Seja Bem-Vindo. Hoje é

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A melhor mensagem é o Cristão


Porque relacionamento e testemunho são mais importantes (e eficazes) do que proselitismo.

O verdadeiro evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Há um aspecto peculiar na “Grande Comissão” relatada no evangelho de João que nem sempre é lembrado quando estamos tratando do envio de discípulos. Enquanto, nos outros textos sagrados, o destaque da comissão eram aspectos mais práticos (como curar os enfermos, operar sinais e fazer discípulos), no texto de João o destaque está no perdão de pecados (Jo 20.23). O conteúdo do evangelismo, seja por meio de novos ou velhos métodos, continua sendo arrependimento e perdão.
Além dessa ênfase, na comissão joanina, também fica claro que o propósito de Jesus, ao enviar seus discípulos, não era apenas o de proclamar o que ele podia fazer em favor do perdido, mas o que podia fazer por intermédio da vida de seus discípulos. “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados”: o foco não está apenas na mensagem, mas na autoridade e na vida dos mensageiros. Particularmente, não acredito que existam formas “ultrapassadas” de evangelismo. Para mim, Deus pode usar qualquer forma de levar o evangelho, seja nova, seja velha. O que me preocupa são as motivações dos crentes na hora de usar dessas fórmulas. Aquilo que, muitas vezes, a igreja está oferecendo para aumentar o número de seus membros não corresponde à verdade do evangelho e tem gerado expectativas que, certamente, serão frustradas.
Em Mateus 23.15, existe uma advertência forte de Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, vós o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. Esse é um alerta que sempre deve ser lembrado em relação à evangelização: o risco do proselitismo e do esforço em mudar a pessoa apenas exteriormente, sem transformar seu entendimento. Enquanto nos virem fazendo a coisa certa pelo interesse errado, o coração das pessoas será contagiado apenas pela cobiça, mas não transformado pelo amor.
Nada é mais evangelizador do que a forma como nos relacionamos uns com os outros em amor. Nossas relações evangelizam mais do que muitas das nossas ações. O cristão é aquele que, como Cristo, vive em favor do próximo. E é na forma como ele sacrifica seus interesses pessoais em favor do próximo que encontra sua melhor oportunidade de comunicar o que crê. Ou seja, quanto mais relacional for a estratégia evangelística, tanto mais relevante será.
Nunca a revelação de Deus vem sem relacionamento. O evangelho chega a nós por meio de pessoas. E o próprio Jesus prometeu que estaria presente na comunhão de dois ou três reunidos em seu nome. Não podemos perder de vista o quão importante isso é. A evangelização não serve, por exemplo, apenas para alcançar o evangelizado; também alcança o evangelista. Quando ele leva a mensagem a alguém, é gerado nele um profundo senso de responsabilidade pelo próximo, de tal modo que evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Por isso, eu creio que fé não seja apenas a certeza inabalável da salvação que já recebemos, mas também a disposição e o amor incansável de trabalhar para que outros também a recebam.
Texto da Revista Impacto - editorial 78. 
Escrito por Paulo Junior






sexta-feira, 2 de maio de 2014

Orgulho - O Grande Pecado

Quanto mais orgulho uma pessoa tem, menos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” A questão é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho de todos os outros. Se me sinto incomodado porque outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo – por sua própria natureza –, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. É por isso que eu disse que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso acidental sexual pode levar dois homens a competir se ambos estão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgulhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é melhor do que você. A cobiça pode levar os homens a competir entre si se não existe o suficiente par todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que jamais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males do mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobiça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 libras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. É o orgulho – o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evidentemente, é do poder que o orgulho realmente gosta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admiradores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Certamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela própria natureza: é por isso que se expande indefinidamente. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir alguém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais esperto, esse será meu rival e meu inimigo.
Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros vícios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sempre significa a inimizade – é a inimizade. E não só inimizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.
Em Deus defrontamos com algo que é, em todos os aspectos, infinitamente superior a nós. Se você não sabe que Deus é assim – e que, portanto, você não é nada comparado a ele –, não sabe absolutamente nada sobre Deus. O homem orgulhoso sempre olha de cima para baixo para as outras pessoas e coisas: é claro que, fazendo assim, não pode enxergar o que está acima de si.


Trecho do livro Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis – Editora Martins Fontes, SP, 2005.

