Todo ser humano diante de Deus é um
devedor espiritual, porque é um pecador. Sendo pecador, é considerado culpado e
réu de morte, vez que “o salário do pecado é a morte” - espiritual, física e
eterna (Romanos 6.23).
Todos, ao nascer, sem exceção, constituem-se devedores espirituais diante de Deus, visto que “todos pecaram e
carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Assim ninguém torna-se, mas é um devedor espiritual de Deus.
Essa dívida espiritual é impagável
porque um pecador não consegue pagá-la, visto que ela é alta demais. Observar
regras morais ou religiosas não paga essa dívida. Praticar qualquer ordem de
sacrifícios também não a quita ou a diminui diante de uma justiça divina
absoluta.
Salmo 49.8-7 diz: “Ao irmão,
verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate
(Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre)”
Por ser alta demais, impagável,
somente Jesus foi capaz de pagá-la. Na cruz do calvário o Filho de Deus pagou a
dívida espiritual provocada pelo pecado, oferecendo-se a si mesmo como oferta
pelo pagamento. Essa oferta de Jesus pelo pecado tem o nome de evangelho.
Evangelho é a boa notícia de que o
nosso pecado foi pago, cancelado, perdoado. É o bom anúncio de que Jesus, o
Filho de Deus encarnado, assumiu nossa dívida pagando-a totalmente, e agora não
somos mais devedores espirituais. E uma boa notícia só é boa se realmente for
boa mesmo; do contrário, se não for boa, ela não é boa notícia. Assim é o
evangelho.
Por conta do pagamento de Cristo
nossa dívida está totalmente quitada, paga, cancelada. Nossas faltas não são
mais levadas em consideração. Esse foi exatamente o propósito da encarnação do
Filho de Deus - cancelar nossa dívida impagável.
Sendo isso uma verdade, pergunta-se:
Nos consideramos perdoados por Deus? Já nos apropriamos desse perdão
apresentado pelo evangelho? Vivemos em nossa vida diária a paz proporcionada pelo
perdão de Jesus? Temos certeza e confiança na reconciliação com Deus? Ou
vivemos na incerteza de estarmos ou não perdoados?
Por que às vezes temos medo de Deus?
Que ideia fazemos de Deus? Que imagem de Deus criamos em nossas mentes: o Deus
perdoador em Cristo ou o Deus das religiões pagãs que sempre está a exigir
algum sacrifício para dar o perdão? O que nos impede de confiar e descansar no
perdão da graça de Deus? O que nos faz duvidar de que aquele sacrifício de
Jesus na cruz foi realizado por causa do amor de Deus por nós?
Para quem ainda não está descansando
ou nutre dúvidas do perdão de Deus, o evangelho tem uma boa notícia:
Isaías 1.18: “O Senhor Deus diz:
Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados
de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão
brancos como a neve, brancos com a lã”
Isaías 43.25: “Mas eu - eu mesmo -
sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”
Miqueias 7.18-19: “Ó Deus, não há
outro deus como tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do teu povo
que ficaram vivos. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos
mostrar sempre o teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as
nossas maldades e jogarás os nossos pecados fundo do mar”
Colossenses 2.13-15: “Antigamente
vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram
não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo.
Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os
seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa
conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos
governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente,
levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória”
Vemos que é a própria Bíblia que diz
por que podemos e devemos confiar no perdão. Podemos e devemos confiar no
perdão oferecido por Deus porque as nossas dívidas foram pagas, foram
canceladas, foram extintas pelo sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Para
Deus elas não existem mais, foram lançadas nas profundezas do mar do
esquecimento, não são mais lembradas por Ele, visto que Cristo as cancelou.
Podemos e devemos descansar no perdão
porque é Deus, e ninguém mais, que nos perdoa. Se quem nos perdoasse fosse
qualquer outra pessoa, mesmo um santo ou um anjo, aí sim poderíamos duvidar de
alguma coisa. Mas não! Não depende e nunca dependerá de outra pessoa que não do
próprio Deus.
E se é Deus quem nos promete, podemos
com toda confiança confiar e descansar no seu perdão. Se não confiarmos no
perdão de Dele, se duvidarmos, na prática estaremos negando que a obra
salvadora de Cristo nos beneficia. Podemos até crer que ela nos ajuda em alguma
área de nossa vida, mas não que nos reconcilia com o Eterno para a eternidade.
Se Deus é quem nos justifica, quem
poderá nos acusar? Como está escrito, “Quem intentará acusação contra os
eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (Romanos 8.33). Jesus disse: “Todo
aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o
lançarei fora” (João 6.37). O Salvador não nos rejeita, de modo nenhum, pois a
sua vinda ao mundo foi justamente para não fazer isso, ou seja, veio para nos
receber e nos aceitar, não para nos rejeitar e nos acusar.
Cristo nos promete em letras
garrafais: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida
eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Sendo
assim, como podemos duvidar no nosso perdão? É Jesus mesmo que nos promete o
perdão dos nossos pecados, porque foi ele próprio que os pagou, que os
cancelou, assumindo a nossa culpa, recebendo o nosso castigo, pagando a nossa
conta por meio de seu sacrifício vicário.
Diante de um evangelho tão claro
apresentado pela Bíblia, como duvidar do perdão de Deus?! É Jesus mesmo quem
diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos
aliviarei” (Mateus 11.28). É Jesus mesmo quem garante: “quem ouve a minha
palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas
passou da morte para a vida”. É o próprio Salvador quem promete: “Todo aquele
que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei
fora”.
Por todas essas promessas do evangelho
de Cristo não devemos duvidar do perdão de Deus. Em Cristo agora não devemos
mais nada a ninguém: nem para Deus, nem para o Diabo, nem para o inferno, nem
para o mundo, nem para qualquer outro ser ou criatura! Nossa dívida impagável
está totalmente paga. Paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que tira o
pecado do mundo; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi sacrificado
em nosso lugar; paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que foi morto por nós,
mas que ressuscitou vitorioso e glorioso para nossa justificação e salvação;
paga e cancelada pelo sangue do Cordeiro que um dia voltará a fim de nos levar
para o lar eterno.
Quando duvidamos do perdão de Deus na
realidade não estamos acreditando que Deus fala a verdade sobre sua promessa de
nos perdoar. É como se chamássemos Deus de mentiroso. Deus diz: - eu te
perdoou; nós dizemos: - não, Deus, eu não acredito em você, por isso não confio
na sua promessa de perdão, não acredito que sou perdoado. Deus diz: - meu Filho
pagou sua dívida; nós retrucamos: - não, não creio que tudo está pago.
No entanto o perdão não depende
daquilo que pensamos de Deus ou de nós mesmos, mas exclusivamente do evangelho.
E o evangelho promete: “Os seus pecados os deixaram manchados de
vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão
brancos como a neve, brancos com a lã”. O evangelho diz: “Mas eu - eu
mesmo - sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço”. O evangelho
anuncia: “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus
pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os
ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a
conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a
obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que
Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele
humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de
vitória”. O evangelho é: “o poder de Deus para a salvação de todo aquele
que crê” (Romanos 1.16). O evangelho essencialmente é “o amor de Deus em
Cristo reconciliando o mundo consigo, não atribuindo aos homens os seus
pecados” ( 2 Coríntios 5.19).
Como não confiar no perdão de Deus se
ele existe só por causa do pecador?!
Nele, que é o perdão encarnado.
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