Seja Bem-Vindo. Hoje é

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem é Jesus Para Você?

Como Jesus Cristo deve ser apresentado ao mundo é uma questão de grande importância para a igreja cristã. Conforme a mensagem, assim também será o entendimento sobre o Salvador.
Diante de uma infinidade de denominações religiosas existentes hoje em dia, as pessoas ficam confusas a respeito da melhor forma de identificar o Cristo enviado de Deus, visto que cada ramo cristão O apresenta com características bem divergentes.
Não é difícil conceber que a religião humana é uma indústria bem engendrada para “fabricar” vários tipos de salvador. Tendo como base ideias preconcebidas do condicionamento religioso e demais experiências humanas, a igreja às vezes se apresenta como um supermercado que oferece todo tipo de mercadoria visando a atender as mais variadas preferências de seus clientes. E Jesus, é claro, é feito por encomenda para satisfazer a demanda de consumo das necessidades do ego do homem.
Há o Jesus Católico, o Jesus Reformado, o Jesus Evangélico, o Jesus Pentecostal, o Jesus Espírita, o Jesus Judeu, o Jesus Budista, o Jesus Político, o Jesus Moderno, o Jesus da Teologia e muito outros. Dentro de cada corrente religiosa Jesus é “fabricado” de acordo com particularidades doutrinárias bem sistematizadas e elaboradas.
De fato, Jesus é apresentado de várias maneiras pelas religiões: o Jesus das regras e regulamentos, por meio do qual podemos atingir a excelência do comportamento moral e ético. O Jesus provedor, que provê as necessidades financeiras e econômicas do sistema capitalista. O Jesus curandeiro, cuja função é livrar o ser humano do sofrimento causado pelas doenças. O Jesus das meditações, aquele que melhora as pessoas interiormente fazendo-as sentirem-se bem consigo mesmas. O Jesus asceta, ensinador de um estilo de vida austero de abnegação e mortificação da carne com o objetivo de adquirir espiritualidade. O Jesus da razão, provedor de respostas racionais a todos os questionamentos produzidos pela mente humana. O Jesus da fé sobrenatural, que dá poder ao indivíduo para conseguir o que quiser. O Jesus mágico, voltado para impressionar através de prodígios e sinais miraculosos. O Jesus do entretenimento, fabricado para divertir e distrair num mundo moderno tão assoberbado de tarefas estressantes. O Jesus político e social, oferecedor da melhor forma de governo e planos políticos para tornar a sociedade mais justa. O Jesus ativista, que se engaja por lutar e defender alguma atividade julgada importante e urgente. O Jesus das igrejas, o salvador somente dos católicos, apenas dos luteranos, só dos batistas etc.
E assim vai. O espaço aqui não permite e nem pretendo apresentar e discorrer sobre todos os tipos de Jesus fabricados pelas religiões. Nem seria possível essa tarefa, haja vista que em certo sentido para cada pessoa existe um Jesus diferente.
Há uma confusão generalizada em torno da pessoa e do papel de Jesus Cristo na história do homem. Sendo assim, pergunto: Como Jesus pode ser identificado num mundo religioso tão conturbado e confuso? Como dar credibilidade à mensagem da igreja cristã em meio a tantas “fábricas religiosas”? Qual é o Jesus verdadeiro, se existe um, capaz de causar impressão e impacto na sociedade que o torne confiável? Afinal de contas, quem é Jesus para você? O que Ele representa para a sua vida? De que forma você pode, ou deseja, ser beneficiado por Ele?
Se Jesus servir apenas para satisfazer os interesses do ego humano podemos “fabricar” tantos quantos forem necessários. Por essa via Jesus se tornar uma expressão de ideologias humanas, apresentando-se mais como sustentáculo e mantenedor de sistemas religiosos do que como Salvador.
Mas se olharmos para Jesus como a expressão exata do Deus do Universo, veremos que Ele não se encaixa em nenhuma forma de sistema por nós criada. A nossa religião fabrica o “nosso Jesus”, o “meu Jesus”, o “Jesus da minha religião”, o “Jesus das pessoas boas”, mas dificilmente o Jesus dos evangelhos fruto da graça divina.
Se a Bíblia está falando a verdade e quisermos dar crédito à narração dos evangelhos, seremos obrigados a desvincular Jesus de todas as “fabricas religiosas” criadas ao longo da história humana. É simplesmente impressionante a disparidade entre o Jesus dos evangelhos e o Jesus da concepção humana!
O Jesus apresentado pelos evangelhos é uma pessoa que veio realizar uma missão completa e absolutamente singular, cuja obra difere radicalmente da engenhosidade religiosa. O Jesus da Bíblia é o Enviado do céu para reconciliar o mundo com Deus, é o preço da redenção dos pecadores, é o Caminho da vida eterna, é o Senhor cujo reino não é desse mundo nem pode estar restrito ao tempo e espaço.
Para a Escritura, Jesus é o Amor de Deus para um mundo caído sem amor e perdido em delitos e pecados. É Aquele que ama, perdoa, acolhe, aceita, regenera para uma viva esperança, dá sentido para a existência, e oferece algo infinitamente melhor do que as experiências humanas conseguem produzir e oferecer. É exatamente dessa forma que os evangelhos apresentam Jesus. Se dermos crédito à narração bíblica acerca da vida e obra de Cristo, então podemos confiar que Ele é de fato o Salvador de Deus enviado para realizar uma missão especial, muito mais especial do que aquilo que conseguimos fabricar e imaginar por nós mesmos.
Quem é o Jesus dos evangelhos?
Lucas 2.11: “hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo, o Senhor”.
João 1.14: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.
João 1.29: “viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
Mateus 16.15-16: “Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
João 14.6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim”.
João 5.24: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
Portanto, nos evangelhos Jesus é o Filho de Deus enviado ao mundo para pagar pelos nossos pecados, é o caminho de perdão e reconciliação com o Pai, é o Salvador da humanidade. Os evangelhos apresentam Jesus como sendo a mais absoluta manifestação da graça divina. Por meio Dele podemos chamar Deus de Papai e construir uma relação de amizade baseada no verdadeiro amor.
Por causa da obra redentora do Salvador Jesus, podemos e devemos confiar que somos perdoados e aceitos por Deus Pai, que não entraremos em juízo, mas passamos da morte para a vida eterna. E que nessa certeza podemos nos firmar sabendo que ninguém jamais poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
O evangelho de João 3.16 define de maneira bem clara quem é Jesus e qual sua obra: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Para finalizar, volto a perguntar: Como identificar Jesus dentro da confusão religiosa de nossos dias? Qual Jesus pode causar uma verdadeira mudança de mentalidade nas pessoas, capaz de produzir amor, alegria, paz, perdão e a esperança da vida eterna? O que Jesus representa para a sua vida? De que forma você espera ser beneficiado por Ele?
Afinal de contas, quem é Jesus para você?

