Seja Bem-Vindo. Hoje é

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

A PANDEMIA DO ÓDIO


 

O mundo, enfim, entrou na reta final no combate à pandemia provocada pelo vírus da Covid 19. Assim esperamos que aconteça.

Já fazia um bom tempo que o mundo não enfrentava um flagelo dessa grandeza, causando muito medo pelo potencial de matar e pelas suas consequências, não só na saúde mas também na economia, educação e em todas as áreas de vivência humanas.

Não poucos se desesperaram, pois para o vírus não havia vacina nem remédio, impondo nas mentes um terror pelo que pudesse causar na sociedade. Nos unimos então em torno do que estava ao nosso alcance para frear os contágios e mortes, como isolamento, restrições sociais, uso de máscaras etc.

Não sei se o mundo já havia empregado tanto esforço em conjunto e tanto dinheiro em pesquisas no desenvolvimento de uma vacina.

Mas, enfim, em tempo recorde, ela veio e o mundo começou a se vacinar.

Hoje, graças a Deus e aos esforços de todos, podemos dizer que vencemos esse mal terrível: o vírus da Covid 19.

 

domingo, 30 de outubro de 2022

DEUS É DE DIREITA OU DE ESQUERDA?

UMA PALAVRA DE ALERTA PARA O POVO DE DEUS.

Por Grimaldo Schumacker

Diante da atual situação político-partidária que estamos atravessando no Brasil, num cenário
de forte polarização política em que se está produzindo tanto ódio, desavenças e divisão, tantas notícias falsas e ataques, tantos extremos, sinto a necessidade de dar algumas palavras para que possamos refletir se nossa atuação como cristãos está mesmo de acordo com o evangelho do Salvador Jesus, se verdadeiramente o “deus” que está acima de tudo e todos de fato é o Deus que o Filho apresentou ao mundo nos 4 evangelhos.

Uma Mensagem de Alerta


Essa é uma mensagem de alerta e reflexão baseada no Deus que o Filho Encarnado nos revelou, direcionada primeira e principalmente a todos nós que nos autodenominamos
“cristãos”.

Uma autoanálise, se estamos de fato e de verdade vivendo os princípios ensinados por Cristo

Quem ler essa mensagem use-a para olhar para dentro de seu próprio coração e se perguntar:
Quais os frutos que estou produzindo como filho de Deus? (Lucas 6.43-45). Não com a finalidade de olhar para os outros, mas para nós mesmos (Mateus 7.4-5).
Se alguém que ler essa mensagem de alerta e se descobrir envolvido nesse emaranhado de ódios e paixões, interesses temporais e passageiros, que, diga-se de passagem, são a regra que governa e dirige o mundo, arrependa-se e volte imediatamente para o Caminho do qual nunca deveria ter saído, se de fato algum dia esteve nele.


Se você não está percorrendo por essa estrada larga (Mateus 7.13-14) cheia de hostilidade e divisões, se você de fato é um seguidor da doutrina de Cristo, se você enxerga claramente
que boa parte de nossas instituições religiosas se transformou em um ambiente cheio de gente e vazias de Deus, então, por favor e gentileza, repasse este alerta para os quatro cantos da terra.
Leiam, estudem, meditem, reflitam, analisem e vejam se Deus produz essas coisas
horrendas que estão sendo produzidas e disseminadas em nosso meio social. Se de fato podemos dizer que nosso País é um “País cristão”.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz a todos nós que professamos a fé

em Deus (Apocalipse 3.6)


Desde já deixo bem claro que não sou nem lulista nem bolsonarista, mas, sim, do partido que Cristo apresentou como o único caminho que é possível um cristão trilhar. Doutra forma, isto é, fora desse caminho que Jesus apresenta, não podemos nem começar a pensar que estamos observando os preceitos do Senhor e Criador do Universo.
Falo também sobre como um cristão deve participar da política, se pode participar. E
explico tudo com base no evangelho de Cristo, este que é a interpretação máxima e absoluta
de tudo o que significa Deus.


Peço humildemente que, antes de refutar as palavras ditas aqui, leiam, releiam e trileiam os quatro evangelhos. Porque é ali que temos a maior revelação de quem Deus é, o próprio filho de Deus que é a imagem exata do Deus Pai (Hebreus 1.3).
Não é a mim que alguém pode pretender refutar, mas o próprio Deus apresentado por Jesus.
Aqui só mostro Jesus ensinando, falando e, o mais importante ainda, vivendo. Não pretendo ser juiz na vida de ninguém.
O que vemos nos últimos anos no cenário político-partidário de nosso Brasil é um
envolvimento enorme de cristãos, que, diga-se de passagem, não é ruim, pois todos temos o direito e o dever de dar nossa contribuição para a busca de uma sociedade mais justa e solidária. Afinal de contas, somos também além de cidadãos dos céus, cidadãos desse mundo com direitos e obrigações legais.
Esse envolvimento na política por parte de nós cristãos, sem generalizar, infelizmente deixa a desejar, visto que as nossas obras não estão correspondendo à nossa fé. Dito de outra forma: os frutos que estamos produzindo, na sua maioria, é diferente da árvore que é Jesus, nosso candidato perfeito que nos salvou e nos orienta como viver.
Não estou aqui falando em perfeição, pois se assim fosse não teria a mínima condição moral e ética pra falar qualquer coisa com qualquer pessoa. Pretendo aqui mostrar que o caminho
que parte de nós está trilhando nessas eleições não se parece em nada com o verdadeiro Caminho, com os frutos do evangelho de Cristo.

