide-se em um sem-número de denominações.
Há no mundo uma infinidade de religiões, todas buscando o favor de Deus por meios próprios. Não obstante a grande diversidade, na prática há apenas duas religiões, não mais. São elas: a humana e a divina.

A religião humana baseia-se nas obras do próprio homem.
A Religião divina funda-se exclusivamente na obra de Deus.
“Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1.8-9).

A religião humana nasce da vontade do homem.
A religião divina origina-se da vontade de Deus.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.12-13).

A religião humana tem como fundamento os méritos humanos.
A religião divina fundamenta-se na fé.
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2.8-9).

A religião humana apresenta muitos caminhos de reconciliação com Deus.
A religião divina mostra Jesus Cristo como o caminho que conduz ao Pai.
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

A prática da religião humana estriba-se em sacrifícios cotidianos para aplacar a ira de Deus.
A prática da religião divina consiste no único e definitivo sacrifício de Cristo que estabeleceu para sempre a união com o Criador.
“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isso uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hebreus 7.26-27).

A religião humana escraviza.
A religião divina liberta.
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gálatas 5.1).

A religião humana produz frutos do medo.
Religião divina gera frutos do amor.
“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).

A religião humana habita em coisas e lugares, classificando as pessoas em puras ou impuras e estabelecendo lugares santos ou profanos.
A religião divina mora no coração das pessoas, tornando-o puro e santo.
“Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20-21).

A religião humana mata.
A religião divina dá vida.
“Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo” (João 6.33).

A religião humana faz proselitismo.
A religião divina anuncia evangelho.
“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus” (2 Coríntios 4.5).

A religião humana julga e exclui.
A Religião divina ama e acolhe.
“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6.37).

A religião humana se torna conhecida por ritos e comportamentos.
Religião divina se manifesta pelo pratica do amor.
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.35).

A religião humana ensina o que as pessoas devem fazer para serem salvas.
A religião divina proclama o que Deus fez para a salvação do ser humano.
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Coríntios 5.19).

Na verdadeira religião, Jesus, amém.

domingo, 14 de abril de 2013

CURAS E MILAGRES

Os milagres de Deus na Bíblia são exceção, incluindo a cura física, não devendo ser o objeto da fé.

A Bíblia mostra que as intervenções sobrenaturais diretas de Deus, incluindo as curas, sempre foram exceção. Por um motivo bem simples: somos cidadãos dos céus, de outro mundo, da vida eterna, não deste mundo de existência passageira. Deus restaurará tudo à perfeição somente na vida do porvir, quando da segunda vinda de Jesus.
Os milagres operados na Bíblia, e quando são operados hoje, constituem exceção e sempre visam a um propósito divino, nunca objetivando provar a existência de Deus (Deus não precisa e não deseja isso) ou de alguma maneira coagir moralmente as pessoas a crer ou ainda satisfazer interesses alheios ao evangelho, (prosperidade material, proselitismo, exibicionismo etc). Também não podem ser usados como prova de fé, visto ser esta um dom gratuito de Deus.
O plano de salvação para o homem, incluindo a cura física, é reservado para a vida eterna do porvir, não para esse mundo corrompido pelo pecado. Aqui começamos pela realidade da fé.
A Escritura ensina a transitoriedade da vida terrena e afirma de forma bem clara que enquanto os filhos de Deus estiverem aqui no mundo são peregrinos e vivem pela fé.
- Estrangeiros e peregrinos (Hebreus 11.13).
- O justo vive pela fé (Romanos 1.17).
- Fé não exige prova (Hebreus 11.1).
A fé, por definição, é crer em algo que não se vê e não se pode provar. Caso contrário, não seria fé. Se Deus provasse matematicamente a sua realidade os humanos seriam coagidos (forçados) moralmente a crer nele. Mas Deus não quer isso, Ele quer estabelecer uma relação de amor baseada na liberdade. Onde não há liberdade não há amor, pois Deus é amor e este só subsiste onde há plena liberdade.
Por qual razão Deus permitiu que Adão e Eva, santos e perfeitos, pecassem? Por qual motivo os anjos, seres celestiais totalmente puros, desobedeceram a seu Criador? Só existe uma explicação: onde não há liberdade não há amor espontâneo e genuíno.
- Sinal de Jonas (Mateus 12.38-40).
- Apóstolo Tomé (João 20.25-29).