No Espírito Santo, amém.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Necessidade e a Certeza da Graça Divina

O que é bom deve ser apreendido, vivido e compartilhado sem cobrar nada em troca. Por esse motivo trago aqui um escrito acerca da maravilhosa graça salvadora de Deus tirado do Sumário da Doutrina Cristã, de Edward W. A. Koehler.
Leia, medite, reflita e deleite-se em saber que o amor de Deus por pecadores como nós é algo certo e real. Tão certo e real que seu Filho não se importou em vir a este mundo nos resgatar com seu próprio sangue derramado na cruz do calvário.

Todos os homens pecaram (Romanos 3.23), sendo, por isso, culpados diante de Deus (Romanos 3.19), e estão debaixo da maldição da lei (Gálatas 3.10), merecendo a morte (Romanos 6.23). Abandonado a si mesmo é absolutamente impossível ao homem alcançar sua própria salvação, pois pelas obras da lei nenhuma carne será justificada (Romanos 3.20). Salvação pelo mérito de nossas obras é impossível. Logo, a graça divina é necessária para que sejamos salvos.
A graça de Deus não é fantasia ou possibilidade, mas fato divinamente revelado. Movido por seu amor e compaixão pelo homem, Deus resolveu salvá-lo pela morte de seu Filho (João 3.16; Romanos 5.8-10). De sorte que a graça de Deus é a causa motriz, e a redenção por Cristo é a causa meritória de nossa salvação. O homem, perdido por suas próprias obras, é salvo pela graça de Deus em Cristo. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens’ (Tito 2.11). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9). Salvação por obras é impossível; pela graça é segura. “Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa, para toda a descendência” (Romanos 4.16).
A doutrina da salvação pela graça distingue a religião cristã das demais religiões do mundo. Todas as outras ensinam que o homem, visto haver cometido pecado, deve emendar-se e aplacar a ira de Deus. Diferem entre si quanto ao método e aos meios de conseguir esse resultado, mas estão acordes no princípio de que o homem deve alcançar sua salvação por seus próprios esforços e obras.  A Bíblia ensina que a salvação do homem é alcançada exclusivamente pela graça de Deus. A engenhosidade humana jamais poderia ter inventado o plano da salvação tal como é revelado na Bíblia (1 Coríntios 2.6-10). É totalmente contrária à nossa maneira de pensar. É loucura para nós (1 Coríntios 2.14). Essa doutrina, sendo a principal de nossa fé, marca a religião cristã como de origem divina, enquanto as demais são invenções humanas.