O Ódio Das Redes Sociais


No ambiente das redes sociais, por exemplo, testemunhamos dia e noite, sem tréguas, um turbilhão de ódio contra nosso semelhante, preconceito, racismo, notícias falsas, agressões e violências verbais, ataques às instituições e autoridades, ira contra tudo e todos somente pelo fato de os outros pensarem ou viverem diferente de nós. Ou por acharmos que somos o dono da verdade. Na verdade, é mais que certo que somos mesmo donos da “nossa própria
verdade”.


Tudo isso, que podemos chamar de obras da carne (Gálatas 5.19-21), isto é, da nossa pecaminosidade, está entrando e se infiltrando com grande poder e força dentro de nossas igrejas e religiões.
Primeiro entra no coração, de onde todo pecado procede (Mateus 15.19), depois é
pulverizado para todos que estão em nossa volta como um “veneno bem venenoso”.
Temos visto com tristeza e espanto tantas pessoas boas se transformando, aos poucos, dia a dia, em pessoas más, ruins, perdendo aquela consideração pelo semelhante que é própria do evangelho da graça. Aos poucos, como um copo que se enche e transborda gota a gota, um
tanto de gente bondosa está endurecendo o coração e produzindo frutos da carne, não do espírito, por causa de paixão ou ódio por um líder político.
Começa com apenas uma preferência política, depois evolui para uma oposição, cresce mais
ainda para uma antipatia. E aí pode transpor a barreira do ódio, num processo que acontece, como dito, aos poucos sem que a pessoa se aperceba dessa progressão danosa. Ao final,
mãos e bocas que deveriam abençoar com as bênçãos do evangelho do amor acabam
agredindo e amaldiçoando, fazendo tudo o que é contrário ao que o Deus que de fato está acima de tudo e todos ensina.


De que adianta se somos desta ou daquela religião ou igreja, se somos batizados no prato, no batistério ou nas águas correntes, se tomamos santa ceia/eucaristia todo dia, se oramos de pé, de olhos fechados ou de joelhos, se temos a sã doutrina, se nos vestimos bem ou se não nos misturamos com pessoas impuras, se não frequentamos lugares mal afamados ou
contaminados, se praticamos santidade?

De que adianta se andamos com a bíblia debaixo do braço todo dia, se fazemos devoção o tempo todo, se damos oferta ou dízimo, se praticamos a boa moral e o bom costume, se estamos toda semana no templo? De que adianta dizermos
que defendemos a vida, a pátria, a família, a liberdade, os pobres, as leis, a justiça e um tanto de coisas boas e legítimas?


Se tudo isso for praticado sem o amor do evangelho, amor que leva a querer o bem do próximo, a praticar a bondade, a verdade, a justiça, a perdoar, de nada vale. As nossas melhores obras e intenções feitas sem a correspondência aos ensinos de Cristo na verdade não passam de abominação perante Deus, pois

“Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.”

(1 Coríntios 13.3).


Tanto mal que já foi praticado no mundo em nome de Deus! As piores coisas já foram e ainda são praticadas no mundo em nome de Deus, um deus que na verdade não existe. É um deus que criamos em nossas mentes para tentar justificar nossa maldade. Porque o Deus verdadeiro, revelado em Jesus, não produz nem pode produzir tanto ódio, tanta discriminação, tanta desconsideração contra nosso semelhante. Semelhante que tem uma vida como eu tenho, que vale o mesmo preço de redenção, que é amado do mesmo tando que sou amado, cujos pecados também foram perdoados como foram os meus.


Na Alemanha nazista, por exemplo, num dos regimes de governo mais brutais da História, Hitler recebeu apoio e fez tudo o que fez por causa de pessoas boas como nós. Pais de família, com esposa, filhos e netos, cristãos e autoridades, toda sorte de classe social. Todas aquelas atrocidades praticadas por aquele regime diabólico não foram executadas por pessoas más, por estranhos, por extraterrestres, pelo diabo ou pelo demônio, pelos impuros ou mal afamados, por afeminados ou homossexuais, por ateus ou pessoas que não
pertencem à nossa religião, pela direita ou pela esquerda. Não, foram praticadas por pessoas
normais e boas como nós! Tudo começou gota a gota, foi progredindo aos poucos, todo dia caía uma gotinha de ódio nos corações. Ao final, sem perceberem, depois de anos ou décadas alimentando o coração com as obras da carne, se transformaram em pessoas más, sem apreço pelo próximo, sem sentimentos de amor e consideração, sem empatia, sem Deus, e usando o nome de Deus! Usando em vão o nome do Criador! (Êxodo 20.7). E depois de todo esse processo praticaram os piores pecados contra o próximo.
É assim que o mal vai se apossando da nossa vida, mesmo morando dentro de uma igreja ou
religião e falando em Deus o tempo todo. Nos evangelhos temos o maior exemplo dessa
maldade: os mais puros cristãos e líderes religiosos mataram o Filho de Deus usando o nome de Deus! (João 11.45-56).

De fato, quando damos lugar à paixão em prejuízo à razão, quando o amor do evangelho não ocupa nosso coração, nos tornamos um ser ruim, mal, cheios de ódio e indiferença.

Nos transformamos em tudo aquilo que teoricamente mais condenamos. Nos tornamos um
demônio na vida do nosso semelhante. Terminamos alienados e fanatizados, com dois olhos
e dois ouvidos, mas cegos e surdos para a realidade.