Uma experiência individual ou particular não pode se tornar coletiva
Uma manifestação especial de Deus experimentada por determinado indivíduo ou grupo nunca pode se tornar doutrina obrigatória para todos os discípulos de Cristo.
A experiência sentida por uma pessoa ou grupo se tomada nesse sentido equivocado pode ocupar o lugar da revelação escrita, a Escritura Sagrada. Quando assim acontece, a Palavra Revelada, que é inspirada pelo Espírito Santo, fica em segundo plano. “Eu fui curado, eu senti, eu recebi um sonho ou uma visão, eu recebi um milagre, Deus me disse, eu recebi uma revelação” etc.
Imagine todo mundo afirmando que teve uma experiência sobrenatural com Deus?! Não podemos questionar o poder de Deus, mas devemos crer coerentemente de acordo com as orientações bíblicas, sob pena de transformarmos Deus num curandeiro ou mágico.
Tudo aquilo que Deus faz a alguma pessoa em particular ou a um caso específico tem, obrigatoriamente, de estar em conformidade com a Bíblia. Caso contrário, não vem de Deus, porque Deus não é contraditório.
As experiências individuais e particulares não podem suplantar as Escrituras, senão elas podem ofuscar a mensagem do evangelho. Nada, nem mesmo as intervenções sobrenaturais divinas, podem nos desviar da obra de Cristo: perdão dos pecados, reconciliação com Deus e a vida eterna de bem-aventurança.

Imagine se Deus curasse todas as doenças e impedisse o sofrimento na Terra ...
Deus entraria em flagrante contradição, porque a Bíblia ensina que:
O mundo todo se corrompeu pelo pecado original e será restaurado somente na segunda vinda de Cristo.
As doenças e todo o sofrimento humano decorrem do fato de que somos corrompidos pelo pecado original, condição que persistirá enquanto não houver a restauração de todas as coisas.
A obra redentora de Cristo fundamenta-se na realidade de um mundo caído.
Uma existência isenta de mortalidade está reservada para a vida eterna do porvir.

Apocalipse 21.1-4: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”.

Na graça do Pai, amém.

sábado, 13 de abril de 2013

O Diabo Cura?

Curas e milagres
A palavra “milagre” abrange toda manifestação sobrenatural de Deus na terra (sinais, prodígios e maravilhas), incluindo a cura física.
Exemplos de cura: cegueira (João 9.1); paralisia (João 5.1); lepra (Mateus 8.1) etc.
Outros milagres: multiplicação de alimentos (Mateus 14.15); ressurreição de Lázaro (João 11.1) e da filha de Jairo (Marcos 5.35); andar sobre águas (Mateus 14.24); acalmar tempestade (Mateus 8.23); secar a figueira (Mateus 21.18) etc.
É importante fazer essa diferenciação a fim de saber à luz das Escrituras se o diabo pode realizar o milagre da cura física.

O que a Bíblia ensina sobre o poder do diabo de realizar milagres?
A Escritura não apresenta nenhum caso de cura física realizada pelo diabo. Ela fala de milagres como sinais, prodígios e maravilhas realizados pelo poder do diabo, mas não de operação de curas.
- Êxodo 7.20-22 e 8.6-7 – Transformação de água em sangue e proliferação de rãs.
- Apocalipse 13.11-13 – Grandes sinais.
- 2 Coríntios 11.12-15 – Anjo de luz.
- Mateus 24.21-24 – Grandes sinais e prodígios.
Portanto, na falta de base bíblica não podemos afirmar que o diabo tem poder para efetuar curas físicas.

