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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Eu Tenho Um Sonho ...

O Pastor negro Martin Luther King Jr tinha um sonho. Um sonho de que um dia todos na América vivessem como irmãos, sem qualquer preconceito ou discriminação por causa da cor da pele, da raça ou qualquer outro elemento.
Era o sonho dele.
Eu também tenho um sonho.
Tenho um sonho de construir uma igreja para pecadores. Só para pecadores, onde seria terminantemente proibida a entrada de pessoas boas e santas, pessoas perfeitas e purificadas.
Seu nome seria IGREJA DE PECADORES.
No seu estatuto e numa grande placa colocada bem em frente dos templos escreveria as seguintes advertências: “por favor, se você é um ‘cristão’, um ‘evangélico’, um 'crente', um ‘católico’, um ‘protestante’, um ‘reformado’, um ‘pentecostal’, um ‘religioso’, não entre, porque você será contaminado”. “Se você entrar aqui se tornará um pecador”.
Numa outra placa em legras garrafais convidaria: “se você é homossexual, assassino, adúltero, mentiroso, beberrão, idólatra, fumante, maldizente, prostituta, feiticeiro, avarento, usuário de drogas, se você é um pecador ... pelo amor de Deus!, venha e entre, porque aqui é o seu lugar”.
O meu sonho é construir uma igreja que aceite e receba pecadores como Adão e Eva, Caim e Abel, Jacó e Esaú, Davi e Saul, Salomão e Manassés, Jonas e Elias, João Batista e Pedro, Paulo e Estevão e tantos outros personagens bíblicos da vida.
Nosso lema seria: DEUS ESTAVA EM CRISTO RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO, NÃO ATRITUINDO AOS HOMENS OS SEUS PECADOS (2 Coríntios 5.19).
Nossa mensagem seria: AQUELE QUE TEM SEDE VENHA, E QUEM QUISER RECEBA DE GRAÇA A ÁGUA DA VIDA (Apocalipse 22.17).
A promessa do nosso evangelho seria: QUEM BEBER DA ÁGUA DA VIDA NUNCA MAIS TERÁ SEDE, POIS ELA SERÁ NELE UMA FONTE A JORRAR PARA A VIDA ETERNA (João 4.14).
Nossa prática de santidade seria: AMOR, ALEGRIA, PAZ, PACIÊNCIA, DELICADEZA, BONDADE, FIDELIDADE, HUMILDADE E DOMÍNIO PRÓPRIO (Gálatas 5.22-23).
Nossa missão seria: SAIR PELAS RUAS E BECOS E TRAZER OS POBRES, OS ALEIJADOS, OS CEGOS E OS COXOS DA VIDA (Lucas 14.21).
Nossa propaganda denominacional seria: NISTO CONHECERÃO QUE SOMOS DÍSCÍPULOS DE CRISTO: SE AMARMOS UNS AOS OUTROS (João 13.35).
Nossa prova de conversão seria: TODO AQUELE QUE AMA CONHECE A DEUS, POIS DEUS É AMOR (1 João 4.8).
Nossa teologia seria: AMAR A DEUS DE TODO CORAÇÃO E AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS (Marcos 12.30-31).
Nosso maior mandamento seria: FAZER AOS OUTROS TUDO QUANTO DESEJAMOS QUE ELES NOS FAÇAM (Mateus 7.12).
Nosso objetivo central seria: BUSCAR E SALVAR O PERDIDO (Lucas 19.10).
Nossa constante oração seria: Ó DEUS, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS, POBRES E MISERÁVEIS PECADORES (Lucas 18.13).
Nossa esperança seria: NOVOS CÉUS E NOVA TERRA, NOS QUAIS HABITA JUSTIÇA (2 Pedro 3.13).
Nela, nunca falaríamos: “se você já estiver preparado, venha”; mas gritaríamos: “venha como está, porque aqui o Espírito Santo preparará você”.
Também nunca anunciaríamos: “venha, porque Deus está aqui”; mas sim: “venha, pois Deus habitará em você”.
Nela jamais tentaríamos mudar alguém, porquanto Deus é quem efetua o querer como o realizar, consoante a sua boa vontade (Filipenses 2.13).
Essa igreja seria uma IGREJA DE PECADORES ...
O sonho de Martin Luther King Jr enfim conseguiu mudar a lei de direitos civis americana, mas custou sua própria vida.
O meu sonho nunca mudará a igreja institucional, mesmo que morra como o pastor e ativista americano.
Talvez devesse dar mais crédito à Bíblia a permanecer lutando por uma causa perdida. Afinal, o próprio Deus encarnado não tinha esse sonho, porque quem sonha são os humanos, não Deus.
Deus tinha um plano certo e real, não um sonho: estabelecer seu reino espiritual dentro das pessoas. Por esse motivo os pecadores nem precisam de uma igreja que os aceite; eles é que podem a qualquer momento deixar Deus entrar neles e serem a igreja viva de Cristo onde quer que estejam.
Mas mesmo assim, porque sou um humano, continuo com o meu sonho, apesar de saber que ele nunca se realizará por causa de pecadores como eu.
Ainda bem que a misericórdia de Deus por nós é muito grande e nunca muda.