A Ditadura do Orgulho


O triste é que o pior de todos os vícios, o orgulho, é capaz de se infiltrar no âmago das nossas vidas religiosas. Porém, é fácil ver o porquê. Os outros vícios, menos ruins, vêm do Diabo, que trabalha em nós por meio da nossa natureza animal. No entanto, o orgulho não vem da nossa natureza animal, mas diretamente do inferno. Ele é puramente espiritual, e, por isso, é o mais sutil e mortal. Pela mesma razão, o orgulho pode muitas vezes ser usado para derrubar os vícios mais simples. A verdade é que os professores muitas vezes apelam para ao orgulho ou “autoestima” dos meninos para fazê-los se comportar de forma decente. Muitas pessoas até venceram a covardia, a luxúria ou o mau humor, por aprenderem a achar que estavam abaixo do seu nível de dignidade – isto é, por orgulho. O Diabo só dá gargalhadas. Ele se contenta em ver você se tornando casto, corajoso e controlado, desde que consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo – da mesma forma que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para substituí-lo por um câncer. O orgulho é um câncer espiritual. Ele corrói a própria possibilidade de amor, de contentamento ou, até mesmo, de bom senso.

Meditação tirada do devocional Um ano com C.S.LEWIS, página 100, publicado por Editora Ultimato – original do livro Cristianismo Puro e Simples.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

As Coisas Não São Boas Nem Más em Si Mesmas

Existem apenas duas coisas que são boas ou ruins em si mesmas.
Apenas duas pessoas são em si mesmas boas ou ruins, absolutamente.
DEUS é absolutamente bom em si mesmo, e nunca pode ser menos que bom nem um pouco mal.
O DIABO é absolutamente mal em si mesmo, sendo-lhe impossível ser menos mal ou um pouco bom.
Seus anjos são a mesma coisa, não podendo nunca ser nem um pouco diferente do que de fato são.
As demais coisas, fora essas, não são em si mesmas nem ruins nem boas.
O ser humano não é em si mesmo nem absolutamente bom nem absolutamente mal. Se fosse bom em absoluto, não se encontrava depravado e corrompido; se fosse mal em absoluto, não teria a mínima possibilidade de ser restaurado e trazido para o bem.
Fora Deus e o Diabo, e seus anjos, tudo o mais pode ser bom ou mal, dependendo da atitude do coração humano.
Uma faca pode ser boa ou má, dependendo de seu uso: pode ser usada para preparar alimento que sacia a fome, ao passo que também pode ser usada para tirar a vida do semelhante. É o coração que a tornará boa ou má.
As drogas podem ser boas ou más: em quantidade certa cura doenças e salva vidas; em quantia grande e usada desregradamente transforma-se numa maldição destruidora da vida. O coração do ser humano que decide.
O sexo é bom ou mal: Usado de forma correta se mostra um elo de intimidade santa entre duas pessoas que se amam; do contrário, sua função original é deturpada e tem o poder de transformar o semelhante em apenas um objeto de satisfação da lascívia. É o coração que o tornará bom ou mal.
A religião também não é boa nem má em si mesma: Bem utilizada, abre o caminho para o conhecimento de Deus e liberta; mal utilizada, fecha o caminho para o céu e escraviza.
A ciência nunca foi má nem boa na essência: O seu bom uso facilita a vida humana com o desenvolvimento tecnológico; seu mau uso produz um exército de excluídos e marginalizados.
O dinheiro é benção ou maldição: Usando-o com o coração bondoso ajuda nas mais variadas necessidades do homem; o coração mau, porém, por causa dele é capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Eu e você não somos bons nem maus em si mesmos: Dependendo das atitudes e escolhas podemos ser demônios ou anjos na vida do semelhante.
Por esse motivo é que não podemos rotular coisas e lugares de santos ou profanos, nem pessoas de puras e impuras. Quando assim o fazemos nos tornamos hipócritas e acabamos fracassando, visto que o coração é que fará com que as coisas e pessoas sejam boas ou más.
A Bíblia diz que “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1.15).
O Salvador Jesus fala que “o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhas, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.18-20).
Para tornarmo-nos maus não precisamos de Deus nem do Diabo; basta estimular a maldade do nosso coração corrompido pelo pecado.
Para nos tornar bons precisamos da ajuda do único Ser que é absoluta e essencialmente bom e capaz de nos ajudar: Deus. De outra forma não logramos êxito, visto que Ele é a única fonte da vida verdadeira, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).
O coração humano ...
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até o bem em mal.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até Deus em Diabo.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até a vida em morte.
Mas nunca consegue transformar a morte em vida, porque um coração contaminado pelo mal jamais pode produzir vida de si mesmo.
Por conseguinte, dependemos exclusivamente de Deus para ganharmos vida e transformarmos as coisas em nosso redor em algo bom.
Porque Deus, “estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).


Na graça de Deus, no poder do Espírito e no amor de Jesus.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um Hino para Deus


Tu perdoarás aquele pecado onde comecei,
o qual é meu pecado, embora já tenha sido cometido antes?
Tu perdoarás aqueles pecados que tornei a cometer
E ainda cometo, embora eu ainda os lamente?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
Pois eu tenho mais.