Um ser essencialmente mal pode produzir algo bom?
O diabo, essencialmente mal, necessariamente não pode realizar algo bom como curar um enfermo. O fogo não pode produzir frio, nem o gelo pode produzir calor. Conforme a Bíblia registra pode o diabo efetuar outros milagres, mas não curar, pois realizar o bem não faz parte de sua natureza essencialmente má.
Sendo o diabo enganador e pai da mentira, é certo que ele trabalha para enganar através de simulação, truque, ilusão e fraude. Por via do engano pode ele levar as pessoas a pensar que acontece cura, quando na realidade é puro logro.
Curar fisicamente é ato exclusivo de Deus, visto ser um ato de bem; e sendo um bem, jamais poderá provir de uma fonte absolutamente má, mas sempre e necessariamente de uma origem genuinamente boa. Bom é só Deus; o diabo não tem nem resquícios de bondade.
A missão do Diabo e seus anjos caídos é roubar, matar e destruir. Faz parte de sua natureza, sendo impossível ele desejar outra coisa que não seja o mal.
- João 8.44 e 10.10 e 1 Pedro 5.8 define bem qual é o objetivo de satanás.

E as supostas curas operadas em larga escala dentro das igrejas, pelos santos ou por poderes ocultos?
A cura realmente acontece, mas sempre pelo poder de Deus e fé da pessoa.
Mesmo num ministério de um falso profeta pode haver verdadeiras curas físicas. Se o nome de Deus é invocado o Espírito Santo pode operar milagres, visto que Ele não está preso ou condicionado a qualquer fator humano.
Eliminação de causas psicológicas. Causas psicológicas podem levar a doenças psicossomáticas. Havendo terapia que elimina o problema psicológico, a doença física pode simplesmente desaparecer. O estresse, por exemplo, pode desenvolver gastrite e úlcera.
A cura não acontece, mas há simulação, ilusão, truques ou fraude. Por meio desses artifícios o diabo tem desviado a atenção de muitas pessoas do evangelho da graça de Cristo.
Indução e autossugestão. Nesse caso é comum a pessoa doente deixar de sentir os sintomas por algum tempo. Ela é levada a isso por indução ou autossugestão.
Doença psicossomática: “psico”, mente + “somático”, corpo. Por causa de um problema psicológico, o corpo contrai uma doença.
Simulação: Fingimento, disfarce, falsa aparência (verdade).
Truques: Habilidades por meio das quais se engana.
Ilusão: Engano dos sentidos ou da inteligência, por meio de certas técnicas.
Fraude: Engano por meio de astúcia, ardil, esperteza.
Indução: Induzir: causar, incutir, inspirar.
Autossugestão: Autossugestionar: sugerir a si próprio.

Como analisar as supostas curas à luz da Bíblia?
Não se marcava dia nem hora para serem realizadas.
Eram imediatas, completas e ao vivo.
Todos tinham livre acesso à pessoa curada.
Não se exigia contribuição financeira em contrapartida.
Aconteciam como incidentes de percurso, não sendo usadas como “carro-chefe” da obra de evangelização.
Jesus geralmente advertia para não torná-las públicas.
Curava-se todos os tipos de doenças, não havendo seleção.
Não despertaram fé salvadora no coração dos líderes religiosos que mais se opunham a Jesus, mas aumentou a oposição e o ódio deles pelo salvador.
Eram realizadas como sinal da divindade de Jesus, como confirmação de sua messianidade. Com os apóstolos, para autenticar a mensagem do evangelho trazida pelo Messias, o Deus conosco (Emanuel).
A experiência histórica da igreja é a maior prova do caráter de excepcionalidade das curas e demais milagres de Deus aqui na Terra.
A vida eterna, onde haverá perfeição e felicidade absolutas, não será aqui neste mundo caído e corrompido pelo pecado, mas na vida do porvir. Por esse motivo Deus não está nem um pouco interessado em estabelecer um “paraíso terreno”, mas já estabeleceu um paraíso celestial eterno. Eis a essência da fé cristã: a vida do porvir.
João 5.1, 9.1, 11.1, 20.31; Mateus 8.1, Marcos 5.35 etc (operava-se todo tipo de milagres, até ressurreição de mortos, provando-se que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus).
Atos 3.1-10 (cura realizada pelos apóstolos).
Marcos 3.5-12 (advertência sobre a publicidade).
Atos 2.22 (messianidade de Jesus).
Marcos 15.16-18 (a serviço da evangelização).
Atos 28.1-10 (cumprimento na missão do apóstolo Paulo).
Lucas 5.17-26 (cura do paralítico).
Mateus 10.8 (entregar de graça o que também é recebido de graça).
1 Coríntios 15.19 (a esperança do discípulo de Cristo reside na vida eterna)
Apocalipse 21.1-4 (a dor e o sofrimento serão erradicados somente na vida do porvir. Eis a promessa).
João 16.33 (o Salvador disse que enquanto estivermos no mundo teremos aflição).