A graça salvadora de Deus não pode ser encontrada em nenhum outro lugar a não ser na cruz de Cristo. Ali está a prova maior do amor de Deus por miseráveis pecadores indignos de perdão.
Compreender essa graça sem igual só pode ser obra do Espírito Santo, pela fé. De outra maneira, certamente não conseguiríamos nem mesmo fazer idéia.

Em nome de Quem nos dá a graça, amém.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Parábola do Vagabundo

O escritor Philip Yancey, no seu livro Maravilhosa Graça, contou a parábola do vagabundo para ilustrar a manifestação da graça de Deus sobre a vida de pecadores indignos de perdão. Fiz algumas modificações para adaptá-la ao nosso contexto.

Um vagabundo mora perto do Mercado de Peixes na região portuária da cidade do Rio de Janeiro. O cheiro repugnante das carcaças e entranhas dos peixes quase o esmaga, e ele odeia os caminhões barulhentos que chegam antes do nascer do sol. Mas a cidade fica apinhada de gente, e os policiais o atrapalham quando ele vai para lá. No cais ninguém se importa com um homem grisalho que cuida de si mesmo e dorme em uma doca por trás de um vagão basculante.
Bem cedo, quando os trabalhadores estão descarregando peixes dos caminhões, gritando entre si, o vagabundo se levanta e se esgueira pelos vagões até os fundos dos restaurantes para turistas. Começar cedo é garantia de bom lucro: um pão de alho amanhecido intacto e restos de batatas fritas, uma sobra de pizza de peixe, uma fatia de bolo amassada. Come o que consegue engolir e guarda o resto em um saco de papel pardo. As garrafas e latas ele as enfurna em sacos plásticos dentro de seu carrinho de compras enferrujado.
O sol pálido da manhã finalmente sobe sobre os edifícios do cais, através da neblina do porto. Quando ele vê o bilhete da loteria da semana passada em cima de uma pilha de alface murcha, quase o deixa ficar. Mas, pela força do hábito, ele o pega e enfia no bolso. Antigamente, quando tinha mais sorte, costumava comprar um bilhete por semana, nunca mais de um. Já passa do meio-dia quando se lembra do canhoto do bilhete e vai à banca de jornais comparar os números. Três números combinam, o quarto, o quinto – todos os sete! Não pode ser verdade. Coisas assim não acontecem com ele. Vagabundos não ganham na Loteria.
Mas é verdade. Mais tarde, naquele dia, ele está piscando diante das luzes fortes enquanto o pessoal da televisão apresenta o mais novo personagem da mídia, o vagabundo barbudo, maltrapilho, que vai receber 500.000 reais por ano nos próximos vinte anos. Uma mulher de aparência elegante, usando uma minissaia de couro, sacode um microfone no seu rosto e pergunta: “Como você se sente?”. Ele olha em volta espantado, e capta um leve cheiro do perfume dela. Há muito tempo, há muito tempo mesmo, que ninguém mais lhe fazia essa pergunta.
Ele se sente como um homem que esteve quase morrendo de fome e voltou à vida, e está começando a imaginar que nunca mais vai sentir fome.

A graça de Deus é assim, maravilhosa demais. Quem dera pudéssemos apenas imaginar o tamanho do amor de Deus por criaturas desprezíveis como nós!
A única referência que nos faz suspeitar de que somos amados pelo Deus do Universo é a morte de Cristo na cruz do calvário.
Se aquele que foi pendurado no madeiro era mesmo o Filho de Deus, então podemos começar a supor que alguém lá do alto realmente nutre uma paixão louca por nós.