Prejuízos ao Evangelho


Aos poucos nossos “púlpitos” estão se contaminando com toda sorte de pregação odienta e
maldosa, em prejuízo do evangelho de Deus. Até mudamos nosso lema “bandido bom é
bandido transformado pelo sangue de Cristo” em “bandido bom é bandido morto”. Estamos
trocando o poder do evangelho por armas. Estamos trocando nossas palavras de verdade por
notícias falsas, esquecendo por esquecimento mesmo ou por conveniência de que o pai da
mentira é o diabo! (João 8.44)
Nesse ambiente e clima de animosidades acabamos jogando o que é santo aos cães, dando
pérolas as mais preciosas aos porcos (Mateus 7.6).


Infelizmente, e digo com muito pesar, essa é a nossa realidade, realidade de um Brasil
polarizado, extremado, dividido e carregado de dardos inflamados do mal. Realidade essa que se formou, em parte, em nome de Jesus e de Deus!!! Realidade que, infeliz e
vergonhosamente, nós, que dizemos ser a chibata moral e ética da sociedade, ajudamos a construir!
Daí dizemos que somos um país cristão!!! E se não fôssemos cristãos, em que situação tão mais desprezível não estaríamos?! Nós, como cristãos, deveríamos nos encher de vergonha,
pois não poucas vezes nos vangloriamos de cumprir os detalhes da lei, mas negligenciamos os preceitos mais importantes dela: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mateus 23.23).
Estamos mais preocupados com a cor da bandeira do nosso País do que com os milhares de
famintos que estão à espera de um prato de comida, ou um enfermo que aguarda nossa visita e ajuda que nunca chegam (Mateus 25.35-45). Mais preocupados com a pátria terrena do
que com a Pátria Celestial (Hebreus 11.13-16). Mais preocupados e ocupados com o pouco do que com o muito, com o menos importante do que com o mais importante (Mateus 23.23). Na prática, criamos um mundinho só nosso regado de ilusões e hipocrisias, coando o mosquito e engolindo o camelo (Mateus 23.24).

Onde está Deus em meio a tudo isso?


Afinal de contas, onde está Jesus? Onde está Deus? Onde está o Espírito
Santo? Será que estão tão mais acima de todos e de tudo que perdemos eles de vista?! Se Deus
produz coisas boas, porque tantas coisas ruins estão sendo produzidas em nossas atividades
do dia a dia em nome Dele?
Repito que não podemos de jeito nenhum generalizar. Que fique bem claro, pois há um tanto
de cristãos, principalmente líderes religiosos, que estão se levantando e desnudando todas
essas obras que não tem, nunca teve e nunca terá nada a ver com Jesus. Glória a Deus por
isso!
E é exigido de nós, que batemos no peito e dizemos que somos seus filhos, muito mais do
que daqueles que julgamos não serem filhos de Deus, pois aqui vale este ensino de Jesus: “A
quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido” (Lucas 12.48).
Triste realidade!!!


E jesus, onde está no meio de tudo isso? O que ele faria? Podemos fazer parte do processo
político? Deus é de direita ou de esquerda? Ele vota no Lula ou no Bolsonaro? O que Ele ensina?
Jesus estava lá na palestina, num governo pior e bem mais corrupto que os nossos governos.
Viveu num sistema político perverso e podre, bem mais deteriorado que nossos sistemas de
vida social da vida moderna (político, econômico, legal, religioso etc)
No entanto, ele não se intrometeu na política nem tentou eleger ou apoiar um candidato
“cristão” para se infiltrar na política e tentar mudar o sistema de governo,

porque o objetivo Dele é transformar pessoas, não sistemas humanos e temporais governados pelo mal (1 João5.19).

E qualquer sistema só consegue alguma melhora se há antes mudança do coração, não
o contrário. Porque as coisas em si mesmas não são ruins nem boas, mas se tornam uma
coisa ou outra conforme o uso que fazemos delas, como uma faca que pode matar nossa
fome no preparo do alimento ou matar o semelhante por causa da dureza de nosso coração.


O Evangelho deixa bem claro que nossa luta mais importante não é contra sangue ou carne,
não é contra Lula ou Bolsonaro, não é contra ou a favor do governo, não é contra meu
próximo ou semelhante, mas sim contra os poderes espirituais malignos que se instalam
sorrateiramente dentro dos nossos próprios corações (Efésios 6.12). Às vezes ficamos tão preocupados procurando onde o mal habita, se nesse ou naquele espaço geográfico, se nesse
ou naquele partido político, se nesse ou naquele líder político, se nessa ou naquela ideologia,
se nessa ou naquela religião, que tornamo-nos cegos e impossibilitados de enxergar que o
Diabo já fez morada dentro de nós mesmos, lugar onde deveria ser o templo do Espírito
Santo!!! (1 Coríntios 6.19).


O Filho de Deus encarnado não transformou o evangelho num simples instrumento políticopartidário. Não inventou uma “guerra santa” entre nós, os “santos”, e eles, os “impuros”.
Muito pelo contrário: quando seus discípulos tentavam transformá-lo num líder político e
revolucionário, dizia que seu reino não era desse mundo (João 18.36-38), que as leis que governam seu reino são diferentes das que dirigem esse mundo. Que seu reino não está nos
palácios dos governantes ou no poder das mais altas autoridades, mas que está dentro de cada um de nós, no nosso coração (Lucas 17.20-21).
Precisamos saber que o céu não será aqui na terra, que a nossa pátria celestial não é o Brasil
(Filipenses 3.20-21), que nosso governo não é nosso Salvador, que nossas ideologias não
são nosso evangelho. Precisamos saber que o verdadeiro reino de Deus não se resume em
picanha e cerveja, em comida e bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo
(Romanos 14.17).
E o que é o reino de Deus?

