Pecado é tudo aquilo que está contra a santidade
absoluta de Deus. É fazer ou deixar de fazer o que a Lei proíbe ou
manda. Ou, ainda, não estar em conformidade com a santidade divina.
Assim sendo, toda vez que faço algo proibido, deixo de fazer o que é
ordenado ou não me conformo com a santa natureza de Deus sou achado
em pecado.
Fazer o que é proibido. “não cobiçarás a
casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem
o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem
coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20.17). É um
pecado de ação positiva.
Deixar de fazer o que é ordenado. “Portanto,
aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está
pecando” (Tiago 4.17). Pecado de ação negativa.
Não ser de acordo com a santidade de Deus.
“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai
celeste” (Mateus 5.48). Pecado de existir como pessoa.
Em todos esses casos – fazer, deixar de fazer ou não
estar conforme a natureza santa de Deus – se não há cumprimento
absoluto da Lei, 100%, somos apanhados em pecado e declarados
culpados e réus de morte – física, espiritual e eterna – pois
“o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23a).
A Bíblia fala e a experiência mostra que humano algum
consegue cumprir as exigências de Deus como a Lei requer, já que
“Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há
quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis;
não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos
3.10-12), e que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”
(Romanos 3.23).
Por mais que tentamos, não obtemos êxito. Mesmo se
conseguimos na nossa justiça exterior cumprir muitos mandamentos, a
própria Palavra nos reprova: “Pois qualquer que guarda toda a lei,
mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago,
2.10). Imagine alguém conseguindo acertar noventa e nove questões
de uma prova e mesmo assim ser reprovado porque errou apenas uma!
Alguém pode protestar: “Isso é ilógico e injusto!” “Será
que um excelente desempenho na vida moral ao menos não nos coloca
numa posição melhor diante de Deus?” Como vimos, a Bíblia
responde que não, por mais injusto que possa parecer.
A Lei, expressão da mais absoluta santidade de Deus, é
uma unidade parecida com uma corrente: composta por muitos
seguimentos de argolas entrelaçadas. Se uma “argola” é
quebrada, ela se parte e perde sua unidade. Assim é a Lei de Deus.
A exigência da Lei quanto à conduta humana é
duríssima. Sendo realista, é absolutamente impraticável visto que
nenhuma pessoa consegue atingir a perfeição de seus preceitos. E
nem poderia ser de outra forma, uma vez que a própria Palavra diz
que “a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à
escravidão do pecado” (Romanos 7.14).
Ser carnal significa ser pecador, corrompido,
depravado, estragado. O homem natural é corrompido pelo pecado,
tendente e inclinado a fazer o que é mal, a realizar o que é contra
a vontade de seu Criador. É, por natureza, inimigo de Deus, pecador,
carnal. “a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se
submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo” (Romanos 8.7). P
Nenhuma força moral que esteja no homem é capaz de
levá-lo a buscar a Deus de forma independente. Sem um auxílio que
vem de fora dele jamais teria desejo das coisas do alto, jamais
sentiria necessidade de reconciliação, de estar na presença do
Deus vivo Criador do Universo – está morto em “delitos e
pecados” (Efésios 2.1), à semelhança de um defunto frio e sem
vida, inerte.
Na criação, quando Deus fez o homem, disse: “Façamos
o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança [...] Criou
Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou”
(Gênesis 1.26-27). Depois da Queda em pecado, a Escritura diz:
“Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua
semelhança, conforme a sua imagem” (Gênesis 5.3). Antes do
pecado, à imagem e semelhança de Deus; depois, à imagem e
semelhança do homem corrompido. Antes da Queda, vivia na presença
de seu Criador; depois, teve medo e fugiu da sua presença.
O Rei Davi entendeu bem as conseqüências da Queda: “De
fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia
em que fui concebido” (Salmos 51.5). Assim, o ser humano não se torna pecador porque peca, mas peca porque é pecador.
Portando, o ser humano é carnal. É o oposto de
espiritual.
A Lei é espiritual porque é santa, justa e boa.
Vem do próprio Espírito de Deus, é uma revelação do santo
caráter divino, reflete a mais íntima e absoluta essência da
santidade do Criador. Se Deus é perfeito, sua vontade (Lei) outra
coisa não pode ser que perfeição. Corresponde a algo que
transcende nossas simplórias idéias de regras morais do
comportamento humano.