Concluímos, portanto, que o diabo tem poder para realizar certos prodígios, mas não curar um enfermo. Assim cremos com base na Escritura Sagrada e no fato de que o bem jamais pode vir de uma fonte essencialmente má.

Na graça de Cristo, amém.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Carta de Jesus"


O nosso irmão Márcio Schumacker nos enviou esta linda carta que Jesus escreveu para cada um de nós. Por isso quero compartilhar com vocês queridos leitores.

Carta de Jesus

         Olá! Como você está? Essa carta é para dizer o quanto EU te amo, o quanto és importante para mim, e o quanto EU me preocupo com você.
         Ontem EU te vi conversando com outras pessoas. Esperei o dia todo, crendo que, em algum momento, você também viria conversar comigo, mas não veio. EU te dei o sol para iluminar o dia e um vento fresco para o teu descanso. Dei o alimento que precisava para o teu sustento, a saúde para trabalhar e várias outras oportunidades. Esperei, mas você não veio. Saiba que isto me doeu muito mas, EU ainda te amo, porque você é especial para mim!
         Era tarde, o sol já tinha ido embora, você estava cansado e se dirigiu para o quarto. Então pensei: Agora ele virá falar comigo! Mas, infelizmente, você se esqueceu de mim, pôs a cabeça no travesseiro e adormeceu. Mas não tem problema. EU ainda te amo, porque você é especial para mim!
         Hoje, pela manhã, imaginei que me agradeceria pela noite que EU tinha lhe proporcionado, pela lua e as estrelas que velaram sobre você, mas me enganei. Você mal dormiu, e ainda acordou preocupado com seus problemas particulares. Mal teve tempo pra tomar seu café, e já saiu correndo para trabalhar. Isso me entristeceu demais. Mas..., você continua sendo especial para mim!
         Em certo momento, EU percebi que estavas cansado, preocupado, com medo. Olhava para todos os lados e não havia ninguém pra conversar e repartir suas indagações. Então pensei novamente: Tenho certeza que, desta vez, ele vem ao meu encontro.  Engano meu!  Você não me reconheceu mais uma vez. Ao meio dia, lhe servi um belo prato de comida e um fresco copo com água. Você estava com tanta fome, que se esqueceu de me agradecer no final. Hoje a tarde, EU fazia planos para a sua vida, preparava com carinho o dia de amanhã e, quando percebi, vi você aborrecido, triste, desanimado. Tratou com grosseria os seus amigos e quem estava do seu lado, chegou em casa nervoso e sem paciência pra conversar com a família. Por fim, você me escolheu como último alvo de sua frieza e estupidez espiritual. EU continuei triste! Mas, cumprindo a promessa de meu Pai, EU ainda te amo, pois você é especial para mim!
         Ah! Se soubesses o quanto EU quero andar e conversar com você!
         Ah! Se soubesses o quanto EU me preocupo com você!
         Eu tento te dizer isso no azul do céu e no verde da grama, no vento, na chuva, no sol e nas estrelas.   No cantar dos pássaros EU digo que existo pra você, na flor que se abre EU digo que te amo.
         Meu amor por você é maior que o mar e mais firme que uma rocha, acredite!
         Eu sei que é difícil pra você viver neste mundo vil e pecador. Os problemas, as tragédias, os prejuízos, as preocupações, as tentações e as necessidades, são grandes mas, não vejo isso como motivo para você se esquecer de mim, pelo contrário, EU permito todas essas coisas, justamente para você se aproximar de mim, afinal, “eu sou o Teu Deus.” Aquele que morreu para te dar a vida.
         Mas..., agora, cá estamos nós, juntos, finalmente. Fico contente por ter se lembrado pelo menos uma vez de mim hoje. Estou feliz por saber que você ainda confia em mim. E aproveito esta valiosa oportunidade para te dizer que, embora machucado, EU sempre vou te amar, em toda e qualquer situação! Sabe por quê?
         Porque você é muito especial para mim!
         Bem, termino por aqui, pois estou trabalhando no planejamento das suas próximas horas de vida.
         Até mais e lembre-se: EU te amo muito!   Ass.: Jesus