Romanos 5.8: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Na revelação do Espírito Santo, amém.

sábado, 9 de junho de 2012

Mais Perto Quero Estar

O hino Mais Perto Quero Estar certamente foi composto numa fase difícil da vida de sua autora. Talvez estivesse acometida de uma doença. Uma das versões que encontrei diz que ela estava à beira da morte por causa de um câncer terminal.
Apesar de não termos informação precisa do motivo por que esse hino foi escrito, uma certeza temos: Sarah cria em Cristo e a morte para ela representava não o fim, mas o início da verdadeira vida.
Assim como ela, quem de fato crê no Salvador Jesus mesmo em sofrimento ou próximo da morte não perde a esperança no porvir. Muito pelo contrário, a circunstância adversa o aproxima ainda mais de Deus e produz a seguinte súplica: Mais perto quero estar, meu Deus, de ti.
E quando partirmos para a eternidade não precisaremos mais cantar mais perto quero estar, porque lá viveremos eternamente na presença do nosso próprio Salvador Jesus!
Glórias a Deus por bendita esperança!



Mais Perto Quero Estar

Mais perto quero estar,
meu Deus, de ti.
Mesmo que seja a dor
que me una a ti,
sempre hei de suplicar:
Mais perto quero estar,
mais perto quero estar,
meu Deus, de ti.

Marchando triste aqui,
na solidão,
paz e descanso a mim
teus braços dão.
Nas trevas vou rogar;
mais perto quero estar,
mais perto quero estar,
meu Deus, de ti.

Minha alma cantará
a ti, Senhor,
perdão aqui terá
por teu favor.
Eu sempre hei de clamar:
Mais perto quero estar,
mais perto quero estar,
meu Deus, de ti.

E quando a morte, enfim,
me vier chamar,
contigo, ó meu Senhor,
irei morar.
Então me alegrarei,
perto de ti, meu Rei,
perto de ti, meu Rei,
meu Deus, de ti!

Sarah Flower Adams, 1841

Justiça de Deus

A mensagem que segue foi extraída do devocional Pão Diário, do dia 7 de julho de 2012 - ministério Rádio Trans Mundial, RTM. Fiz alguns acréscimos que julguei pertinentes.

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.21).
Somente por meio do que Cristo realizou é que podemos ser considerados justos diante de Deus. Nem sempre conseguimos entender essa idéia, por isso a história ilustrativa a seguir contada serve para compreendê-la melhor.
Havia um rei muito poderoso e respeitado por seu povo, mas que tinha sérios problemas com furtos em seu reino. Sendo assim, o rei decretou: “Todo aquele que roubar em meu reino será açoitado publicamente vinte vezes”. Quando a ordem circulou por todo o reino, o povo temeu muito ser punido e os roubos diminuíram. Porém, certa noite, os guardas pegaram em flagrante alguém roubando em pleno palácio real. O rei ficou indignado e foi ver quem era o criminoso, mas assustou-se quando ficou diante de sua própria mãe. Agora, o rei teria de tomar uma difícil decisão. Se não cumprisse a lei, ninguém mais o respeitaria, mas se ele a cumprisse, sua mãe certamente não suportaria a dor do castigo e morreria. Todo o povo soube do ocorrido, e no dia seguinte, no local onde ocorreria a punição, curiosos esperavam para saber o que o rei faria. Quando ele apareceu com a sua mãe, cercada de guardas, o povo em silêncio aguardou a decisão. O rei, então, anunciou: “A lei será cumprida!” Tirando as suas vestes reais, ordenou aos seus guardas que aplicassem a sentença nele.
Essa pequena história nos ajuda a entender o que Cristo fez por nós na cruz. Ele não transgrediu a lei de Deus, mas pagou pelos nossos erros, assumindo toda a nossa culpa. Assim como a mãe do rei na história, nós não conseguiríamos suportar a sentença, por isso Cristo entregou sua vida em nosso lugar. Essa é a justiça que nos reconcilia com Deus.
Deus olhou para seu Filho e viu nosso pecado. Hoje, olha para seus filhos e vê sua justiça!
É assim que funciona o perdão de pecados e a reconciliação com Deus. É dessa maneira que Deus salva e dá a vida eterna. É por meio da justiça de Cristo que a graça de Deus se tornou salvadora a toda humanidade. Aleluia!
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5.1-2).

