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sexta-feira, 28 de março de 2014

Confiança no Perdão de Deus

PERDÃO significa liberar ou cancelar uma obrigação; não cobrar uma dívida; esquecer uma falta.
Todo ser humano diante de Deus é um devedor espiritual, porque é um pecador. Sendo pecador, é considerado culpado e réu de morte, vez que “o salário do pecado é a morte” - espiritual, física e eterna (Romanos 6.23).
Todos, ao nascer, sem exceção, constituem-se devedores espirituais diante de Deus, visto que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Assim ninguém torna-se, mas é um devedor espiritual de Deus.
Essa dívida espiritual é impagável porque um pecador não consegue pagá-la, visto que ela é alta demais. Observar regras morais ou religiosas não paga essa dívida. Praticar qualquer ordem de sacrifícios também não a quita ou a diminui diante de uma justiça divina absoluta.
Salmo 49.8-7 diz: “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre)”
Por ser alta demais, impagável, somente Jesus foi capaz de pagá-la. Na cruz do calvário o Filho de Deus pagou a dívida espiritual provocada pelo pecado, oferecendo-se a si mesmo como oferta pelo pagamento. Essa oferta de Jesus pelo pecado tem o nome de evangelho.
Evangelho é a boa notícia de que o nosso pecado foi pago, cancelado, perdoado. É o bom anúncio de que Jesus, o Filho de Deus encarnado, assumiu nossa dívida pagando-a totalmente, e agora não somos mais devedores espirituais. E uma boa notícia só é boa se realmente for boa mesmo; do contrário, se não for boa, ela não é boa notícia. Assim é o evangelho.
Por conta do pagamento de Cristo nossa dívida está totalmente quitada, paga, cancelada. Nossas faltas não são mais levadas em consideração. Esse foi exatamente o propósito da encarnação do Filho de Deus - cancelar nossa dívida impagável.                                                                               
Sendo isso uma verdade, pergunta-se: Nos consideramos perdoados por Deus? Já nos apropriamos desse perdão apresentado pelo evangelho? Vivemos em nossa vida diária a paz proporcionada pelo perdão de Jesus? Temos certeza e confiança na reconciliação com Deus? Ou vivemos na incerteza de estarmos ou não perdoados?
Por que às vezes temos medo de Deus? Que ideia fazemos de Deus? Que imagem de Deus criamos em nossas mentes: o Deus perdoador em Cristo ou o Deus das religiões pagãs que sempre está a exigir algum sacrifício para dar o perdão? O que nos impede de confiar e descansar no perdão da graça de Deus? O que nos faz duvidar de que aquele sacrifício de Jesus na cruz foi realizado por causa do amor de Deus por nós?
Para quem ainda não está descansando ou nutre dúvidas do perdão de Deus, o evangelho tem uma boa notícia:
Isaías 1.18: “O Senhor Deus diz: Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos com a lã”
Isaías 43.25: “Mas eu - eu mesmo - sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”
Miqueias 7.18-19: “Ó Deus, não há outro deus como tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do teu povo que ficaram vivos. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos mostrar sempre o teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as nossas maldades e jogarás os nossos pecados fundo do mar”
Colossenses 2.13-15: “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória”
Vemos que é a própria Bíblia que diz por que podemos e devemos confiar no perdão. Podemos e devemos confiar no perdão oferecido por Deus porque as nossas dívidas foram pagas, foram canceladas, foram extintas pelo sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Para Deus elas não existem mais, foram lançadas nas profundezas do mar do esquecimento, não são mais lembradas por Ele, visto que Cristo as cancelou.
Podemos e devemos descansar no perdão porque é Deus, e ninguém mais, que nos perdoa. Se quem nos perdoasse fosse qualquer outra pessoa, mesmo um santo ou um anjo, aí sim poderíamos duvidar de alguma coisa. Mas não! Não depende e nunca dependerá de outra pessoa que não do próprio Deus.
E se é Deus quem nos promete, podemos com toda confiança confiar e descansar no seu perdão. Se não confiarmos no perdão de Dele, se duvidarmos, na prática estaremos negando que a obra salvadora de Cristo nos beneficia. Podemos até crer que ela nos ajuda em alguma área de nossa vida, mas não que nos reconcilia com o Eterno para a eternidade.
Se Deus é quem nos justifica, quem poderá nos acusar? Como está escrito, “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (Romanos 8.33). Jesus disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6.37). O Salvador não nos rejeita, de modo nenhum, pois a sua vinda ao mundo foi justamente para não fazer isso, ou seja, veio para nos receber e nos aceitar, não para nos rejeitar e nos acusar.
Cristo nos promete em letras garrafais: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Sendo assim, como podemos duvidar no nosso perdão? É Jesus mesmo que nos promete o perdão dos nossos pecados, porque foi ele próprio que os pagou, que os cancelou, assumindo a nossa culpa, recebendo o nosso castigo, pagando a nossa conta por meio de seu sacrifício vicário.
Diante de um evangelho tão claro apresentado pela Bíblia, como duvidar do perdão de Deus?! É Jesus mesmo quem diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). É Jesus mesmo quem garante: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. É o próprio Salvador quem promete: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
Por todas essas promessas do evangelho de Cristo não devemos duvidar do perdão de Deus. Em Cristo agora não devemos mais nada a ninguém: nem para Deus, nem para o Diabo, nem para o inferno, nem para o mundo, nem para qualquer outro ser ou criatura! Nossa dívida impagável está totalmente paga. Paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi sacrificado em nosso lugar; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi morto por nós, mas que ressuscitou vitorioso e glorioso para nossa justificação e salvação; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que um dia voltará a fim de nos levar para o lar eterno.
Quando duvidamos do perdão de Deus na realidade não estamos acreditando que Deus fala a verdade sobre sua promessa de nos perdoar. É como se chamássemos Deus de mentiroso. Deus diz: - eu te perdoou; nós dizemos: - não, Deus, eu não acredito em você, por isso não confio na sua promessa de perdão, não acredito que sou perdoado. Deus diz: - meu Filho pagou sua dívida; nós retrucamos: - não, não creio que tudo está pago.
No entanto o perdão não depende daquilo que pensamos de Deus ou de nós mesmos, mas exclusivamente do evangelho. E o evangelho promete: “Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos com a lã”. O evangelho diz: “Mas eu - eu mesmo - sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”. O evangelho anuncia: “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória”. O evangelho é: “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). O evangelho essencialmente é “o amor de Deus em Cristo reconciliando o mundo consigo, não atribuindo aos homens os seus pecados” ( 2 Coríntios 5.19).
Como não confiar no perdão de Deus se ele existe só por causa do pecador?!