Autor:  Márcio Schumacker

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Páscoa que Jesus contou



Na Páscoa Jesus contou uma história diferente para nós.
Bem diferente daquilo que estamos acostumados a ouvir, ou a assistir. Nesta história o protagonista morre, ele se entrega de forma inexplicável ao amor pelo outro. Ele se doou, ele se esvaziou de si mesmo. Em sua vida o amor é vivido em abundância.
Nós perdemos grande parte da nossa existência encontrando regras e regulamentos que valorizem aquilo que Jesus fez, tentando proteger o acesso a ele, como se não quiséssemos dividir com o outro este amor.
Mas hoje, de uma forma tão simples nós descobrimos que não há nada complicado de entender, o evangelho que Jesus pregou é simples assim:
Jesus ama você e ele veio aqui e deu a vida no seu lugar porque ele te ama e ele salva a todo aquele que tem uma fagulha do amor de Deus em si.
E que Jesus possa habitar seu coração neste dia, que ele possa te inundar do seu amor, do seu evangelho. Que é simples demais, tão simples assim.

Por Michele, 25/03/2013







quarta-feira, 20 de março de 2013

A Chave


A Chave


Jesus é a chave esse é o segredo.

Jesus é a chave que abre a porta da eternidade, do céu, da vida eterna...

Jesus é a chave que abre a porta dos corações endurecidos, magoados, quebrados, corrompidos, orgulhosos, estilhaçados pela dor.

Jesus é a chave que abre a porta para o perdão, para a reconciliação, para a fé, para o amor...

Jesus é a chave do Evangelho...

Jesus é a chave da terra e do céu...

Jesus é a chave da hermenêutica, da teologia, da sabedoria, do conhecimento...

Jesus é a chave que abre a porta do céu para todo aquele que crê, pois este recebe de graça a vida eterna.

Jesus é a chave que abre a porta do meu coração, do seu coração...

Jesus é a chave verdadeira, o princípio e o fim...

Jesus é a chave da Felicidade... da Verdade... do Amor.

Jesus é a chave da Vida...


Por Michele Abeldt Schumacker.