Tu perdoarás aquele pecado pelo qual induzi
Outros a pecar? E fiz de meu pecado a porta deles?
Tu perdoarás aquele pecado do qual me esquivei
Por um ano ou dois, mas acabei por nele chafurdar?
Quando o tiveres feito, tu não o terás concluído,
Pois eu tenho mais.

Eu peco por temer que, quando tiver extraído minha última gota de vida, 
eu venha a perecer na praia;
Jura, pois, ti mesmo que em minha morte 
teu filho brilhará como brilha agora e brilhou outrora;

E tendo-o feito, tu o terás concluído,
Não temo mais.

Joh Donne.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Dízimo Ainda Está em Vigor?


Um dos assuntos polêmicos no meio religioso e que causa discussões acaloradas é sem dúvida o dízimo. Está ele em vigor ainda hoje? A igreja é obrigada a cobrar e os membros a pagar o dízimo? Se não for observado estará o homem roubando de Deus, merecendo, por conseguinte, repreensão ou castigo divino?

O que o Novo Testamento diz a respeito?
1. Não há mandamento no NT estabelecendo o dízimo.
2. O Salvador Jesus, a chave hermenêutica de TUDO, não o confirmou muito menos deixou ou apontou qualquer instituição ou pessoa com autorização para exigi-lo.
3. Jesus foi indiferente quanto ao dízimo dos escribas e fariseus que davam a décima parte até das coisas insignificantes, mas não deixou de adverti-los sobre o efeito alienante de uma prática religiosa destituída de justiça, misericórdia e fidelidade (Mateus 23.23).
4. A viúva pobre ofertou todo dinheiro de que dispunha, recebendo elogios do Mestre por não ofertar a sobra (Marcos 12.44).
5. Zaqueu sendo transformado pelo evangelho do Salvador resolveu dar a metade de seus bens aos pobres, não ao Templo ou às sinagogas (Lucas 19.8).
6. Os novos convertidos de Atos repartiam tudo o que tinham com os necessitados e os apóstolos que trabalhavam no serviço de evangelização (Atos 2.45; 4.32-37).
7. Os cristãos de Macedônia contribuíram para a causa do evangelho na medida de suas posses e até acima delas (2 Coríntios 8.2-4).
8. Em 2 Coríntios 9.7 o apóstolo Paulo aconselha que "cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" 
Portanto, no ministério do Salvador Jesus e dos apóstolos não encontramos confirmação do dízimo praticado no judaísmo.

Como funcionava o dízimo no Antigo Testamento?
1. Fazia parte do culto do povo judeu, sendo exigência da antiga aliança. Era destinado exclusivamente para um povo específico.
2. A tribo de Levi não recebeu terra em Canaã, porque foi incumbida do trabalho do culto judaico. Por isso os dízimos em grande parte destinavam-se para o sustento do povo dessa tribo.
3. A décima parte de toda a produção dos israelitas destinava-se para o funcionamento da “Casa do Senhor” (Tabernáculo e, depois, o seu substituto, o Templo): a) sustento dos levitas e suas famílias; b) manutenção do Templo; c) ajuda aos necessitados.
4. O dízimo foi estabelecido por causa da “dureza do coração” humano. Não fosse assim, Deus não teria imposto taxa alguma para os israelitas; as ofertas seriam voluntárias e em quantidade mais que suficiente para o sustendo do culto judaico e tudo o que o envolvia.
5. Inexistia qualquer barganha com a oferta do dízimo. A promessa em Malaquias (3.6-12) fazia parte da antiga aliança e não dizia respeito a nenhuma troca ou compra de favores divinos. A questão era a obediência ao pacto estabelecido entre Deus e o povo judeu, não simplesmente a entrega da décima parte dos rendimentos em determinado lugar.
Portanto, o dízimo no AT fazia parte do pacto estabelecido entre Deus e um povo específico, chamado povo judeu ou israelita.

Como deve funcionar hoje?
1. No evangelho, que é o bom anúncio de salvação por graça, ninguém deve absolutamente nada a ninguém. Nem para Deus, nem para o diabo, nem para qualquer pessoa ou instituição religiosa.
2. Não há, como nunca houve nem haverá, barganha com Deus. A graça é de graça mesmo e Deus não é barganhista.
3. Quem frequenta alguma instituição séria e comprometida com o evangelho deve contribuir, visto que ela não sobrevive sem recursos. A contribuição há de ser significativa, livre, voluntária e de acordo com a possibilidade de cada um. A porcentagem fica por conta da quantidade de evangelho no coração.
4. Em conformidade com os ensinamentos de Cristo o ideal seria fazer para comer, vestir, morar e atender outras necessidades básicas, e a outra parte socorrer as necessidades do próximo. A porcentagem, então, se mostraria o assunto menos importante no processo: 5, 10, 20, 40, 50 por centro, ou mais.
No evangelho é dessa forma. Não é separar míseros 10% para uma instituição e empregar os outros 90 para saciar a lascívia consumista do ventre carnal.
Se levarmos a sério o espírito do evangelho de Cristo, somos obrigados a concordar que uma parte de dez sempre será sobra e acaba produzindo alienação. Se Deus barganhasse é certo que não estabeleceria uma porcentagem tão pequena, a não ser que fosse um Deus bem barato.