Em nome do Senhor Jesus e na força do Espírito Santo, amém.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Estamos no Mundo, Mas Dele Não Somos

O hino transcrito abaixo é uma obra de arte. Nele o autor fala da nossa condição de peregrinos caminhando rumo à Pátria Celestial, nosso verdadeiro lar.
Enquanto caminhamos aqui no mundo somos apenas mordomos das bênçãos do Senhor concedidas por generosa graça.
Como bem diz a letra, nossa vida é muito breve e passa qual vapor, deixando para trás todos os bens e realizações terrenas.
Enquanto estivermos na morada passageira sejamos apenas administradores dos bens do Senhor, pois eles nos foram confiados unicamente para usufruto na breve existência terrena.


Estamos no Mundo, Mas Dele não Somos

Estamos no mundo,
mas Dele não Somos,
aqui nós vivemos
distantes do lar;
a nossa morada
de paz se reveste,
a pátria celeste
é o nosso lugar.

Da graça divina
a mão nos acena,
e nos enriquece
de bênçãos do céu;
os frutos da terra,
os dos que nós temos,
a Deus só devemos,
foi ele quem deu.

O tempo, no entanto,
a vida transforma,
e os dias tão breves
se vão qual vapor;
com eles passamos,
por isso nós somos
apenas mordomos
dos bens do Senhor.

Vicente Russo, 1977


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Por Graça Somos Salvos


Os hinos escritos hoje pelos cristãos perderam um pouco a qualidade do conteúdo de suas letras. Uma pena!
Nos nossos dias eles parecem enaltecer mais o ego humano que a graça e o poder de Deus. Em um bom tanto deles o indivíduo é colocado no centro das atenções (canta-se para se sentir bem ou se beneficiar de alguma forma, não para adorar e louvar a Deus pelos benefícios da cruz de Cristo).
Todavia, no decorrer da história muitos filhos de Deus se levantaram movidos pelo Espírito Santo e exaltaram de forma talentosa os atributos do Criador do Universo.
Transcrevo aqui um hino que tributa a Deus todo o mérito da salvação do pecador realizada em Cristo Jesus.


Por Graça Deverei Ser Salvo

Por graça deverei ser salvo,
e disso não vou duvidar.
Bem sei que alcançarei meu alvo,
na Bíblia posso me fiar.
Jesus é quem ali me diz:
Por graça irás ao céu, feliz.

Por graça e não por dignidade!
Por obras não há salvação.
O Deus e Autor da caridade
na carne fez-se nosso irmão;
morreu a fim de nos salvar
e assim por graça o céu nos dar.

Por graça! Nota bem, por graça!
Se teu pecado te acusar,
se o diabo te trouxer desgraça,
em Cristo deves esperar.
Tu mesmo não te remirás,
só pela graça aos céus irás.

Por graça! Se amas o pecado,
não poderás jamais pensar:
Sou salvo, sou de Deus gerado.
Ao pecador Deus quer salvar;
jamais, porém, pode aceitar
a quem a graça aos pés calcar.

Por graça acolhe o Pai celeste
ao quebrantado pecador,
e de justiça Deus reveste
ao crente em Cristo, o Salvador.
Conforto e paz, a paz sem par,
somente a graça pode dar.

Por graça tenho o meu resgate;
bem alto ostento o meu pendão.
Da fé combato o bom combate,
que tem o céu por galardão.
Eu creio o que me diz Jesus:
A graça à vida te conduz.

Christian Ludwig Scheidt, 1742

Agradecimento de Um Pecador Remido




Naquela época minha vida não tinha sentido.
Eu com a vida andava desiludido.
Constantemente ficava deprimido
Porque o amor de Deus me era desconhecido.

Mas Deus me foi favorecido
E em Cristo me tornou conhecido.
Fui inundado por seu amor imerecido
Por isso meu coração ficou estremecido.

Meu viver que dantes era dolorido
Pela graça de Cristo agora foi invadido.
No Espírito hoje sou agradecido
Por tão grande amor jamais merecido.

Grimaldo Schumacker, 2012

Deus, em Cristo Jesus, é Nosso Castelo Forte

O reformador Martinho Lutero compôs o hino Castelo Forte no ano de 1528, através do qual expõe sua luta espiritual contra as forças malignas de Satanás em defesa do evangelho da salvação pela fé.
Mesmo Satanás possuindo grande poder, diante de Deus sua força nada é. Com nossas próprias armas não temos condição alguma de vencê-lo, mas munidos do poder da fé em Cristo não o temeremos jamais.
O Diabo pode tirar tudo de nós, até nossa própria vida. Ainda assim ficaremos com o bem mais importante e valioso: a Vida Eterna na presença de Deus.
Esse tesouro é nossa maior herança. Não porque temos força para conquistá-lo, mas porque Cristo o conquistou para nós por meio do seu sacrifício na cruz do calvário.
Muitos quando chegam ao “fundo do poço”, quando perdem tudo na vida, têm o privilégio de descobrir que a única coisa que lhe resta - a fé em Cristo - é o único bem que basta, porque o céu é a maior herança do pecador!
Por isso que Deus, em Cristo Jesus, é nosso Castelo Forte!