19/03/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Oração da manhã

Amado Deus, Querido Papai

Quero te pedir nesta manhã paciência, sabedoria, calma, coragem...
Quero te pedir forças para continuar minha jornada neste mundo de obstáculos...
Quero te pedir que me ajude a valorizar este dia como uma oportunidade para desenvolver o seu amor em mim...
Quero te pedir que me ajude a olhar as pessoas nos olhos e compreender suas fragilidades, seus defeitos, suas fraquezas, tendo a conciência de que também os tenho em mim....
Quero te pedir que me ajude a ser uma pessoa mais parecida com aquilo que o Senhor planejou para minha vida...
Quero te pedir que eu possa ver, sentir, ouvir, falar, sonhar, e continuar a viver a vida que o Senhor em sua mais infinita bondade permitiu que eu vivesse.
Quero te pedir que eu possa espalhar a semente do amor, da paz, da coragem, da força do Evangelho ao mundo...
Quero te pedir que eu seja mais humilde e aprenda a confiar mais em ti do que em mim...
Quero te pedir que me guie, que me abrace, que me alcance com seu amor infinito...
Para que eu possa continuar na jornada da minha vida que não é tão minha, mas tua e somente tua...
Em nome de Jesus, tudo isso eu te peço nesta manhã, querido Deus.
Amém...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Eu Tenho Um Sonho ...

O Pastor negro Martin Luther King Jr tinha um sonho. Um sonho de que um dia todos na América vivessem como irmãos, sem qualquer preconceito ou discriminação por causa da cor da pele, da raça ou qualquer outro elemento.
Era o sonho dele.
Eu também tenho um sonho.
Tenho um sonho de construir uma igreja para pecadores. Só para pecadores, onde seria terminantemente proibida a entrada de pessoas boas e santas, pessoas perfeitas e purificadas.
Seu nome seria IGREJA DE PECADORES.
No seu estatuto e numa grande placa colocada bem em frente dos templos escreveria as seguintes advertências: “por favor, se você é um ‘cristão’, um ‘evangélico’, um 'crente', um ‘católico’, um ‘protestante’, um ‘reformado’, um ‘pentecostal’, um ‘religioso’, não entre, porque você será contaminado”. “Se você entrar aqui se tornará um pecador”.
Numa outra placa em legras garrafais convidaria: “se você é homossexual, assassino, adúltero, mentiroso, beberrão, idólatra, fumante, maldizente, prostituta, feiticeiro, avarento, usuário de drogas, se você é um pecador ... pelo amor de Deus!, venha e entre, porque aqui é o seu lugar”.
O meu sonho é construir uma igreja que aceite e receba pecadores como Adão e Eva, Caim e Abel, Jacó e Esaú, Davi e Saul, Salomão e Manassés, Jonas e Elias, João Batista e Pedro, Paulo e Estevão e tantos outros personagens bíblicos da vida.