Seu reino é paz, alegria, amor, bondade, justiça, fé, perdão, reconciliação e toda sorte de

coisas boas e agradáveis (Gálatas 5.22, Romanos 14.17 etc).


Se alguém de der um tapa na face, dê a outra também (Lucas 6.29-30).
Tudo aquilo que queremos que os outros nos façam, também devemos fazer aos outros
(Mateus 7.12).
Se alguém quiser ser o primeiro, seja aquele que serve a todos (Marcos 9.35).
Amar a Deus de todo coração e ao próximo como a nós mesmos(Mateus 22.37-39).
Visitar o preso, receber o forasteiro, visitar os enfermos, alimentar quem tem fome (Mateus
25.35-45).
O Jesus desse reino não nos julga, porque ele não veio para julgar senão pra perdoar e salvar
(João 12.47). Mas se há um julgamento que ele fará fora da graça, por assim dizer, é:
apartai-vos da minha presença, porque estive nu e não me vestiste, estive preso e não foste
me visitar, estive com fome e não me deste de comer, era forasteiro e não me recebeste,
estive enfermo e não me visitaste (Mateus 25.35-45). Ele não diz “apartai-vos da minha
presença” se o Lula ou o Bolsonaro se elegerem, se a esquerda ou a direita assumirem o poder, se conseguirmos eleger este ou aquele candidato “cristão”, por mais especial que seja
ou pareça ser.
Isso tudo que foi dito, em resumo, é o que significa Deus, Jesus, o Espírito Santo. Palavras
que dizemos podem não significar nada. Até o diabo, na tentação de Jesus, citou a Bíblia,
pois ele tem mais conhecimento dela que nós (Lucas 4.1-13).
Deus ensina que a obra que mostra que o conhecemos, pela fé, não são palavras
vazias de significado. Palavras vazias de significado sem o evangelho de Cristo são apenas
palavras vazias e sem significado.

O que mostra que conhecemos a Deus é o amor (1 João 4.7-8)

Desejar o bem


Somente o amor, que nada mais é querer e desejar o bem dos outros, do próximo, do
nosso semelhante, de todo mundo. Sem esse amor até a mais sublime obra de bondade, até a
mais alta penitência, até se me sacrifico em fogueira, tudo isso é abominação perante Deus,
pois sem amor nada se aproveita (1 Coríntios 13.3).
Quem ama conhece a Deus; quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Se eu digo que conheço a Deus mas odeio meu semelhante, sou mentiroso. Afinal, se não
amo a quem vejo, como posso amar a quem não vejo? (1 João 4.20).
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João
13.35), não se sou apoiador deste ou daquele candidato ou partido, não se pertenço a esta ou
aquela denominação religiosa, não se dou dízimo ou oferta, não se faço qualquer outra coisa
que pra mim pareça ser correto e de grande valor. No reino de Deus não há qualquer valor se
não estiver fundamentado no amor. O amor que é querer o bem de tudo e de todos.


Ditas essas breves palavras proféticas do evangelho de Cristo, depois de tudo isso que
foi dito, peguntamos em alto e bom som: ONDE ESTÁ DEUS no meio de tudo isso que está
rolando no nosso querido Brasil verde e amarelo? ONDE ESTÁ JESUS numa sociedade
polarizada e intolerante cheia de ódio e maldições lançadas a todo momento contra nosso
semelhante? ONDE ESTÁ O ESPÍRITO SANTO em corações tão vazios de amor e da
verdadeira vida?
Nós os cristãos podemos e devemos participar da política partidária. No entanto, somente
conforme o evangelho de Cristo, nunca contra ele. Nunca devemos, ou nunca deveríamos,
ser um político ou ocupar um cargo público como representante de Deus, de religião ou
igreja, ou ainda tentar obrigar toda a sociedade a cumprir leis religiosas ou cristãs, por mais
corretas que pareçam ser ou se de fato são mesmo, pois Jesus não fez isso e seus ensinos nos
proíbem a agir nesse sentido, visto que o reino de governos humanos e o reino de Deus são
regidos por leis de natureza completamente diferentes. Toda vez que misturamos os dois
acabamos nos corrompendo e transformando o evangelho em mais uma ideologia humana,
por mais valiosa que aos nossos olhos pareça. Acabamos jogando o evangelho de Jesus no
lixo de nossas mais estúpidas convicções!!!
Na atividade político-partidária ou nas funções da vida pública em geral poderemos atuar
como testemunhas do evangelho de Cristo praticando as obras do evangelho, atuando de
acordo com nossas convicções da fé cristã, mas nunca nos transformando num talibã da
pureza espiritual.
Quantas pessoas não matamos todos os dias nesse engano diabólico?! Vocês acham que os
homicidas estão somente dentro das cadeias? Será que não percebemos para nossa tristeza e
vergonha que os piores assassinatos são cometidos por nós mesmos a todo momento?!
Vejamos o que Jesus diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que
matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se irar contra
seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Tolo, será réu do tribunal; e
qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.” (Mateus 5.21-22).
Não podemos cair na armadilha maligna de que seremos os salvadores de Deus, de que se
não nos infiltrarmos na política o mundo vai se acabar e as promessas divinas não se
cumprirão. De que sem nossa ajuda Deus não conseguirá cumprir seus propósitos por causa
de alguma deficiência Dele.
Saara e Abraão fizeram isso, mas foram reprovados por Deus e a obra da ajuda deles foi
rejeitada, pois na verdade não acreditaram que Deus fosse o Deus capaz de executar a
promessa de um filho quando eles já estavam com idade avançada (Gêneses 18 em diante).
Assim nós também fazemos. Em vez de confiar de que Deus realmente está acima de tudo e
de todos e que ao final seu propósito para o universo vai se cumprir como está prometido
nas Escrituras, caímos em descrença e passamos acreditar que sem nossa ajuda o mundo
está perdido. Começamos a confiar mais nos nossos líderes políticos e religiosos do que nas
promessas divinas!!!
Na busca de um salvador terreno às vezes nos deparamos com líderes que estão mais cegos
que os liderados. E Jesus disse que se um cego guiar outro cego, ambos cairão no buraco
(Mateus 15.14B). Quem recebeu a missão de orientar e guiar as ovelhas pelos caminhos da
verdade às vezes parece que está mais perdido do que seu rebanho!!! Basta olharmos para os
frutos! Eles, os frutos, não mentem nunca! (Mateus 7.15-20)
Podemos e devemos manifestar para toda a sociedade os propósitos de Deus, para todo ser
humano. Gritar contra o pecado e as perversões humanas, contra a injustiça e toda sorte de
maldade. No entanto, ao fazer assim, devemos agir em conformidade com o evangelho que
Cristo ensinou, conforme já dito antes, nunca transformando o evangelho num simples
instrumento politico misturando os dois reinos. (o reino espiritual, da fé, da crença na vida
eterna; e o reino humano, temporal, do aqui e agora)
Falamos, anunciamos, admoestamos, advertimos, profetizamos, etc. Quem se converter ao bem e à bondade, missão cumprida. Quem não ouvir, abençoamos e dizemos como Jesus:
“perdoem os pecados deles, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Assim funciona
o reino de Deus. Assim é o Deus verdadeiro que de fato está acima de tudo e de todos.