Castelo Forte

Castelo forte é nosso Deus,
defesa e boa espada;
da angústia livra desde os céus
nossa alma atribulada.
Investe satã
com hábil afã
e sabe lutar
com força e ardil sem par;
igual não há na terra.

Sem força para combater,
teríamos perdido.
por nós batalha e irá vencer
quem Deus tem escolhido.
Quem é vencedor?
Jesus Redentor,
o próprio Jeová.
pois outro Deus não há;
triunfará na luta.

O mundo venham assaltar
demônios mil, furiosos,
jamais nos podem assombrar,
seremos vitoriosos.
Do mundo o opressor,
com todo rigor
julgado ele está;
vencido cairá
por uma só palavra.

O Verbo eterno ficará,
sabemos com certeza,
e nada nos perturbará
com Cristo por defesa.
Se vierem roubar
os bens, vida e o lar –
que tudo se vá!
proveito não lhes dá.
O céu é nossa herança.

Martinho Lutero, 1528

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cristo Jesus, Nossa Rocha Eterna

Uma das mais belas poesias já composta que retrata a obra salvadora de Cristo em favor de pecadores indignos e impotentes de expiarem seus pecados.
É uma síntese da GRAÇA extraordinária de Deus manifestada no sacrifício vicário de seu Filho Jesus Cristo, o qual é nossa Rocha Eterna em quem podemos nos refugiar.
Se alguém quer saber o significado de EVANGELHO, é só meditar sobre o conteúdo da letra desse hino maravilhoso.


Rocha Eterna

Rocha eterna, meu Senhor,
és refúgio protetor.
Água e sangue o lado teu
na infamante cruz verteu.
Vem, ó Cristo, me lavar
do pecado e me salvar.

Eu de mim não cumprirei
nunca, ó Deus, a tua Lei;
por mais zelo que tiver,
por mais pranto que verter.
nada poderei pagar;
tu, só tu, me vens salvar.

Nada trago, ó meu Jesus;
só recorro à tua cruz.
Nu, me venho em ti vestir,
só a graça te pedir.
Corro, imundo, ao manancial;
lava, oh! livra-me do mal!

És amparo no viver,
és consolo no morrer,
esperança no porvir:
tu vieste me remir.
Rocha eterna, a me salvar,
hei de em ti me refugiar!

Augustus M. Toplady, 1776

sábado, 2 de junho de 2012

O Preço da Graça

Tudo na vida tem um preço.
Um terreno tem um preço, uma casa tem um preço, um carro tem um preço.
As roupas que usamos, os alimentos que saciam nossa fome e os remédios usados para tratamento da saúde têm um preço.
Para receber seu salário o trabalhador tem que estar qualificado de acordo com as técnicas de seu ofício, senão é dispensado. Por outro lado, se o empregado não é valorizado pelo serviço que faz procura outro patrão que dê o devido valor a seu trabalho. A lei humana das relações de trabalho é dessa maneira.
Quem consegue oferecer alguma atividade baseada em qualidades e capacidades individuais conquista espaço e status na sociedade na qual vivemos. Mas caso não tenha muito a oferecer o indivíduo desqualificado é posto à margem da vida social, servindo apenas de contrapeso nas conquistas das pessoas “qualificadas”.
Nos concursos públicos apenas os melhores são contratados para trabalhar, enquanto os outros concorrentes devem se preparar melhor e aguardar outra oportunidade de emprego. O dia em que forem capazes de “pagar o preço” certamente conseguirão um lugar ao sol.
Até para ser amado há um preço a ser pago. Se comportamos em desacordo com as regras de conveniência do grupo no qual estamos inseridos não recebemos afeto e amor. Para que alguém goste de nós e nos aceite temos de pagar um preço preestabelecido, do contrário ficamos privados do amor e da afetividade dos nossos semelhantes.
Um exemplo desse fato ocorre no namoro e no casamento: Só namoramos e casamos com quem paga o preço por nós estipulado de antemão, isto é, se a beleza física e o comportamento exterior do parceiro satisfazem nossos interesses.
Tudo na vida tem um preço. Nossa cultura secular é assim, é baseada no “toma-lá-dá-cá”. Até para nascer existe um preço.
Já no útero materno, do feto é requerido pagamento para ser aceito e bem recebido pelos pais. A “moeda-de-troca” exigida pelos genitores é a perfeição física do filho.
Em algumas sociedades primitivas o bebê nascido defeituoso é simplesmente sacrificado, porquanto a natureza priva-o da “moeda-de-troca” do corpo perfeito. Nas sociedades civilizadas que são bem mais desenvolvidas culturalmente requer-se um preço ainda maior para nascer e viver. Naquelas, por faltar-lhe tecnologia de monitoramento da gestação, pelo menos a criança chega a nascer com vida; nestas, com base no diagnóstico que a medicina moderna consegue realizar no ventre da mãe, o nascituro pode nem mesmo vir à luz.
Quem possui “moeda de troca” é valorizado, é amado, é útil, é aceito, e está apto a pertencer a um determinado grupo social.
A mesma lógica é aplicada dentro das religiões: quem preenche os requisitos preestabelecidos e cumpre as regras impostas é aceito e recebido, senão, é excluído ou sofre sanções do grupo.