Em Jesus, que vive em nós, amém.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Morada de Deus

Por misericórdia e amor ao ser humano Deus caiu na besteira de construir um templo que servisse de lugar de adoração. Primeiro um tabernáculo, quando o povo ainda não tinha uma residência fixa; depois o templo, quando se estabeleceram na terra de Canaã.
Mas aquilo que ajudou o povo a ter uma noção da existência de um Deus vivo e real também concorreu para limitar a própria ação divina na mente das pessoas. Desde então o povo de Deus não consegue mais ficar sem seus “templos”.
Se não tivermos um templo-igreja onde possamos adorar e nos encontrar com Deus ficamos como um peixe fora da água, temeroso por faltar a água da vida que somente jorra lá dentro do “tabernáculo”.
Impelido pela nossa fraca noção de Deus construímos prédios e edifícios com pedra, tijolo, ferro, argamassa, madeira e tantos outros materiais, protegemos eles com cercas, damos-lhes o nome de “igreja” e “consagramos tudo ao Senhor”. Os materiais que certamente foram produzidos por “pessoas impuras” devem ser “purificados”. Todo o local, inclusive o espaço geográfico delimitado, é “consagrado ao Senhor”, local onde devemos praticar o respeito e a reverência, sob pena de castigo.
Nesse local “consagrado ao Senhor”, com endereço certo e bem definido, colocamos Deus para “morar”. Dizemos: “é um lugar santo, pois é a ‘casa’ de Deus”.
E assim vivemos nossa vida religiosa. Passamos a semana toda correndo atrás da sobrevivência física e buscando satisfazer nossa lascívia materialista. Quando a consciência pesa, ou por costume ou hábito, ou por qualquer outra coisa, resolvemos ir à “casa de Deus” para visitar-lhe e permanecer um tempinho com Ele. Lá, dentro da “casa de Deus”, em lugar "santo e consagrado", tentamos hipocritamente praticar um comportamento de verdadeiros adoradores por meio de liturgias bem elaboradas.
Ao terminar o “encontro com Deus”, saímos e dizemos-lhe: “não fique preocupado, Deus, daqui a uma semana, ou duas, talvez, se tudo der certo, voltaremos para te ver. Não fique triste nem deprimido, porque da próxima vez realizaremos um culto que vai te deixar emocionalmente bem satisfeito”.
Nessa “casa de Deus” por ser um lugar "santo e consagrado" não pode entrar pecadores e pessoas impuras. Caso entre causará muito escândalo e o Senhor não aceitará. Por isso pecadores não são bem vindos lá. “Purifiquem-se primeiro e depois vão à ‘casa de Deus’”, doutrinamos. Muitas coisas podemos até fazer, mesmo que sejam perversas e nocivas à fé e ao próximo, mas desde que não seja dentro da “casa de Deus”, pois lá é lugar “consagrado ao Senhor”.
Num certo dia da minha jornada de fé comecei a me perguntar: Deus habita mesmo num determinado lugar no espaço e no tempo? Qual é o endereço Dele? Onde Ele reside, para que possa ir ao seu encontro? Como conseguimos ter certeza de que Ele realmente habita num determinado espaço físico, diante de tantas e tantas “casas de Deus” espalhadas por aí afora? Existem lugares sagrados, ou mais sagrados, na geografia humana?
Para minha surpresa e perplexidade descobri que o lugar onde Deus menos habita são os templos-igrejas construídos pela religião do homem. Descobri que o lugar onde Deus menos está e gosta de frequentar é exatamente aquele onde se diz que Ele mais gosta de estar e frequentar.
Se alguém me perguntar como fazer para fugir da presença de Deus, digo para ir a um templo-igreja, especialmente em dia de culto. Lá, provavelmente se vai estar bem escondido de Deus.
É triste e a coisa é séria, mas é uma realidade a respeito da qual não podemos nos furtar. Quando o Filho de Deus esteve encarnado aqui no mundo foi impedido de freqüentar o templo “consagrado ao Senhor” e de lá expulso!!! O “povo de Deus” que freqüentava a “casa de Deus” matou o próprio Deus!!!
Ainda bem que a Bíblia Sagrada existe, e o Espírito Santo também. Foi nela que obtive respostas para as minhas indagações. Não encontrei resposta apenas para uma pergunta: por que demorei tanto em descobrir?
Para os fariseus, que também sofriam da necessidade patológica de estabelecer locais puros para a habitação do Deus que não cabe no Universo, o Salvador Jesus disse: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20-21).
O apóstolo Paulo explicou aos atenienses que “o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse” (Atos 17.24-25).
O mesmo escritor em 1 Coríntios 3.16 perguntou: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?"
Volto a perguntar: por que foi tão difícil enxergar essa verdade básica?
Iluminado com essa revelação, hoje me sinto muitíssimo grato e privilegiado por Deus estabelecer seu reino dentro de um pecador como eu. Agora não preciso mais ficar perambulando pelas estradas da religião à procura do endereço da morada de Deus, ou de um local geográfico consagrado e santo onde Deus habita, nem implorar aos “donos" da "casa de Deus” que marquem uma audiência para que o Senhor me atenda.
PORQUE O SALVADOR JESUS MESMO ME DISSE QUE O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM!
Esse reino eterno nem o diabo nem o mundo podem tirar de mim, nem mesmo os “donos” da “casa de Deus”, porque absolutamente nada "poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.39).
E a mesma misericórdia que levou Deus a construir um local geográfico de adoração para o povo do Antigo Testamento, também O leva a nos perdoar e continuar nos amando mesmo sendo o que somos: filhos amados bem intencionados tentando a todo custo enquadrar o Deus do Universo em nossas concepções humanas.

