Pensando,
meditando e refletindo às vezes chegamos a conclusões bem diferentes das
convenções solidamente estabelecidas socialmente e profundamente arraigadas na
mente coletiva.
Quando
chegamos ao ponto culminante da descoberta somos tomados por um assombro
seguido por uma resistência natural provocada por medo da conclusão
simplesmente ser diferente da convenção social a tanto tempo praticada e tida
como verdade intocável.
Vejam
só as conclusões a que cheguei analisando criticamente como a instituição do
matrimônio é tratada hoje:
1)
Diferente do que pensava o casamento instituído pelo Criador não foi
direcionado para um povo específico, especialmente para os “seus filhos”
cristãos. Essa instituição de vital importância foi criada para todos os seres
humanos, estejam eles ou não dentro das instituições religiosas, ou em qualquer
lugar do mundo. A simples existência humana é requisito para se qualificar à
união matrimonial.
Nas
Escrituras não encontramos notícias de que o casamento foi criado para um grupo
restrito de pessoas. Elas dizem, ao contrário, que ele foi instituído para
união de homem e mulher.
2)
A cerimônia religiosa do casamento, que mais é formalidade social, é invenção
da igreja institucional.
Igualmente,
na Bíblia não há registro de que para se tornar válido o matrimônio precise da
chancela de uma instituição ou de uma pessoa designada para tal fim.
3)
O casamento no cartório também é criação humana. A Escritura não menciona que o
governo tem incumbência de unir duas pessoas em casamento.
Antigamente
não existia esse controle por parte dos governos. Hoje o estado moderno assim o
faz por uma série de circunstâncias que, diga-se de passagem, mostra-se
benéfico para gerir a relação dos direitos e obrigações que envolve o ato.
Esses
fatos levam a outras conclusões:
O
tratamento atual que as instituições religiosas de uma forma geral dão ao
matrimônio não tem fundamento plausível. Para elas basta a celebração ou a
formalidade do cartório, mesmo que o casal se una por objetivos completamente
diferentes dos que Deus intentou. Assim, na prática, uma união de homem e
mulher pode apenas manter uma aparência de casamento sem, contudo, de fato ser
um casamento original.
Por
outro lado, uniões entre homem e mulher não reconhecidas por uma religião podem
de fato perante Deus ser um matrimônio autêntico. Pode e em muitos casos é
exatamente o que ocorre, visto que essa união matrimonial não é e nunca foi
constituída por fatores externos, mas sim pelo amor que vincula dois corações
no firme propósito de viverem juntos.
Um
exemplo prático e simples: Se um homem e uma mulher que vivem juntos mas que
não passaram pelo rito formal do casamento procurar a maioria das igrejas
cristãs receberão orientação no sentido de “casarem-se no papel”. Caso assim
não o façam são privados dos “benefícios” oferecidos pela instituição
religiosa, como santa ceia, batismo etc, além de serem rotulados de adúlteros e
até mesmo considerados “pagãos e perdidos”.
Por
outro lado, se apresentarem uma certidão de casamento, cuja celebração foi
realizada por um ministro religioso ou por um oficial do cartório, mesmo que o
que os una não seja o vínculo do amor, isto é, o verdadeiro casamento de Deus,
são imediatamente admitidos e considerados como “seguidores fiéis e obedientes
do Senhor”.
Assim
funciona na prática, bastando manter aparência de verdade. Mas Deus não vê o
exterior, como nós e as nossas instituições humanas veem (1 Samuel 16.7); Deus
vê o coração, e não é dono de cartório.
O
casamento não é banalizado somente com a promiscuidade dos relacionamentos
entre pessoas, de sexo diferente ou não, mas também e principalmente com o acréscimo
de coisas que Deus não instituiu, transformando a união matrimonial numa
simples certidão cartorária ou num mero ato de celebração religiosa regado de
formalidades sociais.
Por
tudo isso chegamos a conclusão de que Deus instituiu a união de homem e mulher,
mas não as formas como essa união se dá. Mesmo sendo assim, como o coração do
homem é enganoso e tendente a governar sobre seus semelhantes, o casamento foi
transformado em concessão particular, seja do governo ou da religião, e que,
para usufruir de seus “benefícios”, têm-se que pagar um “preço”. A graça de
Deus que é derramada sobre bons e maus, como Jesus ensina (Mateus 5.45), na
prática para nós não é derramada sobre bons e maus mas somente sobre os “nossos
e bons”.
Conforme
a experiência mostra e a Bíblia ensina, a única formalidade estabelecida pelo
Criador é a do vínculo do amor, pois sem amor nada aproveitará (1 Coríntios
13.3).
Em
Jesus.