Para refletir:
Considerando a importância que o dízimo ganhou dentro da religião, principalmente no que diz respeito à ideia de barganha infundida na mente dos fieis pela sua prática, lanço algumas questões para reflexão.
1. Se o dízimo atrai as bênçãos de Deus, principalmente na área financeira, por que a quase totalidade da riqueza mundial está nas mãos de pessoas que não dizimam nem frequentam igreja ou qualquer instituição religiosa?
Mateus 5.45: A graça de Deus ”faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”
2. O dízimo pode tornar-se uma forma de alienação religiosa: Alguém pode ser um dizimista meticuloso das coisas mais insignificantes, mas negar os preceitos mais importantes da lei.
Mateus 23.23: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade” 
3. Qual instituição Jesus criou ou qual pessoa ficou por Ele autorizada a exigir qualquer tipo de “pedágio” para se relacionar com Deus?
Mateus 10.8: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí”
4. Por que existem tantos ministros pregando preceitos da antiga aliança, quando o NT diz tão claramente que devemos ser ministros da nova aliança e não nos submetermos novamente a novo jugo de escravidão?
2 Coríntios 3.6: Deus “nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”
Gálatas 5.1: “para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”
5. Por que há tanto interesse na prosperidade material supostamente advinda do dízimo se o Salvador e o NT advertem acerca do perigo das riquezas e apontam um reino que não é desse mundo?
1 Timóteo 6.6-10: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”
Mateus 19.23-24: “disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reio dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reio de Deus”
João 18.36: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo”
Mateus 6.19-20: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam”
Mateus 6.20: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus”

Considerações finais
Para quem de fato compreende o significado do evangelho de Cristo o dízimo é questão de somenos importância. Na nova aliança do evangelho não há discussão sobre décima parte de nada, mas, sim, a respeito da totalidade de tudo em prol do reino de Deus.
Em Cristo não deveríamos entregar apenas dez por cento para uma instituição, mas nos entregarmos por inteiro na causa do evangelho da vida eterna.
E para agirmos dessa forma a prescrição da lei não funciona; não funcionou no AT e nunca funcionará, porque no amor não há imposição.





Nele, amém.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Programa Renascer com Jesus


Hoje trouxe para vocês o link de acesso à Rádio Sociedade Espigão AM - 1570
Ouça o programa realizado toda semana na quinta-feira às 18 horas. 
Participe da programação!! Comente...
Você é nosso convidado mais que especial.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Confiança no Perdão de Deus