Em Jesus, que mora em nós pela fé, amém.

O Perdão de Deus


O PERDÃO DE DEUS. Perdão, Graça e Amor
Perdão significa cancelar uma dívida. Não aplicar o castigo correspondente ao cometimento de uma falta.
Graça significa a boa disposição de Deus em perdoar o pecador. É um favor imerecido.
Amor é a essência de Deus. A Bíblia simplesmente diz que Deus é amor.
Perdão, graça e amor andam lado a lado. Deus perdoa por causa de sua graça, que, por sua vez, existe em razão do seu amor.
Por definição, o PERDÃO é injusto e não requer méritos (contrapartida). Ele não é justo porque não paga de acordo com nossos pecados. Ele não pede nada em contrapartida em virtude de o ser humano não conseguir oferecer algo em troca.
O perdão de Deus é incondicional e ilimitado. Não impõe condições porque o motivo de Deus perdoar está no próprio Deus, e não fora Dele; não tem limites porque Deus é uma fonte inesgotável de vida.
Arrependimento, confissão e fé não são obras que fazem o ser humano merecer o perdão. São obras realizadas por causa do evangelho mediante a ação do Espírito Santo.
O perdão de Deus apaga todo tipo de pecado e transgressão.
É por isso que Isaías 1.18 diz com muita propriedade: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”
A causa do perdão nunca é o ser humano, mas sempre é fruto do amor de Deus: Deus ama, age com graça e perdoa porque Ele é AMOR. É por isso que 1 João 4.8 fala que “Deus é amor”
Portanto, o perdão de Deus não se compra nem com dinheiro nem com comportamento moral ou religioso. Ele simplesmente é uma dádiva do amor de Deus.