Sendo espiritual deve a Lei atingir o espírito, a alma,
a essência do ser, para haver uma correspondência perfeita entre o
homem e Deus. Isso só acontece quando há um cumprimento da Lei no
verdadeiro espírito e amor a Deus, na essência da alma, no interior
do coração, no mais íntimo do ser. A Lei deve ser observada por
motivo justo, tarefa impossível ao homem pecador que só consegue
praticar uma mera justiça exterior, e assim mesmo por motivação
injusta: por medo, autojustiça, orgulho, interesse próprio etc.
Por tais motivos há uma incompatibilidade entre o ser
humano e a Lei do Criador: o homem é carnal; a Lei, espiritual. Toda
tentativa do homem em se conformar perfeitamente à vontade santa da
Lei resulta em derrota e frustração, semelhante a alguém tentando
colocar uma carga de vinte mil quilos num carrinho de brinquedo de
uma criança. O peso incomensurável da Lei simplesmente esmaga quem
tenta carregá-lo, e acaba por ele sendo destruído: “Todos
aqueles, pois, que são das obras da lei, estão debaixo da maldição;
porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em
todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”
(Gálatas 3.10). Por conta desse fato é que “pela lei, ninguém é
justificado diante de Deus” (Gálatas 3.11).
A Lei, na sua mais importante tarefa, é espelho que
revela e mostra o verdadeiro estado espiritual das pessoas: a doença
terrível do pecado. O pecado que é algo seriíssimo, que separa a
criatura do Criador, cujo real significado não conseguimos nem mesmo
imaginar. Como defini-lo ou conceituá-lo? O que podemos saber sobre
ele é a experiência de sentir na pele seus devastadores efeitos,
como a morte e todos os males que nos sobrevêm na vida.
Eis uma grande realidade no Universo: O PECADO.
O pecado separa o homem de Deus, o pecado torna o homem
inimigo de Deus, o pecado acaba com toda tentativa de aproximação
de Deus. E para piorar a situação não há nada que o pecador possa
fazer a fim de mudar sua triste sorte, já que como visto não
consegue por si só atingir a santidade e justiça de Deus pelo
caminho da Lei.
Em razão dessa realidade Deus mesmo teve que intervir.
Exatamente por esse motivo é que a reconciliação da criatura com o
Criador necessariamente vem por iniciativa exclusiva do próprio
Deus. Deus não deixou sua criação à deriva como uma embarcação
perdida e sem rumo em alto mar. Não! Graças a Ele temos uma solução
para o nosso maior problema na vida.
Se o pecado constitui uma força fenomenal terrível
causadora do maior mal existente – separação de Deus – Jesus
Cristo é aquele que supera em números infinitos todos os seus
efeitos maléficos sobre a vida do homem. Em Jesus o pecado perde seu
poder de morte e separação, em Jesus Cristo o pecado está
derrotado, morto e sepultado. Seus efeitos continuam causando dor,
sofrimento e morte aqui no Planeta, mas não tem mais o poder de nos
separar do nosso Criador, nem agora nem eternamente.
Estávamos mortos espiritualmente pelo nosso pecado, mas
Deus nos deu vida juntamente com Cristo, “perdoando todos os nossos
delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e
que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o
inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2.13.14). Jesus
Cristo, o Filho de Deus encarnado, que sofreu as terríveis
conseqüências do pecado em sua pele, pagou a nossa dívida
impagável. Jesus Cristo, a encarnação da graça, cumpriu a Lei em
sua absoluta totalidade em nosso lugar.
Graças a Jesus, o Salvador, estamos em paz novamente
com o Criador. Por Jesus, o pecado não nos separa da eternidade de
bem-aventurança. Por causa de Jesus, aguardamos aquele grande dia
quando todo mal cessará e já não mais existirá. Por Cristo, nosso
pecado está totalmente pago e liquidado, pois “onde abundou o
pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou
pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida
eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 5.20-21).
O salário do pecado com certeza é a morte, “mas o
dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus” (Romanos
6.23). O pecado mata, mas cristo dá vida.
E “eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida,
nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do
porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem
qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está
em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.38-39).
Muito obrigado, meu Senhor Jesus.

Mto boa a reflexão!
ResponderExcluirGraça e Paz;
ResponderExcluirQue possamos ainda concluir a reflexão com alguns versículos e pequena abordagem:
“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”
(Romanos 6:1-2).
A segurança eterna não é “licença” para pecar. Provavelmente pecaremos mas que não seja conscientemente,isto é; se de fato reconhecemos a Obra de Salvação por Cristo no madeiro.
Caso contrário é necessário uma conversão verdadeira através da compreensão do Evangelho.
“Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu” (I João 3:6).
DEUS ABENÇOE A TODOS!!!