Apenas duas
pessoas são em si mesmas boas ou ruins, absolutamente.
DEUS é
absolutamente bom em si mesmo, e nunca pode ser menos que bom nem um pouco mal.
O DIABO é
absolutamente mal em si mesmo, sendo-lhe impossível ser menos mal ou um pouco
bom.
Seus anjos são a mesma coisa, não podendo nunca ser nem
um pouco diferente do que de fato são.
As demais
coisas, fora essas, não são em si mesmas nem ruins nem boas.
O ser
humano não é em si mesmo nem absolutamente bom nem absolutamente mal. Se fosse
bom em absoluto, não se encontrava depravado e corrompido; se fosse mal em
absoluto, não teria a mínima possibilidade de ser restaurado e trazido para o
bem.
Fora Deus e
o Diabo, e seus anjos, tudo o mais pode ser bom ou mal, dependendo da atitude
do coração humano.
Uma faca
pode ser boa ou má, dependendo de seu uso: pode ser usada para preparar
alimento que sacia a fome, ao passo que também pode ser usada para tirar a vida
do semelhante. É o coração que a tornará boa ou má.
As drogas
podem ser boas ou más: em quantidade certa cura doenças e salva vidas; em
quantia grande e usada desregradamente transforma-se numa maldição destruidora
da vida. O coração do ser humano que decide.
O sexo é
bom ou mal: Usado de forma correta se mostra um elo de intimidade santa entre
duas pessoas que se amam; do contrário, sua função original é deturpada e tem o
poder de transformar o semelhante em apenas um objeto de satisfação da lascívia.
É o coração que o tornará bom ou mal.
A religião
também não é boa nem má em si mesma: Bem utilizada, abre o caminho para o
conhecimento de Deus e liberta; mal utilizada, fecha o caminho para o céu e
escraviza.
A ciência nunca foi má nem boa na
essência: O seu bom uso facilita a vida humana com o desenvolvimento
tecnológico; seu mau uso produz um exército de excluídos e marginalizados.
O dinheiro é benção ou maldição: Usando-o
com o coração bondoso ajuda nas mais variadas necessidades do homem; o coração
mau, porém, por causa dele é capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Eu e você não somos bons nem maus em
si mesmos: Dependendo das atitudes e escolhas podemos ser demônios ou anjos na
vida do semelhante.
Por esse motivo é que não podemos rotular
coisas e lugares de santos ou profanos, nem pessoas de puras e impuras. Quando
assim o fazemos nos tornamos hipócritas e acabamos fracassando, visto que o
coração é que fará com que as coisas e pessoas sejam boas ou más.
A Bíblia diz que “Todas as coisas são
puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque
tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1.15).
O Salvador Jesus fala que “o que sai
da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração
procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos
testemunhas, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.18-20).
Para tornarmo-nos maus não precisamos
de Deus nem do Diabo; basta estimular a maldade do nosso coração corrompido
pelo pecado.
Para nos tornar bons precisamos da
ajuda do único Ser que é absoluta e essencialmente bom e capaz de nos ajudar:
Deus. De outra forma não logramos êxito, visto que Ele é a única fonte da vida
verdadeira, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar,
segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).
O coração humano ...
Ele, o coração humano, é capaz de
transformar até o bem em mal.
Ele, o coração humano, é capaz de
transformar até Deus em Diabo.
Ele, o coração humano, é capaz de
transformar até a vida em morte.
Mas nunca consegue transformar a
morte em vida, porque um coração contaminado pelo mal jamais pode produzir vida de si mesmo.
Por conseguinte, dependemos exclusivamente
de Deus para ganharmos vida e transformarmos as coisas em nosso redor em algo bom.
Porque Deus, “estando nós mortos em
nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).
Na graça de Deus, no poder do
Espírito e no amor de Jesus.

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