PERDÃO significa liberar ou cancelar uma obrigação; não cobrar uma dívida; esquecer uma falta.
Todo ser humano diante de Deus é um devedor espiritual, porque é um pecador. Sendo pecador, é considerado culpado e réu de morte, vez que “o salário do pecado é a morte” - espiritual, física e eterna (Romanos 6.23).
Todos, ao nascer, sem exceção, constituem-se devedores espirituais diante de Deus, visto que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Assim ninguém torna-se, mas é um devedor espiritual de Deus.
Essa dívida espiritual é impagável porque um pecador não consegue pagá-la, visto que ela é alta demais. Observar regras morais ou religiosas não paga essa dívida. Praticar qualquer ordem de sacrifícios também não a quita ou a diminui diante de uma justiça divina absoluta.
Salmo 49.8-7 diz: “Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre)”
Por ser alta demais, impagável, somente Jesus foi capaz de pagá-la. Na cruz do calvário o Filho de Deus pagou a dívida espiritual provocada pelo pecado, oferecendo-se a si mesmo como oferta pelo pagamento. Essa oferta de Jesus pelo pecado tem o nome de evangelho.
Evangelho é a boa notícia de que o nosso pecado foi pago, cancelado, perdoado. É o bom anúncio de que Jesus, o Filho de Deus encarnado, assumiu nossa dívida pagando-a totalmente, e agora não somos mais devedores espirituais. E uma boa notícia só é boa se realmente for boa mesmo; do contrário, se não for boa, ela não é boa notícia. Assim é o evangelho.
Por conta do pagamento de Cristo nossa dívida está totalmente quitada, paga, cancelada. Nossas faltas não são mais levadas em consideração. Esse foi exatamente o propósito da encarnação do Filho de Deus - cancelar nossa dívida impagável.                                                                               
Sendo isso uma verdade, pergunta-se: Nos consideramos perdoados por Deus? Já nos apropriamos desse perdão apresentado pelo evangelho? Vivemos em nossa vida diária a paz proporcionada pelo perdão de Jesus? Temos certeza e confiança na reconciliação com Deus? Ou vivemos na incerteza de estarmos ou não perdoados?
Por que às vezes temos medo de Deus? Que ideia fazemos de Deus? Que imagem de Deus criamos em nossas mentes: o Deus perdoador em Cristo ou o Deus das religiões pagãs que sempre está a exigir algum sacrifício para dar o perdão? O que nos impede de confiar e descansar no perdão da graça de Deus? O que nos faz duvidar de que aquele sacrifício de Jesus na cruz foi realizado por causa do amor de Deus por nós?
Para quem ainda não está descansando ou nutre dúvidas do perdão de Deus, o evangelho tem uma boa notícia:
Isaías 1.18: “O Senhor Deus diz: Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos com a lã”
Isaías 43.25: “Mas eu - eu mesmo - sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”
Miqueias 7.18-19: “Ó Deus, não há outro deus como tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do teu povo que ficaram vivos. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos mostrar sempre o teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as nossas maldades e jogarás os nossos pecados fundo do mar”
Colossenses 2.13-15: “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória”
Vemos que é a própria Bíblia que diz por que podemos e devemos confiar no perdão. Podemos e devemos confiar no perdão oferecido por Deus porque as nossas dívidas foram pagas, foram canceladas, foram extintas pelo sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Para Deus elas não existem mais, foram lançadas nas profundezas do mar do esquecimento, não são mais lembradas por Ele, visto que Cristo as cancelou.
Podemos e devemos descansar no perdão porque é Deus, e ninguém mais, que nos perdoa. Se quem nos perdoasse fosse qualquer outra pessoa, mesmo um santo ou um anjo, aí sim poderíamos duvidar de alguma coisa. Mas não! Não depende e nunca dependerá de outra pessoa que não do próprio Deus.
E se é Deus quem nos promete, podemos com toda confiança confiar e descansar no seu perdão. Se não confiarmos no perdão de Dele, se duvidarmos, na prática estaremos negando que a obra salvadora de Cristo nos beneficia. Podemos até crer que ela nos ajuda em alguma área de nossa vida, mas não que nos reconcilia com o Eterno para a eternidade.
Se Deus é quem nos justifica, quem poderá nos acusar? Como está escrito, “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (Romanos 8.33). Jesus disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6.37). O Salvador não nos rejeita, de modo nenhum, pois a sua vinda ao mundo foi justamente para não fazer isso, ou seja, veio para nos receber e nos aceitar, não para nos rejeitar e nos acusar.
Cristo nos promete em letras garrafais: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Sendo assim, como podemos duvidar no nosso perdão? É Jesus mesmo que nos promete o perdão dos nossos pecados, porque foi ele próprio que os pagou, que os cancelou, assumindo a nossa culpa, recebendo o nosso castigo, pagando a nossa conta por meio de seu sacrifício vicário.
Diante de um evangelho tão claro apresentado pela Bíblia, como duvidar do perdão de Deus?! É Jesus mesmo quem diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). É Jesus mesmo quem garante: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. É o próprio Salvador quem promete: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
Por todas essas promessas do evangelho de Cristo não devemos duvidar do perdão de Deus. Em Cristo agora não devemos mais nada a ninguém: nem para Deus, nem para o Diabo, nem para o inferno, nem para o mundo, nem para qualquer outro ser ou criatura! Nossa dívida impagável está totalmente paga. Paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi sacrificado em nosso lugar; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi morto por nós, mas que ressuscitou vitorioso e glorioso para nossa justificação e salvação; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que um dia voltará a fim de nos levar para o lar eterno.
Quando duvidamos do perdão de Deus na realidade não estamos acreditando que Deus fala a verdade sobre sua promessa de nos perdoar. É como se chamássemos Deus de mentiroso. Deus diz: - eu te perdoou; nós dizemos: - não, Deus, eu não acredito em você, por isso não confio na sua promessa de perdão, não acredito que sou perdoado. Deus diz: - meu Filho pagou sua dívida; nós retrucamos: - não, não creio que tudo está pago.
No entanto o perdão não depende daquilo que pensamos de Deus ou de nós mesmos, mas exclusivamente do evangelho. E o evangelho promete: “Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos com a lã”. O evangelho diz: “Mas eu - eu mesmo - sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”. O evangelho anuncia: “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória”. O evangelho é: “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). O evangelho essencialmente é “o amor de Deus em Cristo reconciliando o mundo consigo, não atribuindo aos homens os seus pecados” ( 2 Coríntios 5.19).
Como não confiar no perdão de Deus se ele existe só por causa do pecador?!


