Nem mesmo o melhor de todos os cristãos age por suas próprias forças. Só o
que ele faz é conservar ou proteger uma vida que ele jamais teria adquirido por
seus próprios esforços. E isso tem conseqüências práticas. Enquanto a vida
natural está no nosso corpo, ela fará o que puder para restaurá-lo. Se ele
sofre um corte, saberá se curar até certo ponto, de uma forma que nenhum corpo
morto saberia fazer. Semelhantemente, um
cristão não é uma pessoa que jamais erra, e sim alguém que é capaz de se
arrepender, reerguer-se e começar novamente depois de cada queda. A vida de Cristo está dentro dele,
reparando-o o tempo todo, capacitando-o a repetir (até certo ponto) o tipo de
morte voluntária que Cristo mesmo tomou sobre si.
Eis a razão por que o cristão se encontra em circunstâncias diferentes de
outras pessoas que tentam ser boas. Elas acham que sendo boas podem agradar a
Deus; ou, se elas acham que não existe Deus algum, esperam ao menos merecer a
aprovação das pessoas boas. Porém, o cristão atribui toda boa obra que faz à
vida de Cristo em seu interior. Ele não tem ilusão de que Deus irá nos amar
porque somos bons, mas que Deus nos fará bons por que nos ama; da mesma forma
que o telhado de uma estufa não atrai os raios do sol porque é brilhante, mas se
torna brilhante porque o sol brilha nele.
Cristianismo
Puro e Simples – C. S. Lewis
Em Jesus. Michele.
Em Jesus. Michele.

Louvado seja Deus! Sábias palavras
ResponderExcluir