Nele, que é o perdão encarnado.

sábado, 15 de março de 2014

POR JESUS NÃO SER O QUE DEVERIA SER, É QUE ELE É O QUE É

Jesus não é um grande homem que veio mostrar exemplo a ser seguido.
Jesus não é alguém que tem uma moral de vida excelente para oferecer.
Jesus não é alguém que trouxe bons ensinamentos sobre comportamento.
Jesus não é alguém que ensinou como as pessoas podem se tornar boas.
Jesus não é um líder que apresentou fundamentos de como construir uma sociedade melhor.
Jesus não é o fundador de uma nova religião ou ordem mundial.
Jesus não é outro Moisés que veio entregar novamente as tábuas da Lei para um povo escolhido.
Jesus não é consolo para os pobres e oprimidos, nem o padrinho dos ricos e bem sucedidos.
Jesus não é solução para as doenças e o sofrimento do mundo.
Jesus não é a paz desejada e buscada pelos governos e nações.
Jesus não é um mártir especial que morreu por uma causa justa e nobre.
Jesus não é o defensor da boa conduta e dos valores da família.
Jesus não é o decodificador de um código que dá acesso a prosperidade material.
Jesus não é alguém que deve ser respeitado e admirado por ter lutado contra as injustiças sociais.
Jesus não é alguém que atingiu um ou o mais alto grau na escala da evolução do ser.
Jesus não é inventor de uma nova ideologia ou filosofia de vida.
Jesus não é um ser superior com poderes sobrenaturais que causou grande admiração por seus milagres.
Jesus não é um egocêntrico que veio pedir e exigir atenção exclusiva das pessoas.
Jesus não é um homem que se tornou divino por meio de suas práticas religiosas e morais.
Jesus também não é alguém que veio ensinar como os seres humanos devem fazer para conquistar a salvação ou chamar a atenção de Deus.
Muito menos o Deus da barganha normalmente apresentado pela religião, que recompensa a virtude e pune a fraqueza.
Nem o Deus dos católicos, dos evangélicos, dos pentecostais, dos cristãos, dos judeus, das religiões, dos crentes, dos santos, dos bons, da teologia, das igrejas etc.
Jesus não é o mais, o maior, o melhor, o primeiro, o vencedor, o merecedor, o superior, o principal, o admirável, o célebre, o notável, o conceituado, o famoso, o ilustre, o extravagante, o extraordinário, o único etc.