O PERDÃO DE DEUS PARA O HOMEM. Justiça, Santidade e Amor
O perdão de Deus somente é possível porque CRISTO satisfez as exigências de Justiça e Santidade de Deus. O AMOR de Deus motivou o próprio Deus a satisfazer sua própria JUSTIÇA e SANTIDADE.
Com sua obediência ativa (cumprimento da Lei) Cristo cumpriu a santidade divina; com sua obediência passiva (sacrifício na cruz) Ele cumpriu a justiça divina. E somente Deus conseguiria realizar essa obra dupla de redenção da raça humana.
O perdão de Deus para o ser humano é de GRAÇA, por causa de Cristo, mas para Deus custou caríssimo: a entrega e sacrifício do seu próprio Filho.
Deus trata com os humanos através do perdão porque não há outra forma de comunicação. Do contrário, o homem seria inapelável e eternamente banido de sua presença.
O PECADO abriu um abismo intransponível que torna absolutamente impossível o homem se reconciliar com Deus por suas obras. Em vista disso Jesus teve que vir ao mundo redimir o pecador, substituindo o homem na obra de reconciliação com Deus.
Portanto, CRISTO, o único capaz, é a ponte singular de acesso ao Pai. Por causa de Cristo Deus perdoa o ser humano.
É por isso que 2 Coríntios 5.19 registra: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”
É por isso que 2 Coríntios 5.21 diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”
Assim sendo, podemos dizer que a Igreja de Cristo só existe por causa do perdão de Deus. Se dela for tirado ou negado aos pecadores, a igreja perde sua razão de existir e não tem nenhuma mensagem a pregar ao mundo.

EXEMPLOS DO PERDÃO DE DEUS NA BÍBLIA
Adão e Eva foram os que cometeram, por assim dizer, o maior pecado: por ação deles a raça humana separou-se de seu Criador. Imediatamente após a desobediência, receberam o perdão e a promessa do evangelho (Cristo).
Jacó, posteriormente chamado Israel, cujo nome significa literalmente “enganador”, que enganou seu próprio pai, foi o escolhido para nomear o Povo de Deus da antiga aliança.
O rei Davi que não foi capaz de educar sua própria família, que cometeu adultério e mandou assassinar seu oficial de confiança e esposo de sua amante, recebeu o título de “homem segundo o coração de Deus”.
O rei Manassés, idólatra, agoureiro, envolvido com adivinhação, médiuns e feiticeiros, tendo sacrificado o próprio filho em ritual pagão, buscou e encontrou misericórdia perante o Senhor.
O apóstolo Pedro negou covardemente seu Mestre. Ainda assim, Jesus o designou como um dos principais mensageiros da boa nova de salvação
Igualmente Paulo, o perseguidor e assolador da igreja cristã primitiva, tornou-se o maior missionário de todos os tempos. Mensageiro do evangelho que perseguia.
O ladrão da cruz, todo confuso acerca de quem era seu Parceiro de pena de morte, soltou de última hora um pedido carregado de dúvidas ao Salvador: “lembra-te de mim quando vieres no teu reino”. Em resposta, a personificação do perdão respondeu: “Hoje estarás comigo no paraíso”.
A mulher adúltera, merecedora de morte conforme a lei mosaica, levada contra sua própria vontade à presença de Cristo e não fazendo nenhum pedido, ouviu a melhor e maior notícia: “nem eu te condeno”.
A parábola da ovelha perdida mostra Deus correndo um risco ao sair para procurar uma ovelha desviada: na sua volta perceber que as outras noventa e nove haviam sumido.
O filho pródigo da parábola dissipou tudo o que tinha com prostitutas, álcool e drogas, inclusive o bom nome da própria família. Quando voltou para casa temeroso de que não fosse aceito, antes de tentar explicar sua atitude rebelde seu Pai o informou que tinha uma festa lhe esperando e que guardasse suas explicações.
Os empregados preguiçosos da parábola dos trabalhadores na vinha que labutaram apenas uma hora da jornada, isso porque foram buscados lá na praça onde estavam ociosos, receberam o mesmo pagamento de um dia de trabalho, e primeiro que os outros trabalhadores.
Na parábola do fariseu e o publicano o perdão de Deus mostra-se escandalosamente chocante a ponto de tornar sua mensagem indesejada dentro de muitas igrejas. Como que Deus pode ser tão descarado perdoando um pecador corrupto e rejeitando um santo cumpridor fiel de obrigações morais e religiosas?!
O maior exemplo de perdão que as Escrituras Sagradas apresentam parece mais uma mentira ou conto de fadas do que verdade: A ENCARNAÇÃO DE CRISTO. A respeito dessa intervenção divina nem preciso tecer comentários.
Analisando a vida dos personagens bíblicos acima não posso deixar de fazer uma pergunta. Que qualificação eles tinham para merecer o perdão e serem instrumentos nas mãos de Deus?
O único Qualificado da lista Deus o fez desqualificado para, recebendo o castigo da nossa desqualificação, nos transformasse em qualificados. Quem merecia castigo por sua desqualificação não foi assim tratado; mas quem não merecia mal nenhum por ser absolutamente qualificado, esse foi de fato castigado.
Eis a lógica do perdão, da graça e do amor de Deus em relação à humanidade!