A Graça e o Amor de Deus


Contra a bondade e o amor de Deus nada pode. Não há contestação. Não há argumentos.
Não há oposição.
Que essas palavras possam converter pelo menos alguns dardos inflamados de ódio que
estamos produzindo hoje no Brasil! Converter alguns dardos inflamados de ódio em gotas
do bom perfume de Cristo (2 Coríntios 2.14-15).
Que essas palavras do evangelho da graça e do amor possam quebrar pelo menos um elo da
corrente do mal. Se um elo se quebra, a corrente se parte e dali em diante não segue
crescendo e causando mal.
Se recebemos uma notícia falsa de alguém, não passamos adiante para estender ainda mais a
corrente do mal, mas a descartamos e devolvemos a notícia verdadeira que produz vida e
paz, que é o evangelho de Deus.


Que essas palavras possam nos transformar em sal da terra e luz do mundo. Sal que dá o
gosto gostoso da verdadeira vida e luz que ilumina e dissipa as trevas do ódio e da
intolerância (Mateus 5.13-14).
Que essas palavras possam ter o poder de nos capacitar a mostrar o verdadeiro Deus que
realmente está acima de tudo e de todos, não como simples palavra ou teoria vazia de
sentido e significado, mas com o poder dos nossos atos e atitudes, com a nossa prática de
amor e bondade, com o desejo de que tudo de bom aconteça com todos os nossos
semelhantes.
Se assim de fato acontecer, agiremos de acordo com o evangelho e não precisaremos jogar o
que é santo aos cães. Não transformaremos nossos líderes políticos e religiosos maiores que
nosso Deus. Não transformaremos a Bíblia em algo maior que Jesus. Não ficaremos
preocupados se estamos na esquerda ou na direita, porque em Jesus não há lados e esses
rótulos só fazem sentido para uma fé sem sentido. Porque para fazer o bem e praticar o amor
não precisamos de lados, mas sim de um coração bondoso e cheios da graça de Deus.
Se assim de fato acontecer, somente se assim de fato acontecer, poderemos e seremos
autorizados a dizer que Deus está acima de todos e de tudo, e nossa luz brilhará diante de
todos, para que vejam as nossas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mateus 5.16).
Do contrário, seremos como o sino que ressoa ou como o prato que retine (1 Coríntios 13.1)

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Apocalipse 3.6)

Por Grimaldo Schumacker

Em 23 de outubro de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Viver e Existir

VIVER E EXISTIR

LEONID AFREMOV Collection

O que é EXISTIR? O que é viver?
Não é apenas ter sangue circulando, ar nos pulmões, órgãos funcionando, olhos que enxergam, ouvidos que ouvem, isso é EXISTIR.
VIVER é muito mais. É ver e dar beleza e harmonia a existência. É escrever a história da vida com sons melodiosos e pintada com Cores Vivas e alegres e não deixar que seja uma tela de natureza morta plantada pintada em preto e branco.
Viver é fazer com que a sinfonia da nossa vida se manifeste em belos acordes musicais de lindos momentos de elevação espiritual numa comunhão perfeita com a beleza e a majestade do Criador.
Jesus veio para nos dar vida em abundância. Isto é, com qualidade, expressão, harmonia e alegria. Apesar de existir estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Deus em sua infinita GRAÇA nos deu vida. Com Cristo fomos transportados das Trevas da mera existência para a plenitude da vida naquele que é a luz do mundo. Disse o mestre: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 8:12.
Quem se deixa banhar na luz de Jesus Experimenta a fascinante transformação de se livrar do Sombrio casulo de apenas existir, E tal qual a borboleta alça vôo para a beleza do viver, trazendo em si, em vez da monocromia do existir, toda a exuberância que o criador lhe dá. Jesus, a luz do mundo, veio para nos dar vida, para refletirmos essa luz e brilhar para sermos sal da terra, dando sabor a existência. Marcos 5: 13 a 16.
Como estamos escrevendo a nossa história?
Com que cores estamos pintando? Não basta existir. É Preciso Viver.
Existir é muito pouco para um ser criado à imagem de Cristo e que deve expressar ao longo de sua existência a beleza e o amor do Pai Eterno.