Dessa maneira funciona a lógica do pensamento humano. Nada é de graça, tudo tem um preço. Passamos a vida inteira aprendendo e reproduzindo essa cultura do “toma-lá-dá-cá” e do “fazer-por-merecer”. É uma lei inflexível da lógica humana!
A cultura de méritos e merecimentos na qual vivemos está profundamente arraigada dentro de cada um de nós, assim como um Câncer incurável que já se alastrou por todo o corpo humano. Qualquer ato isolado praticado fora dessa ideologia de merecimentos constitui algo anormal, passível até de reprovação social.
É nesse contexto cultural que o evangelho da graça de Deus tem de ser anunciado e vivenciado. O evangelho que é a boa notícia de que Deus em Cristo reconciliou o mundo consigo, não atribuindo aos seres humanos os seus pecados (2 Coríntios 5.19). O evangelho que é a boa mensagem de que Deus perdoa e salva o homem pela fé na obra redentora de Cristo, independentemente de qualquer mérito humano (Gálatas 2.16).
Imagine o impacto da mensagem do evangelho sobre mentalidades seculares altamente impregnadas pela cultura dos merecimentos! Uma sociedade composta de indivíduos que na maioria das vezes não dá nada pra ninguém senão por interesse próprio!
Realmente a mensagem do evangelho da graça é loucura para o mundo (1 Coríntios 1.18). Ela é um escândalo, uma injustiça, porque dá a quem não merece, presenteia quem não possui nenhuma qualidade capaz de oferecer algo em troca. E para nós cuja natureza está encharcada de justiça própria é a maior das injustiças e o maior dos escândalos!
Mas a graça de Deus por definição é injusta e escandalosa mesmo, porquanto oferece e dá perdão a quem não faz e nunca consegue fazer absolutamente nada para merecê-lo.
O próprio Salvador Jesus teve muitos problemas no seu ministério terreno por conta da vivência do evangelho da graça. Os líderes religiosos da igreja daquele tempo estavam tão enfeitiçados pela cultura dos merecimentos que não aceitavam de maneira nenhuma que o Mestre se relacionasse e perdoasse pecadores indignos de perdão, aqueles que no entender deles não tinham nenhuma condição de oferecer “moeda-de-troca”.
Diante desse contexto de autojustiça, visando a abrir os olhos espirituais da liderança religiosa de então, Jesus contou várias parábolas mostrando que sua missão de perdoar e salvar pecadores pela graça divina não depende de méritos humanos, não depende da cultura do “toma-lá-dá-cá”.
Na parábola do filho pródigo o mais novo e desqualificado dos filhos foi recebido de volta e ganhou uma festa simplesmente porque voltou para a casa do pai, enquanto o filho mais velho não concordando com o perdão oferecido a seu irmão irou-se e se recusou a participar da comemoração. “Ele se indignou e não queria entrar”, porque sua mente cheia da cultura do “fazer-por-merecer” não conseguia aceitar o irmão de volta sem cobrar o devido “preço” (Lucas 15.11-32).
Em outra história ilustrativa a oração de um santo fariseu foi rejeitada, ao passo que a súplica de um publicano pecador foi aceita. Essa parábola torna-se ainda mais significativa quando se descobre o quanto os fariseus se esmeravam na prática externa de sua religião, em contraste com a famigerada profissão dos cobradores de impostos corruptos a serviço do governo romano (Lucas 18.9-14).
O registro bíblico que mais escancara a graça de Deus é a parábola dos trabalhadores da vinha. Nela o empregado mais desleixado e preguiçoso que trabalhou apenas uma hora do dia foi agraciado com o mesmo salário dos outros que labutaram o dia todo, recebendo, diga-se de passagem, primeiro que os outros trabalhadores. Chega a ser chocante uma ilustração como essa! (Mateus 20.1-16).