Nosso lema seria: DEUS ESTAVA EM CRISTO RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO, NÃO ATRITUINDO AOS HOMENS OS SEUS PECADOS (2 Coríntios 5.19).
Nossa mensagem seria: AQUELE QUE TEM SEDE VENHA, E QUEM QUISER RECEBA DE GRAÇA A ÁGUA DA VIDA (Apocalipse 22.17).
A promessa do nosso evangelho seria: QUEM BEBER DA ÁGUA DA VIDA NUNCA MAIS TERÁ SEDE, POIS ELA SERÁ NELE UMA FONTE A JORRAR PARA A VIDA ETERNA (João 4.14).
Nossa prática de santidade seria: AMOR, ALEGRIA, PAZ, PACIÊNCIA, DELICADEZA, BONDADE, FIDELIDADE, HUMILDADE E DOMÍNIO PRÓPRIO (Gálatas 5.22-23).
Nossa missão seria: SAIR PELAS RUAS E BECOS E TRAZER OS POBRES, OS ALEIJADOS, OS CEGOS E OS COXOS DA VIDA (Lucas 14.21).
Nossa propaganda denominacional seria: NISTO CONHECERÃO QUE SOMOS DÍSCÍPULOS DE CRISTO: SE AMARMOS UNS AOS OUTROS (João 13.35).
Nossa prova de conversão seria: TODO AQUELE QUE AMA CONHECE A DEUS, POIS DEUS É AMOR (1 João 4.8).
Nossa teologia seria: AMAR A DEUS DE TODO CORAÇÃO E AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS (Marcos 12.30-31).
Nosso maior mandamento seria: FAZER AOS OUTROS TUDO QUANTO DESEJAMOS QUE ELES NOS FAÇAM (Mateus 7.12).
Nosso objetivo central seria: BUSCAR E SALVAR O PERDIDO (Lucas 19.10).
Nossa constante oração seria: Ó DEUS, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS, POBRES E MISERÁVEIS PECADORES (Lucas 18.13).
Nossa esperança seria: NOVOS CÉUS E NOVA TERRA, NOS QUAIS HABITA JUSTIÇA (2 Pedro 3.13).
Nela, nunca falaríamos: “se você já estiver preparado, venha”; mas gritaríamos: “venha como está, porque aqui o Espírito Santo preparará você”.
Também nunca anunciaríamos: “venha, porque Deus está aqui”; mas sim: “venha, pois Deus habitará em você”.
Nela jamais tentaríamos mudar alguém, porquanto Deus é quem efetua o querer como o realizar, consoante a sua boa vontade (Filipenses 2.13).
Essa igreja seria uma IGREJA DE PECADORES ...
O sonho de Martin Luther King Jr enfim conseguiu mudar a lei de direitos civis americana, mas custou sua própria vida.
O meu sonho nunca mudará a igreja institucional, mesmo que morra como o pastor e ativista americano.
Talvez devesse dar mais crédito à Bíblia a permanecer lutando por uma causa perdida. Afinal, o próprio Deus encarnado não tinha esse sonho, porque quem sonha são os humanos, não Deus.
Deus tinha um plano certo e real, não um sonho: estabelecer seu reino espiritual dentro das pessoas. Por esse motivo os pecadores nem precisam de uma igreja que os aceite; eles é que podem a qualquer momento deixar Deus entrar neles e serem a igreja viva de Cristo onde quer que estejam.
Mas mesmo assim, porque sou um humano, continuo com o meu sonho, apesar de saber que ele nunca se realizará por causa de pecadores como eu.
Ainda bem que a misericórdia de Deus por nós é muito grande e nunca muda.