Nele, que é o perdão encarnado.

sábado, 15 de março de 2014

POR JESUS NÃO SER O QUE DEVERIA SER, É QUE ELE É O QUE É

Jesus não é um grande homem que veio mostrar exemplo a ser seguido.
Jesus não é alguém que tem uma moral de vida excelente para oferecer.
Jesus não é alguém que trouxe bons ensinamentos sobre comportamento.
Jesus não é alguém que ensinou como as pessoas podem se tornar boas.
Jesus não é um líder que apresentou fundamentos de como construir uma sociedade melhor.
Jesus não é o fundador de uma nova religião ou ordem mundial.
Jesus não é outro Moisés que veio entregar novamente as tábuas da Lei para um povo escolhido.
Jesus não é consolo para os pobres e oprimidos, nem o padrinho dos ricos e bem sucedidos.
Jesus não é solução para as doenças e o sofrimento do mundo.
Jesus não é a paz desejada e buscada pelos governos e nações.
Jesus não é um mártir especial que morreu por uma causa justa e nobre.
Jesus não é o defensor da boa conduta e dos valores da família.
Jesus não é o decodificador de um código que dá acesso a prosperidade material.
Jesus não é alguém que deve ser respeitado e admirado por ter lutado contra as injustiças sociais.
Jesus não é alguém que atingiu um ou o mais alto grau na escala da evolução do ser.
Jesus não é inventor de uma nova ideologia ou filosofia de vida.
Jesus não é um ser superior com poderes sobrenaturais que causou grande admiração por seus milagres.
Jesus não é um egocêntrico que veio pedir e exigir atenção exclusiva das pessoas.
Jesus não é um homem que se tornou divino por meio de suas práticas religiosas e morais.
Jesus também não é alguém que veio ensinar como os seres humanos devem fazer para conquistar a salvação ou chamar a atenção de Deus.
Muito menos o Deus da barganha normalmente apresentado pela religião, que recompensa a virtude e pune a fraqueza.
Nem o Deus dos católicos, dos evangélicos, dos pentecostais, dos cristãos, dos judeus, das religiões, dos crentes, dos santos, dos bons, da teologia, das igrejas etc.
Jesus não é o mais, o maior, o melhor, o primeiro, o vencedor, o merecedor, o superior, o principal, o admirável, o célebre, o notável, o conceituado, o famoso, o ilustre, o extravagante, o extraordinário, o único etc.

NÃO! Jesus nunca foi, não é e nunca será essa pessoa ou ser, porque ele jamais pode ser reduzido a alguma categoria do pensamento humano.

PORQUE ele simplesmente é:
O cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1.29)
O Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2.11).
O verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.4).
O caminho, e a verdade e a vida (João 1.23).
O Filho de Deus que cancelou o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removendo-o inteiramente, encravando-o na cruz (Colossenses 2.14).
O Cristo, em quem habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9).
A imagem exata de Deus Pai (João 10.30).
A propiciação pelos pecados do mundo inteiro (1 João 2.2).
A satisfação da justiça e santidade divinas em prol do pecador, visto que aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5.21).
O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16).
Quem foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação (Romanos 4.25).
O maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz (Isaías 9.6).
Aquele: por meio de quem fomos libertos do império das trevas e transportados para o reino do amor de Deus; no qual temos a redenção, a remissão dos pecados; que é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; em quem foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades; por meio e para quem tudo foi criado; que é antes de todas as coisas e em quem tudo subsiste; que é a cabeça do corpo, da igreja; que é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio, dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus (Colossenses 1.13-20).

Por ser quem verdadeiramente é, só Jesus pode convidar: Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida (Apocalipse 22.17).
Por ser quem verdadeiramente é, somente Jesus pode prometer: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida (João 5.24).
Por ser quem verdadeiramente é, apenas Jesus pode dar a esperança de uma nova vida, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1 Coríntios 2.9).
Por ser quem verdadeiramente é, apenas Jesus pode dizer: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá (João 11.25).


Por Jesus não ser quem nós gostaríamos que fosse, é que Ele É o que É: A Encarnação da graça de Deus. Nada menos nada mais que isso.

Por Jesus



sexta-feira, 14 de março de 2014

Ser Bom

Nem mesmo o melhor de todos os cristãos age por suas próprias forças. Só o que ele faz é conservar ou proteger uma vida que ele jamais teria adquirido por seus próprios esforços. E isso tem conseqüências práticas. Enquanto a vida natural está no nosso corpo, ela fará o que puder para restaurá-lo. Se ele sofre um corte, saberá se curar até certo ponto, de uma forma que nenhum corpo morto saberia fazer. Semelhantemente, um cristão não é uma pessoa que jamais erra, e sim alguém que é capaz de se arrepender, reerguer-se e começar novamente depois de cada queda. A vida de Cristo está dentro dele, reparando-o o tempo todo, capacitando-o a repetir (até certo ponto) o tipo de morte voluntária que Cristo mesmo tomou sobre si.
Eis a razão por que o cristão se encontra em circunstâncias diferentes de outras pessoas que tentam ser boas. Elas acham que sendo boas podem agradar a Deus; ou, se elas acham que não existe Deus algum, esperam ao menos merecer a aprovação das pessoas boas. Porém, o cristão atribui toda boa obra que faz à vida de Cristo em seu interior. Ele não tem ilusão de que Deus irá nos amar porque somos bons, mas que Deus nos fará bons por que nos ama; da mesma forma que o telhado de uma estufa não atrai os raios do sol porque é brilhante, mas se torna brilhante porque o sol brilha nele.

Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis

Em Jesus. Michele.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Uma teologia prazerosa

Uma razão por que muitas pessoas acham a teoria da evolução tão atraente é que ela nos proporciona o grande consolo emocional de acreditar em um Deus sem termos de assumir nenhuma conseqüência. Quando você se sente disposto e o sol brilha, e você não quer acreditar que o universo todo não passa de uma mera dança mecânica de átomos, é bom ser capaz de pensar nessa grande força misteriosa como uma onda gigantesca que se move através dos séculos, carregando você em sua cristã. Se, por outro lado, você estiver propenso a fazer algo vergonhoso, a Força Vital, que não passa de uma energia cega, amoral e desprovida de mente, jamais irá interferir em sua vida da mesma forma como faz aquele Deus terrível, do qual ouvimos falar na infância. A Força Vital é uma espécie de Deus domesticado. Podemos acioná-la quando bem entendemos, desde que ela não interfira em nossas vidas. Podemos, assim, usufruir de todas as emoções da religião, sem nenhum custo. Seria essa Força Vital a maior expressão de falsa esperança que o mundo já viu?      

Meditação tirada do devocional Um ano com C.S.LEWIS, página 16, publicado por Editora Ultimato – original do livro Cristianismo Puro e Simples.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O PECADO MATA, MAS CRISTO DÁ VIDA


Pecado é tudo aquilo que está contra a santidade absoluta de Deus. É fazer ou deixar de fazer o que a Lei proíbe ou manda. Ou, ainda, não estar em conformidade com a santidade divina. Assim sendo, toda vez que faço algo proibido, deixo de fazer o que é ordenado ou não me conformo com a santa natureza de Deus sou achado em pecado.

Fazer o que é proibido. “não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20.17). É um pecado de ação positiva.

Deixar de fazer o que é ordenado. “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tiago 4.17). Pecado de ação negativa.

Não ser de acordo com a santidade de Deus. “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5.48). Pecado de existir como pessoa.

Em todos esses casos – fazer, deixar de fazer ou não estar conforme a natureza santa de Deus – se não há cumprimento absoluto da Lei, 100%, somos apanhados em pecado e declarados culpados e réus de morte – física, espiritual e eterna – pois “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23a).

A Bíblia fala e a experiência mostra que humano algum consegue cumprir as exigências de Deus como a Lei requer, já que “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3.10-12), e que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23).

Por mais que tentamos, não obtemos êxito. Mesmo se conseguimos na nossa justiça exterior cumprir muitos mandamentos, a própria Palavra nos reprova: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago, 2.10). Imagine alguém conseguindo acertar noventa e nove questões de uma prova e mesmo assim ser reprovado porque errou apenas uma! Alguém pode protestar: “Isso é ilógico e injusto!” “Será que um excelente desempenho na vida moral ao menos não nos coloca numa posição melhor diante de Deus?” Como vimos, a Bíblia responde que não, por mais injusto que possa parecer.

A Lei, expressão da mais absoluta santidade de Deus, é uma unidade parecida com uma corrente: composta por muitos seguimentos de argolas entrelaçadas. Se uma “argola” é quebrada, ela se parte e perde sua unidade. Assim é a Lei de Deus.

A exigência da Lei quanto à conduta humana é duríssima. Sendo realista, é absolutamente impraticável visto que nenhuma pessoa consegue atingir a perfeição de seus preceitos. E nem poderia ser de outra forma, uma vez que a própria Palavra diz que “a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7.14).

Ser carnal significa ser pecador, corrompido, depravado, estragado. O homem natural é corrompido pelo pecado, tendente e inclinado a fazer o que é mal, a realizar o que é contra a vontade de seu Criador. É, por natureza, inimigo de Deus, pecador, carnal. “a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo” (Romanos 8.7). P

Nenhuma força moral que esteja no homem é capaz de levá-lo a buscar a Deus de forma independente. Sem um auxílio que vem de fora dele jamais teria desejo das coisas do alto, jamais sentiria necessidade de reconciliação, de estar na presença do Deus vivo Criador do Universo – está morto em “delitos e pecados” (Efésios 2.1), à semelhança de um defunto frio e sem vida, inerte.