DEVEMOS CONFIAR NO PERDÃO DE DEUS E REPRODUZIR ESSE PERDÃO RECEBIDO
O perdão de Deus é um fato a ser proclamado, porque é um fato real. É uma verdade consumada, que aconteceu. Não é algo que poderá acontecer, mas algo acontecido. Em vista disso, não devemos duvidar do perdão divino.
Como resultado da confiança no perdão, podemos citar alguns frutos: alegria, paz, certeza da salvação, esperança da Vida Eterna, relação de amor com Deus, o nosso papai e amigo. É por isso que “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).
Assim como recebemos de graça o perdão maravilhoso de Deus assim também devemos reproduzi-lo. É por isso que o Salvador Jesus disse em Mateus 10.8: “de graça recebestes, de graça daí”
O perdão, fruto da graça e amor, é o MARCO DISTINTIVO de um discípulo de Cristo. Deveríamos ser conhecidos por sermos portadores do perdão, da graça e do amor, não por pertencermos a determinada denominação religiosa ou por cumprirmos preceitos morais ou religiosos. É por isso que em João 13.35 Cristo ensinou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.
Se as pessoas nos conhecem apenas porque praticamos obras ou rituais religiosos, por melhor que sejam e beneficiem os outros, alguma coisa está errada, muito errada. Por uma razão bem simples: o perdão, a graça e o amor somente podem ser recebidos gratuitamente na loucura e no escândalo da Cruz de Cristo. Em todos os outros lugares, em todos mesmos, eles só podem ser encontrados mediante pagamento, contrapartida.
Portanto, confiemos de fato no perdão de Deus, pois ele é real; reproduzimos também essa dádiva num mundo onde impera a lei do toma-lá-dá-cá sem cobrar nada em troca, assim como também recebemos do Pai.

PROMESSAS BÍBLICAS DO PERDÃO DE DEUS
Se alguém ainda tem dúvida de que o perdão de Deus é de graça mesmo, ouçam o que o Espírito diz. Quem tem ouvidos, ouça. Romanos 4.4-5: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.
E se a dúvida ainda persistir, o próprio Filho de Deus encarnado promete, sem rodeios: João 5.24: “em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
Permanecendo ainda a dúvida acerca do perdão de Deus ... apenas o Espírito Santo pode fazer alguma coisa. Eu nunca pude, e nunca poderei. Mas o Espírito pode.
Quem tem ouvidos, ouça, é a orientação do Salvador.

Em Jesus, amém.