Em Jesus, que vive em nós, amém.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Morada de Deus

Por misericórdia e amor ao ser humano Deus caiu na besteira de construir um templo que servisse de lugar de adoração. Primeiro um tabernáculo, quando o povo ainda não tinha uma residência fixa; depois o templo, quando se estabeleceram na terra de Canaã.
Mas aquilo que ajudou o povo a ter uma noção da existência de um Deus vivo e real também concorreu para limitar a própria ação divina na mente das pessoas. Desde então o povo de Deus não consegue mais ficar sem seus “templos”.
Se não tivermos um templo-igreja onde possamos adorar e nos encontrar com Deus ficamos como um peixe fora da água, temeroso por faltar a água da vida que somente jorra lá dentro do “tabernáculo”.
Impelido pela nossa fraca noção de Deus construímos prédios e edifícios com pedra, tijolo, ferro, argamassa, madeira e tantos outros materiais, protegemos eles com cercas, damos-lhes o nome de “igreja” e “consagramos tudo ao Senhor”. Os materiais que certamente foram produzidos por “pessoas impuras” devem ser “purificados”. Todo o local, inclusive o espaço geográfico delimitado, é “consagrado ao Senhor”, local onde devemos praticar o respeito e a reverência, sob pena de castigo.
Nesse local “consagrado ao Senhor”, com endereço certo e bem definido, colocamos Deus para “morar”. Dizemos: “é um lugar santo, pois é a ‘casa’ de Deus”.
E assim vivemos nossa vida religiosa. Passamos a semana toda correndo atrás da sobrevivência física e buscando satisfazer nossa lascívia materialista. Quando a consciência pesa, ou por costume ou hábito, ou por qualquer outra coisa, resolvemos ir à “casa de Deus” para visitar-lhe e permanecer um tempinho com Ele. Lá, dentro da “casa de Deus”, em lugar "santo e consagrado", tentamos hipocritamente praticar um comportamento de verdadeiros adoradores por meio de liturgias bem elaboradas.
Ao terminar o “encontro com Deus”, saímos e dizemos-lhe: “não fique preocupado, Deus, daqui a uma semana, ou duas, talvez, se tudo der certo, voltaremos para te ver. Não fique triste nem deprimido, porque da próxima vez realizaremos um culto que vai te deixar emocionalmente bem satisfeito”.
Nessa “casa de Deus” por ser um lugar "santo e consagrado" não pode entrar pecadores e pessoas impuras. Caso entre causará muito escândalo e o Senhor não aceitará. Por isso pecadores não são bem vindos lá. “Purifiquem-se primeiro e depois vão à ‘casa de Deus’”, doutrinamos. Muitas coisas podemos até fazer, mesmo que sejam perversas e nocivas à fé e ao próximo, mas desde que não seja dentro da “casa de Deus”, pois lá é lugar “consagrado ao Senhor”.
Num certo dia da minha jornada de fé comecei a me perguntar: Deus habita mesmo num determinado lugar no espaço e no tempo? Qual é o endereço Dele? Onde Ele reside, para que possa ir ao seu encontro? Como conseguimos ter certeza de que Ele realmente habita num determinado espaço físico, diante de tantas e tantas “casas de Deus” espalhadas por aí afora? Existem lugares sagrados, ou mais sagrados, na geografia humana?
Para minha surpresa e perplexidade descobri que o lugar onde Deus menos habita são os templos-igrejas construídos pela religião do homem. Descobri que o lugar onde Deus menos está e gosta de frequentar é exatamente aquele onde se diz que Ele mais gosta de estar e frequentar.
Se alguém me perguntar como fazer para fugir da presença de Deus, digo para ir a um templo-igreja, especialmente em dia de culto. Lá, provavelmente se vai estar bem escondido de Deus.
É triste e a coisa é séria, mas é uma realidade a respeito da qual não podemos nos furtar. Quando o Filho de Deus esteve encarnado aqui no mundo foi impedido de freqüentar o templo “consagrado ao Senhor” e de lá expulso!!! O “povo de Deus” que freqüentava a “casa de Deus” matou o próprio Deus!!!
Ainda bem que a Bíblia Sagrada existe, e o Espírito Santo também. Foi nela que obtive respostas para as minhas indagações. Não encontrei resposta apenas para uma pergunta: por que demorei tanto em descobrir?
Para os fariseus, que também sofriam da necessidade patológica de estabelecer locais puros para a habitação do Deus que não cabe no Universo, o Salvador Jesus disse: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20-21).
O apóstolo Paulo explicou aos atenienses que “o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse” (Atos 17.24-25).
O mesmo escritor em 1 Coríntios 3.16 perguntou: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?"
Volto a perguntar: por que foi tão difícil enxergar essa verdade básica?
Iluminado com essa revelação, hoje me sinto muitíssimo grato e privilegiado por Deus estabelecer seu reino dentro de um pecador como eu. Agora não preciso mais ficar perambulando pelas estradas da religião à procura do endereço da morada de Deus, ou de um local geográfico consagrado e santo onde Deus habita, nem implorar aos “donos" da "casa de Deus” que marquem uma audiência para que o Senhor me atenda.
PORQUE O SALVADOR JESUS MESMO ME DISSE QUE O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM!
Esse reino eterno nem o diabo nem o mundo podem tirar de mim, nem mesmo os “donos” da “casa de Deus”, porque absolutamente nada "poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.39).
E a mesma misericórdia que levou Deus a construir um local geográfico de adoração para o povo do Antigo Testamento, também O leva a nos perdoar e continuar nos amando mesmo sendo o que somos: filhos amados bem intencionados tentando a todo custo enquadrar o Deus do Universo em nossas concepções humanas.

Em Jesus, que mora em nós pela fé, amém.