Jesus Cristo transforma nossa existência em verdadeira vida. Amém
Texto extraído do Devocionário Pão Diário 2016

domingo, 6 de setembro de 2015

O QUE É O CASAMENTO?

Pensando, meditando e refletindo às vezes chegamos a conclusões bem diferentes das convenções solidamente estabelecidas socialmente e profundamente arraigadas na mente coletiva.
Quando chegamos ao ponto culminante da descoberta somos tomados por um assombro seguido por uma resistência natural provocada por medo da conclusão simplesmente ser diferente da convenção social a tanto tempo praticada e tida como verdade intocável.
Vejam só as conclusões a que cheguei analisando criticamente como a instituição do matrimônio é tratada hoje:
1) Diferente do que pensava o casamento instituído pelo Criador não foi direcionado para um povo específico, especialmente para os “seus filhos” cristãos. Essa instituição de vital importância foi criada para todos os seres humanos, estejam eles ou não dentro das instituições religiosas, ou em qualquer lugar do mundo. A simples existência humana é requisito para se qualificar à união matrimonial.
Nas Escrituras não encontramos notícias de que o casamento foi criado para um grupo restrito de pessoas. Elas dizem, ao contrário, que ele foi instituído para união de homem e mulher.
2) A cerimônia religiosa do casamento, que mais é formalidade social, é invenção da igreja institucional.
Igualmente, na Bíblia não há registro de que para se tornar válido o matrimônio precise da chancela de uma instituição ou de uma pessoa designada para tal fim.
3) O casamento no cartório também é criação humana. A Escritura não menciona que o governo tem incumbência de unir duas pessoas em casamento.
Antigamente não existia esse controle por parte dos governos. Hoje o estado moderno assim o faz por uma série de circunstâncias que, diga-se de passagem, mostra-se benéfico para gerir a relação dos direitos e obrigações que envolve o ato.

Esses fatos levam a outras conclusões:

O tratamento atual que as instituições religiosas de uma forma geral dão ao matrimônio não tem fundamento plausível. Para elas basta a celebração ou a formalidade do cartório, mesmo que o casal se una por objetivos completamente diferentes dos que Deus intentou. Assim, na prática, uma união de homem e mulher pode apenas manter uma aparência de casamento sem, contudo, de fato ser um casamento original.
Por outro lado, uniões entre homem e mulher não reconhecidas por uma religião podem de fato perante Deus ser um matrimônio autêntico. Pode e em muitos casos é exatamente o que ocorre, visto que essa união matrimonial não é e nunca foi constituída por fatores externos, mas sim pelo amor que vincula dois corações no firme propósito de viverem juntos.
Um exemplo prático e simples: Se um homem e uma mulher que vivem juntos mas que não passaram pelo rito formal do casamento procurar a maioria das igrejas cristãs receberão orientação no sentido de “casarem-se no papel”. Caso assim não o façam são privados dos “benefícios” oferecidos pela instituição religiosa, como santa ceia, batismo etc, além de serem rotulados de adúlteros e até mesmo considerados “pagãos e perdidos”.
Por outro lado, se apresentarem uma certidão de casamento, cuja celebração foi realizada por um ministro religioso ou por um oficial do cartório, mesmo que o que os una não seja o vínculo do amor, isto é, o verdadeiro casamento de Deus, são imediatamente admitidos e considerados como “seguidores fiéis e obedientes do Senhor”.
Assim funciona na prática, bastando manter aparência de verdade. Mas Deus não vê o exterior, como nós e as nossas instituições humanas veem (1 Samuel 16.7); Deus vê o coração, e não é dono de cartório.
O casamento não é banalizado somente com a promiscuidade dos relacionamentos entre pessoas, de sexo diferente ou não, mas também e principalmente com o acréscimo de coisas que Deus não instituiu, transformando a união matrimonial numa simples certidão cartorária ou num mero ato de celebração religiosa regado de formalidades sociais.
Por tudo isso chegamos a conclusão de que Deus instituiu a união de homem e mulher, mas não as formas como essa união se dá. Mesmo sendo assim, como o coração do homem é enganoso e tendente a governar sobre seus semelhantes, o casamento foi transformado em concessão particular, seja do governo ou da religião, e que, para usufruir de seus “benefícios”, têm-se que pagar um “preço”. A graça de Deus que é derramada sobre bons e maus, como Jesus ensina (Mateus 5.45), na prática para nós não é derramada sobre bons e maus mas somente sobre os “nossos e bons”.
Conforme a experiência mostra e a Bíblia ensina, a única formalidade estabelecida pelo Criador é a do vínculo do amor, pois sem amor nada aproveitará (1 Coríntios 13.3).

Em Jesus.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Comprado por um Preço


Aos que lerem, por favor, entendam de uma vez por todas...

"Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens." 1 Co. 7.23

Aqui Paulo nos proíbe de nos tornarmos escravos. Sem dúvida ele diz isso como uma orientação geral contra pessoas que tentam destruir a liberdade e igualdade de crer e são severas demais com as consciências. Por exemplo, se alguém ensinar que um homem cristão não pode, absolutamente, se casar com uma mulher não cristã ou permanecer casado com ela, como algumas igrejas ensinam, então aquela pessoa impede a liberdade ensinada aqui por Paulo. Na verdade, aquela pessoa leva as outras a serem obedientes mais do que à Palavra de Deus, que Paulo diz estar servindo aos seres humanos. As pessoas que seguem esse mestre pensam que são escravas de Deus e o servem quando, de fato, estão seguindo ensinamentos humanos e tornando-se escravas de outros. Isso é verdade também com respeito àqueles que pregam que os cristãos devem ser circuncidados, resultando na anulação da liberdade cristã.
Assim, de todas as formas, Paulo está preocupado com a liberdade cristã e a tenta protegê-la das correntes e prisão das regras humanas. Paulo confirma isso quando diz: “Vocês foram comprados por alto preço”. Ele quer dizer que Cristo nos comprou com seu próprio sangue e nos deixou livres de todos os pecados e leis, como diz em Gálatas 5.1.
A liberdade que Cristo comprou, contudo, não tem o mesmo significado da liberdade oferecida no mundo. Ela não afeta as relações que as pessoas têm umas com as outras, tais como o servo com o mestre ou a esposa com o marido. Deus não deseja que essas funções sejam mudadas. Em vez disso, Diante de Deus, nenhuma lei nos constrange ou nos mantém presos. Nós somos verdadeiramente livres em todas as coisas. Antes, estávamos ligados aos nossos pecados, mas agora todos eles se foram. Assim, quaisquer que sejam as funções ou relacionamentos que ainda existam, eles não tem a ver com o pecado nem com mérito diante de Deus.


Texto de Martinho Lutero – Devocionário - Somente a Fé.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A melhor mensagem é o Cristão


Porque relacionamento e testemunho são mais importantes (e eficazes) do que proselitismo.

O verdadeiro evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Há um aspecto peculiar na “Grande Comissão” relatada no evangelho de João que nem sempre é lembrado quando estamos tratando do envio de discípulos. Enquanto, nos outros textos sagrados, o destaque da comissão eram aspectos mais práticos (como curar os enfermos, operar sinais e fazer discípulos), no texto de João o destaque está no perdão de pecados (Jo 20.23). O conteúdo do evangelismo, seja por meio de novos ou velhos métodos, continua sendo arrependimento e perdão.
Além dessa ênfase, na comissão joanina, também fica claro que o propósito de Jesus, ao enviar seus discípulos, não era apenas o de proclamar o que ele podia fazer em favor do perdido, mas o que podia fazer por intermédio da vida de seus discípulos. “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados”: o foco não está apenas na mensagem, mas na autoridade e na vida dos mensageiros. Particularmente, não acredito que existam formas “ultrapassadas” de evangelismo. Para mim, Deus pode usar qualquer forma de levar o evangelho, seja nova, seja velha. O que me preocupa são as motivações dos crentes na hora de usar dessas fórmulas. Aquilo que, muitas vezes, a igreja está oferecendo para aumentar o número de seus membros não corresponde à verdade do evangelho e tem gerado expectativas que, certamente, serão frustradas.
Em Mateus 23.15, existe uma advertência forte de Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, vós o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. Esse é um alerta que sempre deve ser lembrado em relação à evangelização: o risco do proselitismo e do esforço em mudar a pessoa apenas exteriormente, sem transformar seu entendimento. Enquanto nos virem fazendo a coisa certa pelo interesse errado, o coração das pessoas será contagiado apenas pela cobiça, mas não transformado pelo amor.
Nada é mais evangelizador do que a forma como nos relacionamos uns com os outros em amor. Nossas relações evangelizam mais do que muitas das nossas ações. O cristão é aquele que, como Cristo, vive em favor do próximo. E é na forma como ele sacrifica seus interesses pessoais em favor do próximo que encontra sua melhor oportunidade de comunicar o que crê. Ou seja, quanto mais relacional for a estratégia evangelística, tanto mais relevante será.
Nunca a revelação de Deus vem sem relacionamento. O evangelho chega a nós por meio de pessoas. E o próprio Jesus prometeu que estaria presente na comunhão de dois ou três reunidos em seu nome. Não podemos perder de vista o quão importante isso é. A evangelização não serve, por exemplo, apenas para alcançar o evangelizado; também alcança o evangelista. Quando ele leva a mensagem a alguém, é gerado nele um profundo senso de responsabilidade pelo próximo, de tal modo que evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Por isso, eu creio que fé não seja apenas a certeza inabalável da salvação que já recebemos, mas também a disposição e o amor incansável de trabalhar para que outros também a recebam.
Texto da Revista Impacto - editorial 78. 
Escrito por Paulo Junior






sexta-feira, 2 de maio de 2014

Orgulho - O Grande Pecado

Quanto mais orgulho uma pessoa tem, menos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” A questão é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho de todos os outros. Se me sinto incomodado porque outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo – por sua própria natureza –, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. É por isso que eu disse que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso acidental sexual pode levar dois homens a competir se ambos estão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgulhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é melhor do que você. A cobiça pode levar os homens a competir entre si se não existe o suficiente par todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que jamais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males do mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobiça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 libras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. É o orgulho – o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evidentemente, é do poder que o orgulho realmente gosta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admiradores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Certamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela própria natureza: é por isso que se expande indefinidamente. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir alguém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais esperto, esse será meu rival e meu inimigo.
Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros vícios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sempre significa a inimizade – é a inimizade. E não só inimizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.
Em Deus defrontamos com algo que é, em todos os aspectos, infinitamente superior a nós. Se você não sabe que Deus é assim – e que, portanto, você não é nada comparado a ele –, não sabe absolutamente nada sobre Deus. O homem orgulhoso sempre olha de cima para baixo para as outras pessoas e coisas: é claro que, fazendo assim, não pode enxergar o que está acima de si.