Apesar de a graça ser injusta, é assim mesmo que ela funciona, porque do contrário nenhum ser humano conseguiria perdão de pecados e salvação eterna.
A palavra GRAÇA significa favor imerecido. A graça divina é uma qualidade em Deus, é aquela disposição amorosa que O leva a dispensar perdão a quem não merece.
A leve introdução de méritos humanos destrói totalmente o conceito de graça. A graça por definição é injusta, porque ela dá a quem não merece receber.
Imagine uma pessoa que não trabalha e apesar disso no final do mês recebe salário! Agora acrescente outra qualidade a essa pessoa: preguiça. Além de não trabalhar é preguiçosa, e assim mesmo imerecidamente recebe salário!
Situação assim é impensável para nossa cultura de merecimentos. Dificilmente alguém se disporia a dar salário a um preguiçoso que não trabalha. Afinal de contas, no mundo tudo tem um preço.
Desse jeito é a graça de Deus. Ela é escandalosa, ofende em cheio nossa natureza humana carregada de justiça própria e orgulho. Numa cultura onde tudo tem um preço não é fácil compreendê-la e vivê-la!
Mas se Deus não tratasse conosco através da graça estaríamos todos fulminados, porque a natureza humana corrompida pelo pecado é absolutamente incapaz de cumprir as exigências de santidade e justiça divinas.
Assim como uma planta contaminada não consegue produzir frutos sadios, uma alma pecadora jamais consegue gerar obras à altura da justiça absoluta de Deus. É exatamente por esse fato que a Bíblia registra que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam” (Isaías 64.6).
Tomando conhecimento de nossa terrível condição pecaminosa podemos compreender um pouco melhor por que Deus necessariamente tem que tratar com o ser humano pela via da graça. De outro modo estaríamos todos perdidos, já que nossas melhores ações diante da justiça de Deus transformam-se em trapos sujos.
Essa graça maravilhosa e sem par que aceita e perdoa sem exigir nada em troca veio ao mundo por meio de Cristo, o qual reconciliou a raça humana consigo recebendo o castigo que por justiça a ela era devida. A fé é o meio de receber o perdão dos pecados e a salvação eterna proporcionados pela obra redentora do Filho de Deus.
É assim que a graça de Deus manifestou-se salvadora a toda a humanidade. Ela chega até nós por intermédio da obra vicária de Cristo realizada na cruz do calvário (João 1.14 e Tito 2.11), e não cobra nenhuma “moeda-de-troca” por isso (Efésios 2.8-9).
Para o Filho de Deus a redenção do ser humano custou um preço incalculável, cujo valor nossa cultura de merecimentos não consegue mensurar, muito menos imaginar (Salmos 49.7-8, Isaías 53.5). Mas para nós ela não custou e nunca custará nada, nem mesmo aquilo que de melhor nossa justiça própria pode produzir.
Para nós, humanos, a graça é de graça mesmo, visto ser a única maneira de Deus perdoar e salvar o pecador. Quem rejeita essa verdade precisa da ajuda do Espírito Santo para que seus olhos espirituais sejam abertos, do contrário nunca receberá a iluminação do evangelho de Cristo (1 Coríntios 2.14).
“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.4-5).
Essa é a mensagem do evangelho. O evangelho da graça se fundamenta naquilo que Cristo realizou em nosso favor, não naquilo que conseguimos realizar através da cultura do “fazer-por-merecer”.
Por causa de Cristo a graça é realmente de graça. Todavia, se tirarmos a justiça de Cristo do centro e no seu lugar colocarmos a nossa própria, a graça pode tornar-se impossível.

Em nome do Salvador Jesus, por meio de quem a graça de Deus chega até nós, amém.