Na criação, quando Deus fez o homem, disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança [...] Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gênesis 1.26-27). Depois da Queda em pecado, a Escritura diz: “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem” (Gênesis 5.3). Antes do pecado, à imagem e semelhança de Deus; depois, à imagem e semelhança do homem corrompido. Antes da Queda, vivia na presença de seu Criador; depois, teve medo e fugiu da sua presença.

O Rei Davi entendeu bem as conseqüências da Queda: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido” (Salmos 51.5). Assim, o ser humano não se torna pecador porque peca, mas peca porque é pecador.

Portando, o ser humano é carnal. É o oposto de espiritual.

A Lei é espiritual porque é santa, justa e boa. Vem do próprio Espírito de Deus, é uma revelação do santo caráter divino, reflete a mais íntima e absoluta essência da santidade do Criador. Se Deus é perfeito, sua vontade (Lei) outra coisa não pode ser que perfeição. Corresponde a algo que transcende nossas simplórias idéias de regras morais do comportamento humano.

Sendo espiritual deve a Lei atingir o espírito, a alma, a essência do ser, para haver uma correspondência perfeita entre o homem e Deus. Isso só acontece quando há um cumprimento da Lei no verdadeiro espírito e amor a Deus, na essência da alma, no interior do coração, no mais íntimo do ser. A Lei deve ser observada por motivo justo, tarefa impossível ao homem pecador que só consegue praticar uma mera justiça exterior, e assim mesmo por motivação injusta: por medo, autojustiça, orgulho, interesse próprio etc.

Por tais motivos há uma incompatibilidade entre o ser humano e a Lei do Criador: o homem é carnal; a Lei, espiritual. Toda tentativa do homem em se conformar perfeitamente à vontade santa da Lei resulta em derrota e frustração, semelhante a alguém tentando colocar uma carga de vinte mil quilos num carrinho de brinquedo de uma criança. O peso incomensurável da Lei simplesmente esmaga quem tenta carregá-lo, e acaba por ele sendo destruído: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei, estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3.10). Por conta desse fato é que “pela lei, ninguém é justificado diante de Deus” (Gálatas 3.11).

A Lei, na sua mais importante tarefa, é espelho que revela e mostra o verdadeiro estado espiritual das pessoas: a doença terrível do pecado. O pecado que é algo seriíssimo, que separa a criatura do Criador, cujo real significado não conseguimos nem mesmo imaginar. Como defini-lo ou conceituá-lo? O que podemos saber sobre ele é a experiência de sentir na pele seus devastadores efeitos, como a morte e todos os males que nos sobrevêm na vida.

Eis uma grande realidade no Universo: O PECADO.

O pecado separa o homem de Deus, o pecado torna o homem inimigo de Deus, o pecado acaba com toda tentativa de aproximação de Deus. E para piorar a situação não há nada que o pecador possa fazer a fim de mudar sua triste sorte, já que como visto não consegue por si só atingir a santidade e justiça de Deus pelo caminho da Lei.

Em razão dessa realidade Deus mesmo teve que intervir. Exatamente por esse motivo é que a reconciliação da criatura com o Criador necessariamente vem por iniciativa exclusiva do próprio Deus. Deus não deixou sua criação à deriva como uma embarcação perdida e sem rumo em alto mar. Não! Graças a Ele temos uma solução para o nosso maior problema na vida.

Se o pecado constitui uma força fenomenal terrível causadora do maior mal existente – separação de Deus – Jesus Cristo é aquele que supera em números infinitos todos os seus efeitos maléficos sobre a vida do homem. Em Jesus o pecado perde seu poder de morte e separação, em Jesus Cristo o pecado está derrotado, morto e sepultado. Seus efeitos continuam causando dor, sofrimento e morte aqui no Planeta, mas não tem mais o poder de nos separar do nosso Criador, nem agora nem eternamente.

Estávamos mortos espiritualmente pelo nosso pecado, mas Deus nos deu vida juntamente com Cristo, “perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2.13.14). Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, que sofreu as terríveis conseqüências do pecado em sua pele, pagou a nossa dívida impagável. Jesus Cristo, a encarnação da graça, cumpriu a Lei em sua absoluta totalidade em nosso lugar.

Graças a Jesus, o Salvador, estamos em paz novamente com o Criador. Por Jesus, o pecado não nos separa da eternidade de bem-aventurança. Por causa de Jesus, aguardamos aquele grande dia quando todo mal cessará e já não mais existirá. Por Cristo, nosso pecado está totalmente pago e liquidado, pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 5.20-21).

O salário do pecado com certeza é a morte, “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus” (Romanos 6.23). O pecado mata, mas cristo dá vida.

E “eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.38-39).



Muito obrigado, meu Senhor Jesus.