NÃO! Jesus nunca foi, não é e nunca será essa pessoa ou ser, porque ele jamais pode ser reduzido a alguma categoria do pensamento humano.

PORQUE ele simplesmente é:
O cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1.29)
O Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2.11).
O verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.4).
O caminho, e a verdade e a vida (João 1.23).
O Filho de Deus que cancelou o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removendo-o inteiramente, encravando-o na cruz (Colossenses 2.14).
O Cristo, em quem habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9).
A imagem exata de Deus Pai (João 10.30).
A propiciação pelos pecados do mundo inteiro (1 João 2.2).
A satisfação da justiça e santidade divinas em prol do pecador, visto que aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5.21).
O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16).
Quem foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação (Romanos 4.25).
O maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz (Isaías 9.6).
Aquele: por meio de quem fomos libertos do império das trevas e transportados para o reino do amor de Deus; no qual temos a redenção, a remissão dos pecados; que é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; em quem foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades; por meio e para quem tudo foi criado; que é antes de todas as coisas e em quem tudo subsiste; que é a cabeça do corpo, da igreja; que é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio, dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus (Colossenses 1.13-20).

Por ser quem verdadeiramente é, só Jesus pode convidar: Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida (Apocalipse 22.17).
Por ser quem verdadeiramente é, somente Jesus pode prometer: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida (João 5.24).
Por ser quem verdadeiramente é, apenas Jesus pode dar a esperança de uma nova vida, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1 Coríntios 2.9).
Por ser quem verdadeiramente é, apenas Jesus pode dizer: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá (João 11.25).


Por Jesus não ser quem nós gostaríamos que fosse, é que Ele É o que É: A Encarnação da graça de Deus. Nada menos nada mais que isso.

Por Jesus



sexta-feira, 14 de março de 2014

Ser Bom

Nem mesmo o melhor de todos os cristãos age por suas próprias forças. Só o que ele faz é conservar ou proteger uma vida que ele jamais teria adquirido por seus próprios esforços. E isso tem conseqüências práticas. Enquanto a vida natural está no nosso corpo, ela fará o que puder para restaurá-lo. Se ele sofre um corte, saberá se curar até certo ponto, de uma forma que nenhum corpo morto saberia fazer. Semelhantemente, um cristão não é uma pessoa que jamais erra, e sim alguém que é capaz de se arrepender, reerguer-se e começar novamente depois de cada queda. A vida de Cristo está dentro dele, reparando-o o tempo todo, capacitando-o a repetir (até certo ponto) o tipo de morte voluntária que Cristo mesmo tomou sobre si.
Eis a razão por que o cristão se encontra em circunstâncias diferentes de outras pessoas que tentam ser boas. Elas acham que sendo boas podem agradar a Deus; ou, se elas acham que não existe Deus algum, esperam ao menos merecer a aprovação das pessoas boas. Porém, o cristão atribui toda boa obra que faz à vida de Cristo em seu interior. Ele não tem ilusão de que Deus irá nos amar porque somos bons, mas que Deus nos fará bons por que nos ama; da mesma forma que o telhado de uma estufa não atrai os raios do sol porque é brilhante, mas se torna brilhante porque o sol brilha nele.

Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis

Em Jesus. Michele.