Trecho do livro Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis – Editora Martins Fontes, SP, 2005.

A Ditadura do Orgulho


O triste é que o pior de todos os vícios, o orgulho, é capaz de se infiltrar no âmago das nossas vidas religiosas. Porém, é fácil ver o porquê. Os outros vícios, menos ruins, vêm do Diabo, que trabalha em nós por meio da nossa natureza animal. No entanto, o orgulho não vem da nossa natureza animal, mas diretamente do inferno. Ele é puramente espiritual, e, por isso, é o mais sutil e mortal. Pela mesma razão, o orgulho pode muitas vezes ser usado para derrubar os vícios mais simples. A verdade é que os professores muitas vezes apelam para ao orgulho ou “autoestima” dos meninos para fazê-los se comportar de forma decente. Muitas pessoas até venceram a covardia, a luxúria ou o mau humor, por aprenderem a achar que estavam abaixo do seu nível de dignidade – isto é, por orgulho. O Diabo só dá gargalhadas. Ele se contenta em ver você se tornando casto, corajoso e controlado, desde que consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo – da mesma forma que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para substituí-lo por um câncer. O orgulho é um câncer espiritual. Ele corrói a própria possibilidade de amor, de contentamento ou, até mesmo, de bom senso.

Meditação tirada do devocional Um ano com C.S.LEWIS, página 100, publicado por Editora Ultimato – original do livro Cristianismo Puro e Simples.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

As Coisas Não São Boas Nem Más em Si Mesmas

Existem apenas duas coisas que são boas ou ruins em si mesmas.
Apenas duas pessoas são em si mesmas boas ou ruins, absolutamente.
DEUS é absolutamente bom em si mesmo, e nunca pode ser menos que bom nem um pouco mal.
O DIABO é absolutamente mal em si mesmo, sendo-lhe impossível ser menos mal ou um pouco bom.
Seus anjos são a mesma coisa, não podendo nunca ser nem um pouco diferente do que de fato são.
As demais coisas, fora essas, não são em si mesmas nem ruins nem boas.
O ser humano não é em si mesmo nem absolutamente bom nem absolutamente mal. Se fosse bom em absoluto, não se encontrava depravado e corrompido; se fosse mal em absoluto, não teria a mínima possibilidade de ser restaurado e trazido para o bem.
Fora Deus e o Diabo, e seus anjos, tudo o mais pode ser bom ou mal, dependendo da atitude do coração humano.
Uma faca pode ser boa ou má, dependendo de seu uso: pode ser usada para preparar alimento que sacia a fome, ao passo que também pode ser usada para tirar a vida do semelhante. É o coração que a tornará boa ou má.
As drogas podem ser boas ou más: em quantidade certa cura doenças e salva vidas; em quantia grande e usada desregradamente transforma-se numa maldição destruidora da vida. O coração do ser humano que decide.
O sexo é bom ou mal: Usado de forma correta se mostra um elo de intimidade santa entre duas pessoas que se amam; do contrário, sua função original é deturpada e tem o poder de transformar o semelhante em apenas um objeto de satisfação da lascívia. É o coração que o tornará bom ou mal.
A religião também não é boa nem má em si mesma: Bem utilizada, abre o caminho para o conhecimento de Deus e liberta; mal utilizada, fecha o caminho para o céu e escraviza.
A ciência nunca foi má nem boa na essência: O seu bom uso facilita a vida humana com o desenvolvimento tecnológico; seu mau uso produz um exército de excluídos e marginalizados.
O dinheiro é benção ou maldição: Usando-o com o coração bondoso ajuda nas mais variadas necessidades do homem; o coração mau, porém, por causa dele é capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Eu e você não somos bons nem maus em si mesmos: Dependendo das atitudes e escolhas podemos ser demônios ou anjos na vida do semelhante.
Por esse motivo é que não podemos rotular coisas e lugares de santos ou profanos, nem pessoas de puras e impuras. Quando assim o fazemos nos tornamos hipócritas e acabamos fracassando, visto que o coração é que fará com que as coisas e pessoas sejam boas ou más.
A Bíblia diz que “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1.15).
O Salvador Jesus fala que “o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhas, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.18-20).
Para tornarmo-nos maus não precisamos de Deus nem do Diabo; basta estimular a maldade do nosso coração corrompido pelo pecado.
Para nos tornar bons precisamos da ajuda do único Ser que é absoluta e essencialmente bom e capaz de nos ajudar: Deus. De outra forma não logramos êxito, visto que Ele é a única fonte da vida verdadeira, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).
O coração humano ...
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até o bem em mal.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até Deus em Diabo.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até a vida em morte.
Mas nunca consegue transformar a morte em vida, porque um coração contaminado pelo mal jamais pode produzir vida de si mesmo.
Por conseguinte, dependemos exclusivamente de Deus para ganharmos vida e transformarmos as coisas em nosso redor em algo bom.
Porque Deus, “estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).


Na graça de Deus, no poder do Espírito e no amor de Jesus.